Questão de Veterinária — Doenças Infecciosas — FCM 2026
VeterináriaDoenças Infecciosas
- Código
- qg673526
- Banca
- FCM
- Órgão
- IF-AM
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor EBTT - Área/Disciplina: Medicina Veterinária / Clínica Médica de Pequenos Animais
A esporotricose felina é uma zoonose de importância em saúde pública, causada por fungos do complexo Sporothrix schenckii. Esses fungos apresentam comportamento dimórfico, ocorrendo na forma de levedura nos tecidos animais (37°C) e como micélio no ambiente (25–30°C).Nesse sentido, é correto afirmar que os sinais clínicos típicos observados em felinos com esporotricose incluem
- Aabscessos, celulite e fístulas que se assemelham a ferimentos decorrentes de brigas comuns, porém não respondem à antibioticoterapia convencional; as lesões localizam-se principalmente na cabeça (face e plano nasal), na porção distal dos membros e na base da cauda; quando não tratadas adequadamente, as lesões evoluem de nódulos subcutâneos para fístulas ulceradas, frequentemente exsudativas, com formação de crostas espessas e áreas ulceradas coalescentes ao longo do trajeto linfático.
- Báreas de alopecia irregular, eritema e crostas aderidas associadas a prurido acentuado, como observado em quadros de dermatofitose felina; as lesões costumam iniciar-se na face, orelhas e extremidades, podendo progredir para placas descamativas e áreas de pelos quebradiços; em alguns animais há formação de crostas espessas e escoriações extensas decorrentes do ato de coçar, mas sem o padrão de nódulos fistulantes ou úlceras profundas, sendo que, geralmente, os pacientes respondem à antibioticoterapia convencional.
- Cplacas eritematosas, áreas úmidas e dolorosas na pele ou mucosas, em animais imunossuprimidos a versão genital pode ocorrer; as lesões podem exibir exsudação serosa, prurido moderado e inflamação intensa, especialmente na boca, região perineal e pregas cutâneas; podem ocorrer estomatite, halitose e desconforto à alimentação; essa sintomatologia no trato digestório superior acelera perda de peso e problemas relacionados à nutrição.
- Dsecreção ceruminosa espessa, crostas nas bordas auriculares, prurido severo e dor marcada à palpação do pavilhão; os animais frequentemente apresentam balançar repetido da cabeça, inclinação auricular persistente e escoriações extensas ao redor das orelhas decorrentes do trauma autoinfligido; em casos mais crônicos pode ocorrer espessamento do conduto, hiperemia acentuada e odor forte, depois das orelhas; o quadro costuma evoluir para cabeça (face e plano nasal), na porção distal dos membros e na base da cauda.
- Eprurido intenso, alopecia multifocal, hiperqueratose e crostas espessas; as lesões iniciam-se geralmente na face e nas orelhas, estendendo-se para o pescoço, tronco e extremidades, conforme o quadro progride, acompanhadas de descamação acentuada, eritema e espessamento cutâneo progressivo; com o aumento do desconforto, o animal pode desenvolver escoriações profundas e áreas de pele lichenificada, criando portas de entrada para infecções bacterianas secundárias que produzem exsudação discreta e odor suave.