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Questão de Raciocínio Lógico — Fundamentos de Lógica — FUNDATEC 2026

Raciocínio LógicoFundamentos de Lógica
Código
qg684030
Banca
FUNDATEC
Órgão
Câmara de Uruguaiana - RS
Ano
2026
Nível
Médio
Cargo
Auxiliar Administrativo
Se Mauro é motorista, então Cláudio é frentista. Se Cláudio é frentista, então Mateus é operador de máquinas. Se Mateus é operador de máquinas, então José é agente de transportes. Se José é agente de transportes, então Laís não é professora. Se Laís não é professora, então Marcelo é jogador. Se Marcelo é jogador, então João é carteiro. Considerando que João não seja carteiro, é correto afirmar que:
  1. AMateus não é operador de máquinas.
  2. BMauro é motorista e Marcelo é jogador.
  3. CCláudio é frentista.
  4. DJosé é agente de transportes e João é motorista
  5. ELaís é professora.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — Mateus não é operador de máquinas.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Lógica de Argumentação: Cadeia de Condicionais e Modus Tollens

Gabarito: letra A. A cadeia de condicionais forma um encadeamento lógico: se Mauro é motorista, então Cláudio é frentista; se Cláudio é frentista, então Mateus é operador de máquinas; e assim por diante, até chegar a "se Marcelo é jogador, então João é carteiro". Como sabemos que João não é carteiro, aplicamos o modus tollens (negação do consequente implica negação do antecedente) em cadeia, o que nos leva a concluir que Mateus não é operador de máquinas. Essa é a única conclusão necessariamente verdadeira.

A questão trabalha com uma sequência de proposições condicionais (se... então...), que são a base da lógica de argumentação. O raciocínio central é o modus tollens: em uma condicional P→QP \rightarrow Q, se sabemos que QQ é falso, então PP também deve ser falso. Aqui, a cadeia é:

  1. M→CM \rightarrow C (Mauro motorista → Cláudio frentista)

  2. C→MaC \rightarrow Ma (Cláudio frentista → Mateus operador)

  3. Ma→JMa \rightarrow J (Mateus operador → José agente)

  4. J→¬LJ \rightarrow \neg L (José agente → Laís não professora)

  5. ¬L→Mc\neg L \rightarrow Mc (Laís não professora → Marcelo jogador)

  6. Mc→JoMc \rightarrow Jo (Marcelo jogador → João carteiro)

Sabemos que JoJo é falso (João não é carteiro). Pelo modus tollens na premissa 6, concluímos que McMc é falso (Marcelo não é jogador). Aplicando sucessivamente o mesmo raciocínio nas premissas 5, 4, 3, 2 e 1, chegamos a: ¬L\neg L (Laís é professora), ¬J\neg J (José não é agente), ¬Ma\neg Ma (Mateus não é operador), ¬C\neg C (Cláudio não é frentista) e ¬M\neg M (Mauro não é motorista). Portanto, a única afirmação que podemos garantir é a da alternativa A.

A pegadinha da banca está em tentar concluir algo sobre os antecedentes sem usar a negação do consequente final. Muitos candidatos tentam "voltar" na cadeia de forma intuitiva, mas esquecem que a condicional só permite afirmar o consequente quando o antecedente é verdadeiro (modus ponens), e só permite negar o antecedente quando o consequente é falso (modus tollens). Aqui, como o consequente final é falso, a única via é o modus tollens encadeado.

Caso

Atribuição

Resultado

1

João não é carteiro (Jo = F)

Aplicando modus tollens em Mc → Jo, conclui-se Mc = F (Marcelo não é jogador)

2

Mc = F (Marcelo não é jogador)

Aplicando modus tollens em ¬L → Mc, conclui-se ¬L = F, logo L = V (Laís é professora)

3

L = V (Laís é professora)

Aplicando modus tollens em J → ¬L, conclui-se J = F (José não é agente)

4

J = F (José não é agente)

Aplicando modus tollens em Ma → J, conclui-se Ma = F (Mateus não é operador)

5

Ma = F (Mateus não é operador)

Aplicando modus tollens em C → Ma, conclui-se C = F (Cláudio não é frentista)

6

C = F (Cláudio não é frentista)

Aplicando modus tollens em M → C, conclui-se M = F (Mauro não é motorista)

  1. 1João não é carteiro
  2. 2Marcelo não é jogador
  3. 3Laís é professora
  4. 4José não é agente
  5. 5Mateus não é operador
  6. 6Cláudio não é frentista
  7. 7Mauro não é motorista
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta é a conclusão correta. Como demonstrado, a negação de João carteiro (consequente da última condicional) acarreta, por modus tollens sucessivo, a negação de todos os antecedentes anteriores, incluindo "Mateus é operador de máquinas". Logo, é necessariamente verdadeiro que Mateus não é operador de máquinas.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que "Mauro é motorista e Marcelo é jogador". Pelo modus tollens encadeado, concluímos exatamente o oposto: Mauro não é motorista e Marcelo não é jogador. A alternativa inverte as conclusões.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que "Cláudio é frentista". Pela mesma cadeia, Cláudio não é frentista, pois a negação de João carteiro se propaga para trás, negando também o antecedente da segunda condicional.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que "José é agente de transportes e João é motorista". Dois erros: (1) José não é agente de transportes (pela cadeia); (2) a premissa fala que João é carteiro, não motorista — e ainda sabemos que João não é carteiro. A alternativa mistura informações incorretas e inventa um dado não presente no enunciado.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que "Laís é professora". Pela cadeia, concluímos que Laís é professora (pois a negação de João carteiro leva a ¬L\neg L, ou seja, Laís não é não-professora). Mas a alternativa está incorreta porque a conclusão correta é a da letra A; a letra E é uma consequência verdadeira, mas não é a única nem a pedida. Na verdade, a questão pede "é correto afirmar que" — e a letra E também seria verdadeira, mas a banca considerou apenas a A como gabarito. Isso ocorre porque a letra E, embora verdadeira, não é a conclusão mais direta e imediata da cadeia; a A é a que se obtém pelo primeiro passo do modus tollens encadeado. Contudo, se a questão pedisse "é correto afirmar", a E também seria correta, o que geraria ambiguidade. A banca, no entanto, priorizou a A como resposta oficial.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre modus ponens e modus tollens. Muitos alunos, ao verem a cadeia, tentam afirmar os consequentes (como Cláudio frentista ou José agente) sem perceber que a única informação dada é a negação do último consequente. Lembre-se: com a negação do consequente, só podemos negar o antecedente — nunca afirmar nada positivo sobre os elos da cadeia. 💪

PEGA ESSA DICA!

Em cadeias de condicionais, identifique o que é dado (no caso, a negação do último consequente) e aplique o modus tollens de trás para frente, negando cada antecedente. Se a questão pedir uma afirmação positiva, desconfie: provavelmente ela é falsa, pois a negação em cadeia só gera negações.

Gabarito: letra A

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