Questão de Português — Interpretação de Textos — FUNDATEC 2026
Português›Interpretação de Textos
Código
qg684065
Banca
FUNDATEC
Órgão
Câmara de Uruguaiana - RS
Ano
2026
Nível
Médio
Cargo
Auxiliar Administrativo
Sobre a afirmação de que a visão sobre o açúcar como vilão absoluto é uma interpretação simplista que não se sustenta, assinale a alternativa correta.
AA classificação de alimentos como “bons” ou “maus” é um fato científico.
BO termo “vilão” é empregado para reforçar a precisão técnica do artigo.
CO subentendido do trecho é que o açúcar adicionado é inofensivo à saúde.
DA intenção discursiva é promover a restrição total de carboidratos.
EO autor pretende desconstruir um senso comum por meio de dados fisiológicos.
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GabaritoE — O autor pretende desconstruir um senso comum por meio de dados fisiológicos.
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Interpretação da tese central do artigo
Gabarito: letra E. O texto de Lara Natacci, intitulado "Nem oito, nem 80: extremos no consumo de açúcar prejudicam a saúde mental", defende que o açúcar não é um vilão absoluto — visão que qualifica como interpretação simplista. A autora recorre a dados fisiológicos para desconstruir esse senso comum, mostrando que o problema são os extremos (falta ou excesso). A alternativa E capta exatamente essa intenção: desconstruir uma crença generalizada por meio de evidências científicas.
PEGA ESSA DICA!
Ao interpretar a intenção do autor, identifique o que ele combate (no caso, a demonização do açúcar) e que tipo de argumento usa (dados fisiológicos).
Alternativa
Descrição da alternativa
Motivo da incorreção/correção
A
A classificação de alimentos como “bons” ou “maus” é um fato científico.
❌ Incorreta. O texto critica essa classificação como "interpretação simplista", não a defende como fato.
B
O termo “vilão” é empregado para reforçar a precisão técnica do artigo.
❌ Incorreta. O termo é usado de forma irônica/figurada para criticar uma visão exagerada, não para precisão técnica.
C
O subentendido do trecho é que o açúcar adicionado é inofensivo à saúde.
❌ Incorreta. O texto defende moderação, não inocuidade; alerta que extremos (inclusive excesso) são prejudiciais.
D
A intenção discursiva é promover a restrição total de carboidratos.
❌ Incorreta. O título "nem oito, nem 80" expressa equilíbrio, não restrição total.
E
O autor pretende desconstruir um senso comum por meio de dados fisiológicos.
✅ Correta (GABARITO). O texto critica o senso comum de que o açúcar é vilão absoluto, usando dados fisiológicos para mostrar que o problema são os extremos.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A) Classificar alimentos como "bons" ou "maus" é justamente o oposto do que o texto defende. O título e a expressão "interpretação simplista" indicam que essa classificação é rejeitada pela autora, não tratada como fato científico. Erro de extrapolação — o texto não afirma isso; pelo contrário, critica essa visão.
Alternativa B — ❌ Incorreta
B) O termo "vilão" é empregado para criticar uma visão exagerada, não para reforçar precisão técnica. A palavra aparece no enunciado como parte da tese que o texto contesta. Erro de troca de sentido — o autor usa o termo de forma irônica/figurada, não técnica.
Alternativa C — ❌ Incorreta
C) O subentendido não é que o açúcar adicionado seja inofensivo. O título alerta que extremos (inclusive o excesso) prejudicam a saúde mental. Logo, a autora não defende a inocuidade do açúcar; defende o consumo moderado. Erro de contradição com o texto.
Alternativa D — ❌ Incorreta
D) A intenção não é promover restrição total de carboidratos. O título "nem oito, nem 80" expressa justamente o equilíbrio, evitando os dois extremos. Erro de restrição indevida — a proposta é moderação, não proibição.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
E) Como discutido, o texto critica o senso comum de que o açúcar é um vilão absoluto e o substitui por uma visão baseada em dados fisiológicos, mostrando que os extremos são prejudiciais. A passagem do título já sugere essa abordagem: "extremos no consumo de açúcar prejudicam a saúde mental". A autora descontrói a simplificação com argumentos científicos.
Conclusão: A única alternativa que reflete fielmente a intenção autoral é a letra E, pois capta tanto a desconstrução do senso comum quanto o uso de dados fisiológicos para fundamentá-la.