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Questão de Medicina — Alergia e Imunologia — FUNDATEC 2026

MedicinaAlergia e Imunologia
Código
qg684373
Banca
FUNDATEC
Órgão
GHC-RS
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico (Alergia e Imunologia)
Assinale a alternativa correta sobre o manejo inicial de uma exposição dérmica a cromo hexavalente em um trabalhador de galvanoplastia que desenvolve dermatite alérgica de contato, considerando a sensibilização imunológica e o risco de ulcerações crônicas.
  1. AIrrigar imediatamente com água por 15 minutos, seguido de aplicação de creme corticosteroide tópico, sem necessidade de remoção da exposição se usar luvas protetoras.
  2. BAdministrar anti-histamínicos orais como primeira linha para controle do prurido, sem descontaminação específica, já que o cromo é um irritante não alérgico.
  3. CAplicar gel de gluconato de cálcio topicamente, similar ao manejo de ácido fluorídrico, para neutralizar o cromo e prevenir necrose tecidual.
  4. DRealizar descontaminação dérmica com água e sabão e remover o paciente da exposição, pois o cromo causa sensibilização alérgica que pode persistir mesmo com baixa exposição.
  5. EMonitorar por 24 horas sem intervenção, pois dermatite por cromo se resolve espontaneamente sem sequelas imunológicas.
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GabaritoD — Realizar descontaminação dérmica com água e sabão e remover o paciente da exposição, pois o cromo causa sensibilização alérgica que pode persistir mesmo com baixa exposição.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Dermatite de contato alérgica ao cromo: manejo inicial

Gabarito: letra D. O manejo inicial correto de exposição dérmica a cromo hexavalente em trabalhador com dermatite alérgica de contato é a descontaminação com água e sabão e a remoção da exposição, pois o cromo é um sensibilizante que pode induzir alergia persistente mesmo em baixas concentrações. As demais alternativas erram ao negligenciar a descontaminação, confundir o mecanismo (irritante vs. alérgico) ou propor tratamentos inadequados.

A dermatite de contato é uma reação cutânea a agentes externos, classificada em dois grandes mecanismos: irritante primário e alérgico. Na forma irritante, o agente danifica diretamente a barreira cutânea, causando inflamação localizada restrita à área de contato. Já na forma alérgica, há uma reação de hipersensibilidade do tipo tardio (Tipo IV), que exige sensibilização prévia do paciente ao agente. O cromo hexavalente é um conhecido sensibilizante ocupacional, capaz de induzir dermatite alérgica de contato em trabalhadores de galvanoplastia, cimenteiros e curtumes. Uma vez sensibilizado, o indivíduo pode reagir a exposições mínimas, e a dermatite tende a cronificar com exposições repetidas, podendo levar a ulcerações crônicas e, em casos graves, a lesões incapacitantes.

O manejo inicial de qualquer exposição dérmica a substância química, especialmente a um sensibilizante como o cromo, segue o princípio básico da descontaminação: remover o agente da pele o mais rápido possível para limitar a absorção e o dano local. Isso é feito com água corrente e sabão neutro, lavando abundantemente a área atingida. Simultaneamente, o paciente deve ser afastado da fonte de exposição, pois a persistência do contato perpetua o estímulo antigênico e agrava a reação. A remoção da exposição é crucial não apenas para o episódio agudo, mas também para prevenir a cronificação e o desenvolvimento de sensibilização adicional.

É importante distinguir o manejo do cromo do manejo de outras substâncias químicas. Por exemplo, o ácido fluorídrico requer a aplicação tópica de gluconato de cálcio para neutralizar o íon fluoreto e prevenir necrose profunda — mas isso é específico do ácido fluorídrico, não do cromo. O cromo não tem antídoto tópico específico; o tratamento é sintomático e de suporte, com ênfase na descontaminação. Anti-histamínicos orais podem ser úteis para o controle do prurido, mas não substituem a descontaminação, e o cromo é sim um alérgeno, não apenas um irritante. Corticosteroides tópicos podem ser usados para reduzir a inflamação, mas somente após a descontaminação adequada e a remoção da exposição.

A banca explora a confusão entre o manejo de diferentes agentes químicos e a diferença entre dermatite irritativa e alérgica. O candidato que sabe que o cromo é um sensibilizante e que a prioridade é a descontaminação acerta a questão. A alternativa D é a única que contempla os dois pilares do manejo: descontaminação com água e sabão e remoção da exposição, além de reconhecer corretamente o caráter alérgico e persistente da sensibilização ao cromo.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Erra ao afirmar que não há necessidade de remoção da exposição se usar luvas protetoras. O uso de luvas é uma medida de proteção individual, mas não substitui a remoção do paciente da fonte de exposição, especialmente em um caso de dermatite alérgica já estabelecida. Além disso, a irrigação com água por 15 minutos é uma medida de descontaminação, mas a alternativa minimiza a importância da remoção da exposição, que é fundamental para interromper o contato com o alérgeno. O corticosteroide tópico pode ser usado após a descontaminação, mas não é o primeiro passo e não dispensa a remoção da exposição.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Erra ao afirmar que o cromo é um irritante não alérgico. O cromo hexavalente é um conhecido sensibilizante, capaz de induzir dermatite alérgica de contato (hipersensibilidade tipo IV). A alternativa também negligencia a descontaminação específica, que é essencial no manejo inicial. Anti-histamínicos orais podem ajudar no prurido, mas não são a primeira linha de tratamento e não substituem a descontaminação. A banca troca o mecanismo: apresenta o cromo como irritante, quando na verdade é um alérgeno.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Erra ao sugerir a aplicação de gel de gluconato de cálcio, que é o tratamento específico para queimaduras por ácido fluorídrico, não para exposição ao cromo. O cromo não possui antídoto tópico específico; o manejo é baseado em descontaminação e tratamento sintomático. A alternativa confunde o manejo de dois agentes químicos distintos, uma pegadinha clássica da banca.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Correta ao afirmar que o manejo inicial deve incluir descontaminação dérmica com água e sabão e remoção do paciente da exposição. O cromo hexavalente é um sensibilizante que causa dermatite alérgica de contato, e a sensibilização pode persistir mesmo com baixa exposição, levando a ulcerações crônicas. A remoção da exposição é fundamental para interromper o contato com o alérgeno e prevenir a cronificação. A descontaminação com água e sabão é a medida inicial padrão para exposições dérmicas a produtos químicos.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Erra ao afirmar que a dermatite por cromo se resolve espontaneamente sem sequelas imunológicas. A dermatite alérgica de contato ao cromo pode cronificar e levar a ulcerações crônicas, além de a sensibilização ser persistente. A conduta de monitorar por 24 horas sem intervenção é inadequada, pois a descontaminação precoce é essencial para limitar a absorção e o dano. A banca explora a falsa ideia de que a dermatite é autolimitada e sem consequências.

Gabarito: letra D

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