Questão de Medicina — Alergia e Imunologia — FUNDATEC 2026
Medicina›Alergia e Imunologia
Código
qg684375
Banca
FUNDATEC
Órgão
GHC-RS
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico (Alergia e Imunologia)
Sobre a farmacoterapia da rinite alérgica (Ellis, 2026), assinale a alternativa que indica a correta recomendação para o uso inicial de corticosteroides intranasais em pacientes com rinite alérgica sazonal moderada a grave, considerando sua eficácia superior em relação a outros agentes isolados e o perfil de segurança.
ASão contraindicados como monoterapia inicial, devendo ser sempre associados a anti-histamínicos orais para evitar efeitos sistêmicos como supressão adrenal.
BSão o tratamento de primeira linha, com eficácia superior aos anti-histamínicos intranasais ou orais isolados para congestão nasal, enquanto os anti-histamínicos são preferidos para prurido ocular.
CDevem ser reservados para casos refratários, pois anti-histamínicos de segunda geração como loratadina são equivalentes em eficácia e têm menor risco de epistaxe.
DSão indicados apenas para rinite perene, enquanto para sazonal, os antagonistas de leucotrienos como montelucaste são preferidos devido à ação anti-inflamatória seletiva.
EOs corticosteroides intranasais requerem monitoramento rotineiro de densidade óssea, pois a absorção sistêmica é significativa em doses padrão, superando os benefícios em congestão nasal.
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GabaritoE — Os corticosteroides intranasais requerem monitoramento rotineiro de densidade óssea, pois a absorção sistêmica é significativa em doses padrão, superando os benefícios em congestão nasal.
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Farmacoterapia da rinite alérgica: corticosteroides intranasais
Gabarito: letra B. Os corticosteroides intranasais são o tratamento de primeira linha para rinite alérgica moderada a grave, com eficácia superior aos anti-histamínicos (orais ou intranasais) isolados, especialmente para congestão nasal — enquanto os anti-histamínicos são preferidos para sintomas como prurido ocular. Essa recomendação está alinhada às diretrizes ARIA e ao IV Consenso Brasileiro sobre Rinite, que posicionam o corticoide intranasal como fármaco de escolha no tratamento preventivo regular.
A rinite alérgica é uma inflamação crônica da mucosa nasal mediada por IgE, desencadeada pela exposição a alérgenos como ácaros, pólipos e fungos. O objetivo do tratamento é restaurar a função nasal e manter a integridade funcional de toda a via aérea, individualizando o programa terapêutico conforme a intensidade e a duração dos sintomas. As ferramentas disponíveis incluem controle ambiental, farmacoterapia e imunoterapia.
Na farmacoterapia, a escolha do agente depende do quadro clínico. Para sintomas ocasionais, o anti-histamínico oral pode ser usado de primeira linha conforme a necessidade. Já para sintomas persistentes ou mais frequentes, recomenda-se um tratamento preventivo regular, e é nesse cenário que os corticosteroides intranasais se destacam — sobretudo se houver obstrução nasal ou pólipos nasais. A tabela de eficácia comparativa mostra que os corticoides tópicos são bastante efetivos (+++) para espirros, rinorreia, obstrução nasal e sintomas oculares, enquanto os anti-histamínicos orais são apenas moderadamente efetivos (++) para obstrução nasal e sintomas oculares. Essa diferença é a base da recomendação de primeira linha.
O perfil de segurança dos corticosteroides intranasais é favorável: a absorção sistêmica é mínima nas doses padrão, e os efeitos adversos são locais, como epistaxe e irritação nasal. Não há necessidade de monitoramento rotineiro de densidade óssea, pois a supressão adrenal é rara e ocorre apenas com uso prolongado de doses altas. A associação com anti-histamínicos orais não é obrigatória, sendo reservada para casos de sintomas oculares significativos ou controle insuficiente.
A pegadinha central desta questão é a inversão de papéis: a banca tenta fazer o candidato acreditar que os corticosteroides intranasais são reservados para casos refratários ou que exigem monitoramento sistêmico, quando na verdade são a primeira escolha. Além disso, a alternativa E apresenta um efeito adverso (perda de densidade óssea) que não é relevante para o uso tópico nasal, confundindo com os efeitos dos corticosteroides sistêmicos.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre corticosteroides tópicos (intranasais) e sistêmicos (orais). O candidato que associa "corticoide" a "supressão adrenal" ou "osteoporose" cai nas alternativas A e E, esquecendo que a absorção sistêmica do uso intranasal é mínima. Lembre-se: o corticoide intranasal é o fármaco de escolha para rinite alérgica moderada a grave, com perfil de segurança local.
Corticosteroides intranasais
1Indicação
Primeira linha (rinite moderada a grave)
Eficaz em sazonal e perene
2Eficácia comparativa
Congestão nasal: +++ (superior)
Espirros/rinorreia: +++
Sintomas oculares: + (limitado)
3Segurança
Absorção sistêmica mínima
Efeitos locais: epistaxe, irritação
Sem monitoramento de densidade óssea
4Associação
Não obrigatória com anti-histamínico
Opcional p/ sintomas oculares
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que os corticosteroides intranasais são contraindicados como monoterapia inicial e devem ser sempre associados a anti-histamínicos orais para evitar supressão adrenal. Isso é duplamente errado: (1) são a primeira linha em monoterapia, conforme as diretrizes; (2) a supressão adrenal é um risco dos corticosteroides sistêmicos, não dos intranasais em doses padrão, cuja absorção é mínima. A associação com anti-histamínicos é opcional, indicada para sintomas oculares ou controle insuficiente, não uma exigência de segurança.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta alternativa espelha exatamente a recomendação das diretrizes: os corticosteroides intranasais são o tratamento de primeira linha para rinite alérgica moderada a grave, com eficácia superior aos anti-histamínicos isolados para congestão nasal. A tabela de eficácia comparativa confirma: corticoides tópicos são +++ para obstrução nasal, enquanto anti-histamínicos orais são apenas +. Para prurido ocular, os anti-histamínicos (orais ou tópicos) são preferidos, pois os corticoides intranasais têm ação limitada nesse sintoma.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que os corticosteroides intranasais devem ser reservados para casos refratários e que anti-histamínicos de segunda geração como loratadina são equivalentes em eficácia. Isso contraria a recomendação de primeira linha para casos moderados a graves. A loratadina é eficaz para prurido, espirros e rinorreia, mas é inferior ao corticoide intranasal para congestão nasal. O risco de epistaxe é um efeito adverso local do corticoide, mas não justifica rebaixá-lo a segunda linha.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que os corticosteroides intranasais são indicados apenas para rinite perene e que os antagonistas de leucotrienos (montelucaste) são preferidos para rinite sazonal. Isso é falso: os corticosteroides intranasais são eficazes tanto para rinite sazonal quanto perene, sendo a primeira linha em ambas. Os antileucotrienos têm eficácia moderada (++ para obstrução nasal e sintomas oculares), mas são inferiores aos corticosteroides e não são preferidos em nenhum cenário de primeira linha.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que os corticosteroides intranasais requerem monitoramento rotineiro de densidade óssea devido à absorção sistêmica significativa. Isso é um erro grave: a absorção sistêmica dos corticosteroides intranasais em doses padrão é mínima, e a perda de densidade óssea é um efeito dos corticosteroides sistêmicos (orais ou parenterais) em uso prolongado. Não há recomendação de monitoramento de densidade óssea para usuários de corticoide intranasal.
Gabarito: letra B — os corticosteroides intranasais são primeira linha na rinite alérgica moderada a grave, superiores aos anti-histamínicos isolados para congestão nasal, com perfil de segurança local favorável.