Questão de Medicina — Alergia e Imunologia — FUNDATEC 2026
MedicinaAlergia e Imunologia
- Código
- qg684386
- Banca
- FUNDATEC
- Órgão
- GHC-RS
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico (Alergia e Imunologia)
Lactente de 2 meses com imunodeficiência combinada grave (SCID) confirmada por triagem neonatal e ausência de infecções ativas, mas com história familiar de infecções oportunistas e presença de um irmão pré-escolar frequentando creche. Considerando evidências de melhoria na sobrevivência pós-HCT em pacientes sem complicações infecciosas prévias e o equilíbrio entre riscos nosocomiais e exposição domiciliar, qual é a estratégia inicial de prevenção de infecções mais apropriada enquanto o lactente aguarda transplante de células hematopoéticas (HCT)?
- AManter o lactente em isolamento domiciliar estrito, com aconselhamento aos cuidadores sobre higiene e evitação de contatos externos, sem necessidade de hospitalização, pois estudos mostram que o risco nosocomial é superior ao domiciliar em famílias sem crianças pequenas.
- BIniciar profilaxia antimicrobiana trimetoprim-sulfametoxazol (TMP-SMX) e imunoglobulina intravenosa (IgIV) em casa, sem isolamento formal, pois a triagem neonatal precoce permite manejo ambulatorial sem impacto na sobrevivência pós-HCT, independentemente de fatores familiares.
- CRecomendar isolamento domiciliar com uso de máscaras N95 pelos cuidadores e pelo irmão, adiando HCT até resolução de qualquer exposição potencial, pois dados indicam que infecções virais comunitárias são o principal fator de mortalidade pré-HCT em SCID.
- DHospitalizar apenas se surgirem sintomas infecciosos, priorizando vigilância ativa em casa com monitoramento semanal de linfócitos, já que evidências recentes mostram equivalência entre isolamento domiciliar e hospitalar em termos de sobrevivência pós-HCT para SCID sem complicações iniciais.
- EHospitalizar imediatamente em isolamento, limitando visitas e usando máscaras, luvas e aventais por todos os entrantes, uma vez que a presença de irmão pré-escolar aumenta o risco domiciliar de transmissão viral, alinhado a evidências de melhor prognóstico pós-HCT em pacientes isolados institucionalmente.