Questão de Medicina — Alergia e Imunologia — FUNDATEC 2026
MedicinaAlergia e Imunologia
- Código
- qg684387
- Banca
- FUNDATEC
- Órgão
- GHC-RS
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico (Alergia e Imunologia)
Criança de 18 meses, com história de síndrome de enterocolite induzida por proteína alimentar (FPIES) clássica ao leite de vaca (sem sIgE detectável), durante um Teste de Provocação Oral (TPO) supervisionado com dose única de 0,15 g de proteína/kg, desenvolve vômito repetitivo 2h após a ingestão, letargia e palidez, sem sintomas cutâneos ou respiratórios IgE-mediados. A contagem de neutrófilos aumenta em 1.400 células/mL acima do basal, sem hipotensão, hipotermia ou diarreia. Considerando a atualização de 2024 do “AAAAI-EAACI PRACTALL”, incluindo as considerações sobre critérios diagnósticos modificados pelo uso de ondansetrona e relatos recentes de recorrências domiciliares pós-desafio bem-sucedido, qual é a interpretação mais apropriada do desafio e a recomendação subsequente, integrando riscos de reações graves e falsos-negativos?
- AO TPO é considerado negativo, pois não atende ao critério maior com ≥2 menores (apenas vômito, letargia e palidez, com aumento de neutrófilos <1500), recomendando introdução domiciliar gradual sem supervisão adicional, dado o baixo risco de recorrência em FPIES clássica.
- BO TPO é positivo com base no critério maior e 2 menores (letargia e palidez), apesar do aumento de neutrófilos borderline; administrar ondansetrona e metilprednisolona imediatamente e aconselhar evitação estrita, ignorando potenciais recorrências domiciliares pois não há sIgE.
- CO TPO é positivo, atendendo ao critério maior e ≥2 menores (letargia, palidez), com o aumento de neutrófilos suportando mesmo <1500 devido a possíveis modificações por tratamento; tratar com reidratação e ondansetrona e recomendar evitação com reavaliação em 6–12 meses, alertando para risco de recorrência domiciliar mesmo em TPOs negativos.
- DO TPO é inconclusivo, pois o uso profilático de ondansetrona pode ter atenuado critérios menores; repetir o TPO com protocolo de dose fracionada (1/3 supervisionada + titulação domiciliar), priorizando acesso intravenoso, devido ao histórico, para minimizar falsos-positivos.
- EO TPO é negativo, já que hipotensão ou diarreia ausentes invalidam o diagnóstico apesar do vômito; prosseguir com titulação domiciliar a dose plena, monitorando apenas sintomas gastrointestinais, sem necessidade de neutrófilos pós-TPO em protocolos modernos.