Com base nos resultados dos ensaios clínicos sobre o tratamento de cânceres gástricos, da junção gastroesofágica e esofágicos, assinale a alternativa correta.
AO ensaio TOPGEAR demonstrou que a adição de quimiorradioterapia neoadjuvante à quimioterapia perioperatória resultou em uma sobrevida global superior em comparação com a quimioterapia perioperatória isolada em pacientes com câncer gástrico ou da junção gastroesofágica ressecável.
BO estudo FLOT4 evidenciou que o esquema FLOT perioperatório obteve desfechos de sobrevida piores em comparação com o uso de epirrubicina, cisplatina e fluorouracil (ou capecitabina) no tratamento de cânceres gástricos e da junção gastroesofágica.
CO estudo ESOPEC mostrou que o uso do esquema FLOT perioperatório somado à cirurgia resultou em melhores desfechos de sobrevida global do que a quimiorradioterapia neoadjuvante seguida de cirurgia em pacientes com câncer de esôfago ressecável.
DA quimiorradioterapia pré-operatória demonstrou resultados de sobrevida inferiores quando comparada à cirurgia isolada no tratamento de pacientes com câncer de esôfago ou da junção esofagogástrica potencialmente curável.
EOs achados de todos os estudos citados enfraquecem a posição do esquema FLOT perioperatório, indicando que a quimiorradioterapia exclusiva é, atualmente, a base de tratamento de escolha para esses tumores.
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GabaritoC — O estudo ESOPEC mostrou que o uso do esquema FLOT perioperatório somado à cirurgia resultou em melhores desfechos de sobrevida global do que a quimiorradioterapia neoadjuvante seguida de cirurgia em pacientes com câncer de esôfago ressecável.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Tratamento multimodal dos cânceres gástrico, da junção gastroesofágica e esofágico
Gabarito: letra C. O estudo ESOPEC demonstrou que o esquema FLOT perioperatório seguido de cirurgia proporcionou melhor sobrevida global em comparação com a quimiorradioterapia neoadjuvante seguida de cirurgia em pacientes com adenocarcinoma de esôfago ressecável. As demais alternativas invertem os resultados dos ensaios clínicos TOPGEAR, FLOT4 e CROSS, ou fazem afirmações sem suporte nos dados atuais.
O tratamento dos tumores do trato gastrointestinal superior (esôfago, junção gastroesofágica e estômago) evoluiu significativamente nas últimas décadas, com a consolidação de estratégias multimodais que combinam cirurgia, quimioterapia e radioterapia. A compreensão desses ensaios clínicos é essencial para a prática oncológica, pois define o padrão de cuidado para cada cenário clínico.
O estudo FLOT4 (randomizado de fase III) comparou o esquema perioperatório FLOT (fluorouracil, leucovorina, oxaliplatina e docetaxel) com o esquema ECF/ECX (epirrubicina, cisplatina e fluorouracil ou capecitabina) em pacientes com câncer gástrico ou da junção gastroesofágica ressecável. O resultado foi a superioridade do FLOT em sobrevida global e sobrevida livre de doença, tornando-o o padrão de tratamento perioperatório nesse cenário. A alternativa B, portanto, está incorreta ao afirmar que o FLOT obteve desfechos piores.
O estudo TOPGEAR avaliou a adição de quimiorradioterapia neoadjuvante à quimioterapia perioperatória em câncer gástrico e da junção gastroesofágica. Os resultados não demonstraram ganho de sobrevida global com essa adição, o que torna a alternativa A incorreta. Já o estudo CROSS estabeleceu a quimiorradioterapia neoadjuvante como padrão para câncer de esôfago ressecável, mostrando superioridade sobre a cirurgia isolada — contrariando a alternativa D.
O estudo ESOPEC comparou diretamente o FLOT perioperatório com a quimiorradioterapia neoadjuvante (esquema CROSS) em adenocarcinoma de esôfago ressecável, demonstrando superioridade do FLOT em sobrevida global. Esse resultado reposicionou o tratamento perioperatório como opção preferencial nesse cenário, o que também contraria a alternativa E, que sugere a quimiorradioterapia exclusiva como base de tratamento.
A distinção central entre os estudos está no desenho e na população: enquanto o FLOT4 e o TOPGEAR focam em câncer gástrico e da junção, o ESOPEC e o CROSS focam em câncer de esôfago. A banca explora exatamente essa fronteira — confundir os resultados de um estudo com o outro é a armadilha clássica desta questão.
Estudo
População
Comparação
Resultado principal
FLOT4
Câncer gástrico/JGE ressecável
FLOT perioperatório vs. ECF/ECX
FLOT superior (SG e SLP)
TOPGEAR
Câncer gástrico/JGE ressecável
QT perioperatória + QTRT neoadjuvante vs. QT perioperatória isolada
Sem ganho de SG com a adição de QTRT
CROSS
Câncer de esôfago ressecável
QTRT neoadjuvante + cirurgia vs. cirurgia isolada
QTRT superior à cirurgia isolada
ESOPEC
Adenocarcinoma de esôfago ressecável
FLOT perioperatório + cirurgia vs. QTRT neoadjuvante (CROSS) + cirurgia
FLOT superior em SG
Alternativa A — ❌ Incorreta
O ensaio TOPGEAR não demonstrou sobrevida global superior com a adição de quimiorradioterapia neoadjuvante à quimioterapia perioperatória. Os resultados não mostraram benefício significativo em sobrevida global, embora tenha havido aumento de resposta patológica. A alternativa inverte o desfecho principal do estudo.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O estudo FLOT4 demonstrou superioridade do esquema FLOT perioperatório em comparação com ECF/ECX, com melhora de sobrevida global e sobrevida livre de doença. A alternativa afirma o oposto, invertendo o resultado do ensaio.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O estudo ESOPEC (randomizado de fase III) comparou FLOT perioperatório + cirurgia versus quimiorradioterapia neoadjuvante (CROSS) + cirurgia em adenocarcinoma de esôfago ressecável. O resultado mostrou melhor sobrevida global no braço FLOT, tornando esta a alternativa correta.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O estudo CROSS demonstrou que a quimiorradioterapia neoadjuvante melhora a sobrevida global em comparação com a cirurgia isolada em câncer de esôfago ressecável. A alternativa inverte o resultado, afirmando que a quimiorradioterapia seria inferior.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Os estudos citados fortalecem a posição do FLOT perioperatório, não a enfraquecem. O ESOPEC mostrou superioridade do FLOT sobre a quimiorradioterapia neoadjuvante, e o FLOT4 consolidou o FLOT como padrão em gástrico/junção. A quimiorradioterapia exclusiva não é a base de tratamento de escolha para esses tumores.
NÃO CAIA NESSA!
A banca inverte os resultados dos ensaios clínicos: TOPGEAR (sem ganho de sobrevida com QT+RT), FLOT4 (FLOT superior), CROSS (QT+RT superior à cirurgia isolada) e ESOPEC (FLOT superior à QT+RT). Memorize o desfecho de cada estudo e o cenário clínico — é exatamente essa troca que derruba o candidato.
PEGA ESSA DICA!
Para fixar, monte uma tabela mental: FLOT4 → gástrico/JGE → FLOT > ECF/ECX; TOPGEAR → gástrico/JGE → QT+RT não adiciona sobrevida; CROSS → esôfago → QT+RT > cirurgia; ESOPEC → esôfago → FLOT > QT+RT. Associe cada estudo ao seu desfecho e à população estudada.