Questão de Medicina — Oncologia — FUNDATEC 2026
- Código
- qg684459
- Banca
- FUNDATEC
- Órgão
- GHC-RS
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico (Cirurgia Oncológica)
- APulmão.
- BCólon e reto.
- CEstômago.
- DLinfoma não Hodgkin.
- ECavidade oral.
GabaritoB — Cólon e reto.
Gabarito: letra B. Segundo as estimativas do INCA para 2026, excluindo-se os tumores de pele não melanoma, mama e próstata, o câncer de cólon e reto é o mais incidente no Brasil para ambos os sexos. Essa posição reflete a tendência observada nas estimativas anteriores do INCA, em que o câncer colorretal figura como o terceiro mais comum na população geral, atrás apenas de mama e próstata (quando se exclui o pele não melanoma).
O Instituto Nacional de Câncer (INCA) publica, a cada dois anos, estimativas de incidência de câncer no Brasil, projetando o número de casos novos para o ano seguinte. Essas estimativas são fundamentais para o planejamento de políticas públicas de prevenção e controle. A pergunta explora o conhecimento do candidato sobre o ranking de incidência dos principais tumores no país, um dado clássico de epidemiologia oncológica.
Para responder corretamente, é preciso conhecer a ordem de incidência dos cânceres no Brasil, considerando a exclusão dos tumores de pele não melanoma (que são os mais frequentes, mas geralmente excluídos das estatísticas por sua baixa letalidade). Na população geral, os três primeiros colocados são: mama (em mulheres), próstata (em homens) e cólon e reto. Como a questão exclui mama e próstata, o câncer colorretal assume a liderança.
O câncer de pulmão, embora seja o mais incidente em todo o mundo e o que mais mata no Brasil, ocupa a quarta posição em incidência no país, atrás do colorretal. Essa distinção entre incidência e mortalidade é crucial: o pulmão lidera em mortalidade, mas não em número de casos novos. Já o estômago, o linfoma não Hodgkin e a cavidade oral aparecem em posições inferiores no ranking de incidência.
A pegadinha da questão está em confundir o câncer mais incidente com o de maior mortalidade. O candidato que lembra que o câncer de pulmão é o que mais mata no Brasil pode ser levado a marcá-lo como o mais incidente, mas a incidência (número de casos novos) é diferente da mortalidade (número de óbitos). O colorretal, por sua vez, tem alta incidência e mortalidade, mas é o que mais aparece em termos de casos novos quando se excluem mama, próstata e pele não melanoma.
A banca explora a confusão entre incidência e mortalidade. O câncer de pulmão é o que mais mata no Brasil, mas não é o mais incidente quando se excluem mama, próstata e pele não melanoma. O colorretal, por ter alta incidência em ambos os sexos, assume a liderança em casos novos. Lembre-se: incidência = casos novos; mortalidade = óbitos.
O câncer de pulmão é o que mais mata no Brasil, mas não é o mais incidente quando se excluem mama, próstata e pele não melanoma. Ele ocupa a quarta posição em incidência, atrás do colorretal. A alternativa confunde o ranking de mortalidade com o de incidência.
O câncer de cólon e reto é o mais incidente no Brasil para ambos os sexos, excluindo-se os tumores de pele não melanoma, mama e próstata. Essa posição é consistente com as estimativas do INCA, que apontam o colorretal como o terceiro tumor mais comum na população geral, atrás apenas de mama e próstata.
O câncer de estômago já foi um dos mais incidentes no Brasil, mas vem apresentando queda nas últimas décadas. Atualmente, ocupa posição inferior ao colorretal no ranking de incidência, não sendo o mais frequente entre os listados.
O linfoma não Hodgkin é um câncer relativamente comum, mas não está entre os mais incidentes no Brasil. Sua incidência é menor que a do colorretal, do pulmão e de outros tumores mais frequentes.
O câncer de cavidade oral é mais incidente em homens e está associado ao tabagismo e ao etilismo, mas não figura entre os tumores mais comuns no país. Sua incidência é significativamente menor que a do colorretal.
Gabarito: letra B
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