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Questão de Medicina — Pneumologia — FUNDATEC 2026

MedicinaPneumologia
Código
qg684482
Banca
FUNDATEC
Órgão
GHC-RS
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico (Cirurgia Torácica)
São fases evolutivas do empiema parapneumônico:
  1. ATransudativa, exsudativa e crônica.
  2. BInicial, transição e crônica.
  3. CExsudativa, fibrinopurulenta e organização.
  4. DTransição, aguda e final.
  5. EFibrinopurulenta, crônica e turva.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Exsudativa, fibrinopurulenta e organização.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Empiema parapneumônico: fases evolutivas

Gabarito: letra C. O empiema parapneumônico evolui em três fases clássicas — exsudativa, fibrinopurulenta e organização —, que refletem a progressão da infecção pleural desde um derrame livre até a formação de fibrose e encarceramento pulmonar. Essa classificação é amplamente aceita na literatura de pneumologia e cirurgia torácica, sendo a base para a decisão terapêutica (drenagem simples, fibrinólise ou decorticação).

O empiema parapneumônico é a infecção do espaço pleural que ocorre como complicação de uma pneumonia. Para entender as fases, é preciso compreender o que acontece na pleura: inicialmente, a inflamação causa um derrame exsudativo estéril; depois, as bactérias invadem e o líquido torna-se purulento, com formação de fibrina e loculações; por fim, o processo crônico leva à proliferação de tecido fibroso, que pode aprisionar o pulmão. Cada fase tem características clínicas, radiológicas e laboratoriais próprias, e o tratamento varia conforme o estágio — daí a importância de conhecer a sequência exata.

A primeira fase, exsudativa, é caracterizada por um derrame pleural livre, com pH > 7,20, glicose > 40 mg/dL e LDH < 1000 U/L, geralmente estéril. A segunda, fibrinopurulenta, apresenta líquido turvo ou purulento, com pH < 7,20, glicose < 40 mg/dL e LDH > 1000 U/L, além de depósitos de fibrina que formam loculações e septações. A terceira, organização, é marcada pela proliferação de fibroblastos e formação de uma "casca" fibrosa espessa sobre a pleura visceral e parietal, levando ao encarceramento pulmonar e à restrição ventilatória. Essa progressão é contínua e sobreponível, mas a distinção é fundamental para o manejo.

Na prática, um paciente com pneumonia que não melhora com antibióticos, com febre persistente e derrame pleural, deve ser avaliado para empiema. A toracocentese define a fase: se o líquido for claro e estéril, estamos na fase exsudativa; se for purulento ou com pH baixo, na fibrinopurulenta; se houver espessamento pleural e encarceramento, na organização. O tratamento varia: na fase exsudativa, antibióticos e drenagem; na fibrinopurulenta, drenagem com fibrinólise ou toracoscopia; na organização, decorticação cirúrgica.

A pegadinha desta questão está em confundir as fases do empiema com outras classificações, como as fases da cicatrização (inflamatória, proliferativa e remodelamento) ou com termos genéricos como "inicial", "transição" e "crônica". A banca explora exatamente essa confusão, oferecendo alternativas com nomes que parecem plausíveis, mas que não correspondem à nomenclatura consagrada. Guarde a sequência exata: exsudativa → fibrinopurulenta → organização.

  1. 1ExsudativaLíquido livre e estéril
  2. 2FibrinopurulentaPus e loculações
  3. 3OrganizaçãoFibrose e encarceramento
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

"Transudativa" não é uma fase do empiema parapneumônico. O transudato é um líquido pobre em proteínas, típico de derrames por pressão oncótica/hidrostática (insuficiência cardíaca, cirrose), não de processos infecciosos. O empiema é, por definição, um exsudato purulento. A alternativa mistura o conceito de transudato/exsudato com as fases evolutivas, o que é um erro conceitual.

Alternativa B — ❌ Incorreta

"Inicial" e "transição" não são termos usados na classificação das fases do empiema. Embora "crônica" possa remeter à fase de organização, a nomenclatura correta é outra. A banca tenta induzir com termos genéricos que não têm respaldo na literatura especializada.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta é a sequência clássica e correta: exsudativa, fibrinopurulenta e organização. Cada fase corresponde a um estágio da evolução do processo infeccioso pleural, com implicações terapêuticas distintas. É a classificação mais aceita e cobrada em provas de pneumologia e cirurgia torácica.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"Transição", "aguda" e "final" são termos vagos, sem correspondência com a classificação estabelecida. Não há fase "aguda" ou "final" na nomenclatura do empiema; o que existe é a progressão exsudativa → fibrinopurulenta → organização.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"Fibrinopurulenta" é uma fase correta, mas "crônica" e "turva" não são fases. "Turva" é uma característica do líquido na fase fibrinopurulenta, não uma fase em si. A alternativa mistura características com fases, o que a torna incorreta.

NÃO CAIA NESSA!

A banca adora trocar a nomenclatura das fases do empiema por termos genéricos ou por características do líquido ("turva", "transudativa"). O candidato que decora apenas os nomes, sem entender a progressão, cai facilmente. Lembre-se: a sequência é exsudativa → fibrinopurulenta → organização, e cada fase tem um tratamento específico.

PEGA ESSA DICA!

Para fixar, associe cada fase a uma característica marcante: exsudativa = líquido livre e estéril; fibrinopurulenta = pus e loculações; organização = fibrose e encarceramento. Se a alternativa trouxer "transudativa", "inicial", "transição" ou "turva" como fase, elimine-a imediatamente.

Gabarito: letra C

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