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Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — FUNDATEC 2026

MedicinaCardiologia e Alterações Vasculares
Código
qg684528
Banca
FUNDATEC
Órgão
GHC-RS
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico (Ecocardiografia)
São critérios para interrupção do exame de esforço, EXCETO:
  1. APresença de angina intensa ou típica.
  2. BAlterações eletrocardiográficas evidentes de isquemia (supradesnivelamento do segmento ST maior que 1 mV em paciente sem infarto do miocárdio prévio).
  3. CArritmias supraventriculares (taquicardia supraventricular e fibrilação atrial).
  4. DHipotensão arterial sintomática.
  5. EBradicardia ventricular sustentada.
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GabaritoE — Bradicardia ventricular sustentada.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Teste de esforço: critérios de interrupção

Gabarito: letra E. A alternativa que NÃO é critério de interrupção do exame de esforço é a que menciona "bradicardia ventricular sustentada" — o termo correto é taquicardia ventricular sustentada, que é uma arritmia ventricular grave que contraindica a continuidade do teste. As demais alternativas (angina intensa, alterações isquêmicas evidentes, arritmias supraventriculares e hipotensão arterial sintomática) são critérios clássicos de interrupção, conforme as diretrizes de ergometria.

O teste de esforço (ou teste ergométrico) é um exame que avalia a resposta cardiovascular ao esforço físico incremental, geralmente realizado em esteira ou bicicleta ergométrica. O objetivo é detectar isquemia miocárdica, arritmias, alterações hemodinâmicas e avaliar a capacidade funcional. Durante o exame, o paciente é monitorado continuamente com eletrocardiograma (ECG) e aferição da pressão arterial. O teste termina quando o paciente atinge a exaustão ou quando surgem sinais ou sintomas que contraindicam a continuação do exercício — são os chamados critérios de interrupção.

Esses critérios são divididos em absolutos e relativos. Os critérios absolutos são aqueles que, se presentes, obrigam a interrupção imediata do exame, pois representam risco iminente à vida do paciente. Já os critérios relativos são aqueles em que o médico pode avaliar a relação risco-benefício e decidir se interrompe ou não o teste. A banca cobra exatamente essa distinção, e a pegadinha está em trocar o tipo de arritmia ventricular.

Entre os critérios absolutos de interrupção, destacam-se:

  • Angina intensa ou típica (dor precordial de forte intensidade ou com características típicas de isquemia);

  • Alterações eletrocardiográficas evidentes de isquemia, como supradesnivelamento do segmento ST (≥ 1 mm em derivações sem onda Q patológica prévia) ou infradesnivelamento do segmento ST (≥ 2 mm, ou ≥ 1 mm se acompanhado de sintomas);

  • Hipotensão arterial sintomática (queda da pressão arterial sistólica > 10 mmHg associada a sintomas como tontura, pré-síncope ou síncope);

  • Arritmias ventriculares graves, como taquicardia ventricular sustentada (duração > 30 segundos ou associada a instabilidade hemodinâmica);

  • Sinais de baixa perfusão (cianose, palidez, confusão mental);

  • Falência de equipamento ou recusa do paciente em continuar.

Já as arritmias supraventriculares (como taquicardia supraventricular e fibrilação atrial) são consideradas critérios relativos de interrupção — ou seja, podem levar à interrupção do exame, mas não são contraindicação absoluta, dependendo da tolerância hemodinâmica do paciente. A alternativa C, portanto, está correta ao incluí-las como critério de interrupção, pois a banca considera que qualquer arritmia que cause instabilidade ou sintomas significativos justifica a parada do teste.

A pegadinha da questão está na alternativa E: a banca trocou "taquicardia" por "bradicardia". A bradicardia ventricular sustentada não é um critério de interrupção — na verdade, a bradicardia (frequência cardíaca baixa) durante o esforço é um achado que pode indicar disfunção do nó sinusal ou bloqueio atrioventricular, mas não é uma arritmia ventricular. O que contraindica a continuação do exame é a taquicardia ventricular sustentada, que é uma arritmia maligna de origem ventricular. Essa inversão de termos é uma armadilha clássica da banca, que testa se o candidato conhece o termo exato.

Para fixar: os critérios de interrupção do teste de esforço envolvem sintomas (angina, dispneia, tontura), sinais (hipotensão, palidez, cianose) e alterações eletrocardiográficas (supra ou infradesnivelamento de ST, arritmias). As arritmias ventriculares que interrompem o exame são as taquicardias ventriculares sustentadas — nunca bradicardias ventriculares.

Critério de Interrupção

Tipo (Absoluto/Relativo)

Observação

Angina intensa ou típica

Absoluto

Manifestação clínica de isquemia miocárdica

Supradesnivelamento do ST ≥ 1 mm (sem infarto prévio)

Absoluto

Indica lesão miocárdica transmural aguda

Arritmias supraventriculares (TSV, FA)

Relativo

Interrompe se houver instabilidade hemodinâmica ou sintomas

Hipotensão arterial sintomática

Absoluto

Queda da PAS > 10 mmHg com sintomas de hipoperfusão

Taquicardia ventricular sustentada

Absoluto

Arritmia ventricular maligna (o termo correto, não "bradicardia")

Critérios de interrupção do teste de esforço
  • 1Absolutos
    • Angina intensa ou típica
    • Supra de ST ≥ 1 mm (sem infarto prévio)
    • Hipotensão arterial sintomática
    • Taquicardia ventricular sustentada
    • Baixa perfusão (cianose, palidez)
  • 2Relativos
    • Arritmias supraventriculares
    • Infra de ST ≥ 2 mm
    • Fadiga, dispneia, dor não cardíaca
  • 3Pegadinha da questão
    • Bradicardia ventricular sustentada (não é critério)
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Alternativa A — ✅ Correta

A presença de angina intensa ou típica é um critério absoluto de interrupção do teste de esforço. A angina é a manifestação clínica da isquemia miocárdica, e sua intensidade ou tipicidade indica que o miocárdio está sofrendo com a falta de oxigênio, o que torna perigoso continuar o esforço. O aparecimento de dor precordial durante o exame é um sinal de alerta que obriga a parada imediata.

Alternativa B — ✅ Correta

As alterações eletrocardiográficas evidentes de isquemia, como o supradesnivelamento do segmento ST maior que 1 mV (na verdade, o critério é ≥ 1 mm, mas a alternativa usa "mV" de forma incorreta — o correto seria "mm"), em paciente sem infarto prévio, são critérios absolutos de interrupção. O supradesnivelamento do ST indica lesão miocárdica transmural aguda, que pode evoluir para infarto se o esforço continuar. A alternativa está correta ao considerar essa alteração como critério de interrupção, apesar do erro de unidade (mV em vez de mm).

Alternativa C — ✅ Correta

As arritmias supraventriculares (taquicardia supraventricular e fibrilação atrial) são critérios de interrupção do teste de esforço, embora sejam consideradas critérios relativos. Se essas arritmias causarem sintomas (palpitações, tontura, dispneia) ou instabilidade hemodinâmica, o exame deve ser interrompido. A alternativa está correta ao incluí-las como critério de interrupção.

Alternativa D — ✅ Correta

A hipotensão arterial sintomática é um critério absoluto de interrupção. A queda da pressão arterial sistólica durante o esforço (geralmente > 10 mmHg) associada a sintomas como tontura, pré-síncope ou síncope indica hipoperfusão cerebral e pode ser sinal de disfunção ventricular ou doença coronariana grave. A alternativa está correta.

Alternativa E — ❌ Incorreta ⟵ GABARITO

A alternativa afirma que a bradicardia ventricular sustentada é um critério de interrupção, o que está errado. O termo correto é taquicardia ventricular sustentada, que é uma arritmia ventricular maligna que contraindica a continuação do exame. A bradicardia ventricular (frequência cardíaca baixa de origem ventricular) não é um conceito clínico usual — a bradicardia geralmente é de origem sinusal ou por bloqueio atrioventricular, e não é um critério de interrupção do teste de esforço. A banca inverteu o termo "taquicardia" por "bradicardia" para confundir o candidato.

NÃO CAIA NESSA!

A banca trocou "taquicardia" por "bradicardia" na alternativa E. O critério de interrupção é a taquicardia ventricular sustentada (arritmia maligna de origem ventricular), não a bradicardia. Essa inversão de termos é uma armadilha clássica — o candidato que lê rápido pode não perceber a troca e marcar a alternativa como correta. Fique atento a esse tipo de pegadinha em questões de cardiologia!

Gabarito: letra E — a única alternativa que NÃO é critério de interrupção do exame de esforço.

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