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Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — FUNDATEC 2026

MedicinaCardiologia e Alterações Vasculares
Código
qg684546
Banca
FUNDATEC
Órgão
GHC-RS
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico (Ecocardiografia)
São contraindicações absolutas à ecocardiografia transesofágica, EXCETO:
  1. AEstenose de esôfago.
  2. BCirurgia prévia de esôfago.
  3. CHérnia de hiato sintomática.
  4. DTumor de esôfago.
  5. EControle não adequado da via aérea e da ventilação mecânica.
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GabaritoC — Hérnia de hiato sintomática.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Ecocardiografia transesofágica: contraindicações absolutas

Gabarito: letra C. A hérnia de hiato sintomática é a única alternativa que NÃO representa contraindicação absoluta à ecocardiografia transesofágica (ETE) — ela é considerada uma contraindicação relativa, pois o exame pode ser realizado com cuidados adicionais. As demais opções (estenose de esôfago, cirurgia prévia de esôfago, tumor de esôfago e controle inadequado da via aérea) são contraindicações absolutas, pois impedem a passagem segura do transdutor ou comprometem a ventilação durante o procedimento.

A ecocardiografia transesofágica é um método diagnóstico que utiliza um transdutor acoplado a um endoscópio, introduzido pelo esôfago até o estômago, permitindo a obtenção de imagens cardíacas de alta resolução, sem a interferência de estruturas torácicas (como ossos e pulmões) que limitam a janela acústica do ecocardiograma transtorácico. Por ser um procedimento invasivo, exige avaliação criteriosa das contraindicações, que se dividem em absolutas e relativas.

As contraindicações absolutas são aquelas em que o risco de complicações graves (perfuração esofágica, hemorragia, aspiração, insuficiência respiratória) supera qualquer benefício diagnóstico, tornando o exame proibido. Incluem: estenose esofágica (impede a progressão do transdutor), cirurgia prévia de esôfago (altera a anatomia e aumenta o risco de perfuração), tumor esofágico (fragiliza a parede e pode sangrar) e controle inadequado da via aérea/ventilação mecânica (o paciente não tolera a sedação ou a manipulação do endoscópio sem risco de hipóxia).

As contraindicações relativas, por sua vez, são condições que aumentam o risco, mas que podem ser contornadas com medidas específicas, como sedação adequada, monitorização rigorosa e técnica cuidadosa. A hérnia de hiato sintomática se enquadra aqui: embora possa causar refluxo gastroesofágico e desconforto, não impede a passagem do transdutor e o exame pode ser realizado com o paciente em posição adequada e com proteção das vias aéreas. Na prática, o médico deve pesar o risco-benefício e, se o benefício diagnóstico for relevante, o exame é viável.

A banca explora exatamente essa distinção: o candidato que memoriza a lista de contraindicações absolutas sem entender o mecanismo pode classificar a hérnia de hiato como absoluta, quando na verdade ela é relativa. A chave é identificar qual condição não impede fisicamente a realização do exame nem coloca o paciente em risco iminente de complicação grave.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca o conceito de contraindicação absoluta por relativa. A hérnia de hiato sintomática é uma contraindicação RELATIVA, pois o exame pode ser feito com cuidados (posição, proteção de via aérea). Já estenose, cirurgia prévia, tumor e via aérea não controlada são ABSOLUTAS, pois impedem a passagem do transdutor ou comprometem a ventilação. Memorize o mecanismo: o que obstrui fisicamente ou inviabiliza a ventilação é absoluto; o que apenas aumenta o risco é relativo.

Condição

Classificação

Mecanismo/Razão

Estenose de esôfago

Absoluta

Impede a passagem do transdutor; risco de perfuração

Cirurgia prévia de esôfago

Absoluta

Anatomia alterada; alto risco de perfuração

Hérnia de hiato sintomática

Relativa

Não impede a passagem; exame viável com cuidados

Tumor de esôfago

Absoluta

Parede fragilizada; risco de perfuração e sangramento

Controle inadequado da via aérea

Absoluta

Risco de hipóxia/aspiração; ventilação comprometida

Contraindicações à ETE
  • 1Absolutas
    • Estenose de esôfago
    • Cirurgia prévia de esôfago
    • Tumor de esôfago
    • Via aérea não controlada
  • 2Relativas
    • Hérnia de hiato sintomática
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A estenose de esôfago é uma contraindicação absoluta à ETE, pois o estreitamento do lúmen esofágico impede a passagem do transdutor, podendo causar perfuração ou laceração da parede. Não há como contornar essa condição com segurança, tornando o exame proibido.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A cirurgia prévia de esôfago (como esofagectomia ou bypass) altera a anatomia e a integridade da parede esofágica, aumentando significativamente o risco de perfuração durante a introdução do transdutor. Por isso, é considerada contraindicação absoluta.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A hérnia de hiato sintomática é uma contraindicação relativa, não absoluta. Embora possa causar refluxo e desconforto, não impede a passagem do transdutor e o exame pode ser realizado com cuidados adicionais, como posicionamento adequado e proteção das vias aéreas. Como a questão pede a EXCEÇÃO (o que NÃO é contraindicação absoluta), esta é a resposta correta.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O tumor de esôfago é uma contraindicação absoluta, pois a neoplasia fragiliza a parede esofágica, aumentando o risco de perfuração, hemorragia e disseminação tumoral durante a passagem do transdutor.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O controle não adequado da via aérea e da ventilação mecânica é uma contraindicação absoluta, pois o paciente não tolera a sedação nem a manipulação do endoscópio sem risco de hipóxia, aspiração ou parada respiratória. A segurança ventilatória é pré-requisito para o procedimento.

Gabarito: letra C — a hérnia de hiato sintomática é a única contraindicação relativa, não absoluta.

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