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Questão de Medicina — Oncologia — FUNDATEC 2026

MedicinaOncologia
Código
qg684605
Banca
FUNDATEC
Órgão
GHC-RS
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico (Mamografia)
Pode-se dispensar qual tratamento adjuvante para tumores com subtipo molecular luminal A e estadiamento T1N0 em pacientes com mais de 70 anos, mas clinicamente bem de saúde restante?
  1. AQuimioterapia.
  2. BBiópsia do linfonodo sentinela.
  3. CCirurgia, mantendo somente o tratamento sistêmico.
  4. DHormonioterapia, mantendo somente a cirurgia e radioterapia.
  5. ERadioterapia, mantendo somente a cirurgia e hormonioterapia.
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GabaritoE — Radioterapia, mantendo somente a cirurgia e hormonioterapia.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Câncer de mama: subtipo luminal A e tratamento adjuvante em idosas

Gabarito: letra E. Em pacientes com mais de 70 anos, tumor luminal A (receptor hormonal positivo, HER-2 negativo, baixo Ki-67) e estadiamento T1N0, pode-se dispensar a radioterapia adjuvante, mantendo cirurgia e hormonioterapia. Essa conduta é respaldada por diretrizes que consideram a baixa agressividade do subtipo e a expectativa de vida da paciente idosa, sem impacto na sobrevida global.

O tratamento adjuvante é qualquer terapia administrada após o tratamento definitivo (cirurgia) com o objetivo de reduzir o risco de recorrência e aumentar a chance de cura. No câncer de mama, a decisão sobre quais modalidades adjuvantes utilizar — quimioterapia, hormonioterapia, radioterapia — depende de uma análise integrada de fatores prognósticos e preditivos: estadiamento (TNM), subtipo molecular (receptores hormonais, HER-2, Ki-67), idade, performance status e comorbidades.

O subtipo luminal A é caracterizado por receptores hormonais positivos, HER-2 negativo e baixo índice proliferativo (Ki-67 < 14%). É o subtipo de melhor prognóstico e menor risco de recidiva, respondendo muito bem à hormonioterapia e apresentando benefício limitado (ou nulo) da quimioterapia. Para tumores T1N0 (pequenos, sem linfonodos comprometidos), o risco de recidiva é baixo, e a quimioterapia adjuvante não é indicada — o tratamento sistêmico padrão é a hormonioterapia (tamoxifeno ou inibidores de aromatase).

A radioterapia adjuvante, tradicionalmente indicada após cirurgia conservadora da mama, tem como objetivo reduzir a recidiva local. No entanto, em pacientes com mais de 70 anos, tumores T1N0 e receptores hormonais positivos que recebem hormonioterapia adjuvante, a radioterapia pode ser omitida. Essa recomendação baseia-se em estudos que demonstraram que, nesse grupo específico, a omissão da radioterapia não compromete a sobrevida global, apenas aumenta discretamente o risco de recidiva local em longo prazo (10 anos ou mais), risco esse que deve ser discutido com a paciente e em reunião multidisciplinar, considerando a expectativa de vida.

A lógica por trás dessa conduta é o equilíbrio entre risco e benefício: em uma paciente idosa, com tumor de baixo risco biológico, o benefício absoluto da radioterapia é pequeno, enquanto os riscos de toxicidade (cardíaca, pulmonar, dermatológica) e o incômodo do tratamento (sessões diárias por várias semanas) podem ser desproporcionais. A hormonioterapia, por sua vez, é bem tolerada e oferece proteção sistêmica contra recidiva.

A pegadinha desta questão está em identificar qual modalidade pode ser dispensada. A banca explora a confusão entre os papéis de cada tratamento: a quimioterapia já não é indicada para luminal A T1N0 (independentemente da idade), mas a radioterapia é a que pode ser especificamente omitida nesse cenário de paciente idosa com boa saúde, mantendo-se cirurgia e hormonioterapia. A alternativa correta é a que reflete exatamente essa combinação: dispensar a radioterapia, mantendo cirurgia e hormonioterapia.

Guarde o critério decisivo: para luminal A T1N0 em idosas (>70 anos) com boa saúde, a omissão permitida é a da radioterapia — a cirurgia e a hormonioterapia são mantidas. É nessa fronteira que as alternativas se dividem.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A quimioterapia não é indicada para tumores luminal A T1N0, mas a questão pergunta qual tratamento pode ser dispensado especificamente nesse cenário de paciente idosa. A quimioterapia já não faz parte do tratamento padrão desse subtipo/estadiamento, independentemente da idade — não é ela que está sendo "dispensada" como uma opção adicional. A alternativa erra ao sugerir que a quimioterapia seria um tratamento adjuvante que poderia ser omitido, quando na verdade ela nunca esteve indicada.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A biópsia do linfonodo sentinela é parte do estadiamento cirúrgico do câncer de mama, não um tratamento adjuvante. Ela é realizada durante a cirurgia para avaliar o comprometimento axilar e não pode ser dispensada com base no subtipo molecular ou na idade — é essencial para o estadiamento correto e para a decisão terapêutica subsequente. A alternativa confunde estadiamento com tratamento adjuvante.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A cirurgia é o tratamento definitivo e não pode ser dispensada em um tumor T1N0 ressecável. A alternativa sugere manter somente o tratamento sistêmico, o que seria uma conduta inadequada para um tumor inicial operável. A cirurgia (conservadora ou mastectomia) é a base do tratamento curativo, e a hormonioterapia adjuvante é complementar, não substituta.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa propõe dispensar a hormonioterapia, mantendo cirurgia e radioterapia. Isso está incorreto porque a hormonioterapia é o tratamento sistêmico adjuvante mais importante para tumores luminais (receptor hormonal positivo) — é ela que reduz o risco de recidiva sistêmica. Dispensá-la em um tumor luminal A seria privar a paciente do tratamento com maior benefício comprovado. Além disso, a radioterapia é justamente a modalidade que pode ser omitida nesse cenário, não a hormonioterapia.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa correta propõe dispensar a radioterapia, mantendo cirurgia e hormonioterapia. Essa é exatamente a conduta recomendada para pacientes com mais de 70 anos, tumor luminal A (receptor hormonal positivo) e estadiamento T1N0, que recebem hormonioterapia adjuvante. A omissão da radioterapia é aceitável nesse grupo, pois o benefício em sobrevida global é nulo, e o risco de recidiva local é baixo e manejável, devendo ser discutido com a paciente. A cirurgia (tratamento definitivo) e a hormonioterapia (tratamento sistêmico adjuvante) são mantidas.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca o papel das modalidades: em luminal A T1N0, a quimioterapia já não é indicada (alternativa A), mas a pergunta é sobre o que pode ser dispensado nesse cenário específico de idosa — e a resposta é a radioterapia. O candidato que pensa "quimioterapia não é indicada, então é ela" cai na alternativa A. A chave é lembrar que a radioterapia é a única que pode ser omitida mantendo-se os demais tratamentos.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de câncer de mama, monte o esquema mental: subtipo luminal A → hormonioterapia é obrigatória; quimioterapia raramente indicada (apenas em casos selecionados de maior risco); radioterapia pode ser omitida em idosas (>70 anos) com T1N0 e receptor hormonal positivo. Essa tríade resolve a maioria das questões sobre adjuvância.

Gabarito: letra E

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