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Questão de Medicina — Mastologia — FUNDATEC 2026

MedicinaMastologia
Código
qg684608
Banca
FUNDATEC
Órgão
GHC-RS
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico (Mamografia)
Em relação ao Doppler na avaliação de nódulos mamários, analise as assertivas a seguir:I. É a principal ferramenta para diferenciar lesões sólidas de císticas.II. Tem alta especificidade quando a lesão é maligna, por meio da presença de vascularização interna.III. A hipótese de câncer é excluída na ausência do fluxo ao Doppler.IV. É uma ferramenta complementar, não substituindo outros critérios mais importantes no diagnóstico ultrassonográfico, como forma, margem e orientação.Quais estão corretas?
  1. AApenas I.
  2. BApenas III.
  3. CApenas IV.
  4. DApenas I e II.
  5. EI, II, III e IV.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Apenas IV.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Doppler na avaliação de nódulos mamários

Gabarito: letra C — apenas a assertiva IV está correta. O Doppler é uma ferramenta complementar na avaliação ultrassonográfica das mamas, não substituindo os critérios morfológicos clássicos (forma, margem, orientação) que são os principais preditores de malignidade. As assertivas I, II e III contêm erros conceituais: o Doppler não é a principal ferramenta para diferenciar lesões sólidas de císticas (isso é feito pela ultrassonografia modo B), não tem alta especificidade isolada para malignidade pela presença de vascularização interna, e a ausência de fluxo não exclui câncer.

O Doppler é um recurso da ultrassonografia que avalia o fluxo sanguíneo nos tecidos. Na mama, ele é utilizado como complemento à avaliação morfológica em modo B, que analisa características como forma, margens, orientação e ecogenicidade do nódulo. A lógica por trás do uso do Doppler é que lesões malignas tendem a apresentar neovascularização — vasos sanguíneos novos e anormais que alimentam o tumor —, o que poderia ser detectado como fluxo ao Doppler. No entanto, essa associação não é absoluta: nem toda lesão maligna apresenta fluxo detectável, e lesões benignas (como fibroadenomas e processos inflamatórios) também podem apresentar vascularização. Por isso, o Doppler tem valor limitado e não deve ser usado isoladamente para diagnóstico.

Na prática, o radiologista avalia o nódulo em modo B, descrevendo forma (regular ou irregular), margens (bem definidas ou espiculadas), orientação (paralela ou não paralela à pele) e ecogenicidade. Esses critérios morfológicos são os mais importantes para classificar o risco de malignidade, como sistematizado no BI-RADS. O Doppler entra como informação adicional, ajudando em casos específicos, mas nunca substitui a análise morfológica. Por exemplo, um nódulo com margens espiculadas e orientação não paralela é altamente suspeito independentemente do Doppler; já um nódulo com características benignas e fluxo interno pode ser apenas um fibroadenoma hipervascularizado.

A distinção crucial que a questão explora é entre o papel do Doppler e o papel da ultrassonografia modo B. Enquanto o modo B é a base do diagnóstico ultrassonográfico, o Doppler é um acessório que agrega informação hemodinâmica. A banca testa se o candidato sabe que o Doppler não é a principal ferramenta para diferenciar sólido de cístico (isso é feito pelo modo B, que mostra o conteúdo anecoico do cisto), não tem alta especificidade isolada para malignidade (a vascularização pode estar presente em lesões benignas) e não exclui câncer na ausência de fluxo (muitos tumores malignos não apresentam fluxo detectável ao Doppler).

A pegadinha está em atribuir ao Doppler um poder diagnóstico que ele não tem isoladamente. O candidato que memoriza que "malignidade = vascularização" cai nas assertivas II e III, mas a prática clínica mostra que essa relação não é tão simples. A ausência de fluxo não exclui malignidade, e a presença de fluxo não confirma malignidade. O Doppler é apenas mais um dado na avaliação, que deve ser interpretado em conjunto com os critérios morfológicos.

Guarde a hierarquia: primeiro os critérios morfológicos (forma, margem, orientação), depois o Doppler como complemento. É exatamente essa hierarquia que separa as assertivas corretas das incorretas.

1Papel
Complementar ao modo B
Não substitui critérios morfológicos
2Critérios morfológicos (modo B)
Forma
Margem
Orientação
3Limitações
Não diferencia sólido × cístico (modo B)
Vascularização não é específica (benignos também têm)
Ausência de fluxo não exclui câncer
Doppler na mama
LEVELsoulevel.com.br
Doppler na mama: Papel (Complementar ao modo B, Não substitui critérios morfológicos); Critérios morfológicos (modo B) (Forma, Margem, Orientação); Limitações (Não diferencia sólido × cístico (modo B), Vascularização não é específica (benignos também têm), Ausência de fluxo não exclui câncer)

Item I — ❌ Incorreto

A assertiva afirma que o Doppler é a principal ferramenta para diferenciar lesões sólidas de císticas. Isso está errado: a diferenciação entre lesão sólida e cística é feita pela ultrassonografia em modo B, que avalia a ecogenicidade do conteúdo. Um cisto aparece como uma lesão anecoica (sem ecos internos) com reforço acústico posterior, enquanto uma lesão sólida apresenta ecos internos. O Doppler não é necessário para essa distinção e não é a principal ferramenta para isso.

Item II — ❌ Incorreto

A assertiva afirma que o Doppler tem alta especificidade quando a lesão é maligna, por meio da presença de vascularização interna. Isso é incorreto: a presença de vascularização interna ao Doppler não tem alta especificidade para malignidade, pois lesões benignas (como fibroadenomas, papilomas e processos inflamatórios) também podem apresentar fluxo. A especificidade do Doppler isolado é limitada, e a vascularização deve ser interpretada em conjunto com os critérios morfológicos.

Item III — ❌ Incorreto

A assertiva afirma que a hipótese de câncer é excluída na ausência de fluxo ao Doppler. Isso é falso: muitos carcinomas mamários não apresentam fluxo detectável ao Doppler, especialmente tumores pequenos ou com baixa vascularização. A ausência de fluxo não exclui malignidade, e a decisão diagnóstica deve se basear nos critérios morfológicos e, se necessário, em biópsia.

Item IV — ✅ Correto ⟵ GABARITO

A assertiva afirma que o Doppler é uma ferramenta complementar, não substituindo outros critérios mais importantes no diagnóstico ultrassonográfico, como forma, margem e orientação. Isso está correto: os critérios morfológicos em modo B são os principais preditores de malignidade, e o Doppler agrega informação hemodinâmica, mas não os substitui. Essa é a visão consensual na literatura e na prática clínica.

Conclusão: Corretos: apenas o item IV → portanto a alternativa é a letra C.

Gabarito: letra C

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