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Questão de Medicina — Mastologia — FUNDATEC 2026

MedicinaMastologia
Código
qg684614
Banca
FUNDATEC
Órgão
GHC-RS
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico (Mamografia)
Qual é a medida que pode reduzir a taxa de falsos-positivos na triagem mamográfica sem reduzir a detecção de câncer clinicamente relevante?
  1. ADiminuir a compressão do mamógrafo.
  2. BSuspender a triagem por completo.
  3. CAumentar a radiação para melhor imagem.
  4. DSubstituir por exames laboratoriais.
  5. EMamografia 2D combinada com tomossíntese.
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GabaritoE — Mamografia 2D combinada com tomossíntese.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Mamografia 2D combinada com tomossíntese: reduzindo falsos-positivos

Gabarito: letra E. A mamografia 2D combinada com tomossíntese (mamografia 3D) reduz a taxa de falsos-positivos na triagem mamográfica sem reduzir a detecção de câncer clinicamente relevante, pois a tomossíntese permite visualizar a mama em cortes finos, diminuindo a sobreposição de tecidos que gera achados suspeitos falsos. As demais alternativas ou pioram a qualidade do exame (A, C), ou abandonam o rastreamento (B), ou não têm papel na triagem mamográfica (D).

A triagem mamográfica é um dos pilares da detecção precoce do câncer de mama. O objetivo é identificar lesões suspeitas antes que se tornem clinicamente palpáveis, permitindo tratamento mais conservador e melhor prognóstico. No entanto, a mamografia convencional (2D) tem limitações importantes: em mamas densas, a sobreposição de tecido fibroglandular pode mascarar lesões (gerando falsos-negativos) ou criar imagens que simulam nódulos (gerando falsos-positivos). Os falsos-positivos são particularmente problemáticos porque levam a investigações adicionais — como ultrassonografia, biópsias e acompanhamento mais frequente — que geram ansiedade, custos e procedimentos desnecessários.

A tomossíntese mamária, também chamada de mamografia 3D, é uma evolução tecnológica que adquire múltiplas imagens da mama em diferentes ângulos, permitindo a reconstrução de cortes finos (tipicamente de 1 mm). Isso reduz a sobreposição de tecidos, que é a principal causa de achados falso-positivos na mamografia 2D. Estudos clínicos demonstram que a combinação de mamografia 2D com tomossíntese (ou a tomossíntese sintetizada) aumenta a especificidade do exame — ou seja, reduz os falsos-positivos — sem comprometer a sensibilidade para cânceres clinicamente relevantes. Na prática, isso significa menos chamadas de retorno para avaliação adicional e menos biópsias de lesões benignas.

É importante entender o que cada alternativa errada representa:

  • Diminuir a compressão do mamógrafo (A): a compressão adequada é essencial para reduzir a espessura da mama, melhorar a nitidez da imagem e diminuir a dose de radiação. Reduzir a compressão pioraria a qualidade da imagem, aumentando a chance de falsos-negativos (lesões não visualizadas) e possivelmente falsos-positivos (artefatos).

  • Suspender a triagem por completo (B): elimina o rastreamento, o que levaria a diagnósticos mais tardios e aumento da mortalidade por câncer de mama. Não é uma medida para reduzir falsos-positivos, mas sim uma abolição do benefício da detecção precoce.

  • Aumentar a radiação para melhor imagem (C): aumentar a dose de radiação não melhora a resolução de forma proporcional e expõe a paciente a risco desnecessário. A qualidade da imagem depende mais da técnica (compressão, posicionamento, processamento) do que do aumento da dose.

  • Substituir por exames laboratoriais (D): exames laboratoriais (como marcadores tumorais) não são utilizados para triagem do câncer de mama na população geral. A mamografia é o método de imagem padrão-ouro para rastreamento.

A pegadinha desta questão está em reconhecer que a tomossíntese é uma técnica de imagem que melhora a acurácia diagnóstica, e não apenas um "exame mais moderno". O candidato que não conhece a tomossíntese pode ser tentado a escolher uma alternativa que pareça "melhorar a imagem" (como aumentar a radiação), mas que na prática é prejudicial. A combinação 2D + tomossíntese é a única que atende aos dois critérios do enunciado: reduzir falsos-positivos e manter a detecção de câncer relevante.

1Mamografia 2D
Limitação: sobreposição de tecidos
Falsos-positivos
Falsos-negativos
22D + tomossíntese (3D)
Cortes finos (1 mm)
Reduz sobreposição
Menos falsos-positivos
Mantém detecção de câncer relevante
3Medidas que NÃO ajudam
Menos compressão (piora imagem)
Suspender triagem (diagnóstico tardio)
Mais radiação (risco sem ganho)
Exames laboratoriais (não é triagem)
Triagem mamográfica
LEVELsoulevel.com.br
Triagem mamográfica: Mamografia 2D (Limitação: sobreposição de tecidos, Falsos-positivos, Falsos-negativos); 2D + tomossíntese (3D) (Cortes finos (1 mm), Reduz sobreposição, Menos falsos-positivos, Mantém detecção de câncer relevante); Medidas que NÃO ajudam (Menos compressão (piora imagem), Suspender triagem (diagnóstico tardio), Mais radiação (risco sem ganho), Exames laboratoriais (não é triagem))

Alternativa A — ❌ Incorreta

Diminuir a compressão do mamógrafo piora a qualidade da imagem, pois a compressão é necessária para reduzir a espessura da mama, melhorar a nitidez e diminuir a dose de radiação. Isso aumentaria a chance de falsos-negativos (lesões não visualizadas) e não reduziria os falsos-positivos.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Suspender a triagem por completo eliminaria o rastreamento, levando a diagnósticos mais tardios e aumento da mortalidade por câncer de mama. Não é uma medida para reduzir falsos-positivos, mas sim uma abolição do benefício da detecção precoce.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Aumentar a radiação para melhor imagem não melhora a resolução de forma proporcional e expõe a paciente a risco desnecessário. A qualidade da imagem depende mais da técnica (compressão, posicionamento, processamento) do que do aumento da dose.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Exames laboratoriais (como marcadores tumorais) não são utilizados para triagem do câncer de mama na população geral. A mamografia é o método de imagem padrão-ouro para rastreamento.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A mamografia 2D combinada com tomossíntese (mamografia 3D) reduz a taxa de falsos-positivos na triagem mamográfica sem reduzir a detecção de câncer clinicamente relevante. A tomossíntese adquire múltiplas imagens em diferentes ângulos, permitindo a reconstrução de cortes finos que reduzem a sobreposição de tecidos — a principal causa de achados falso-positivos na mamografia 2D. Estudos demonstram que essa combinação aumenta a especificidade do exame, diminuindo chamadas de retorno e biópsias desnecessárias, sem comprometer a sensibilidade para cânceres clinicamente relevantes.

NÃO CAIA NESSA!

Na prova, lembre-se: a tomossíntese é a "mamografia 3D" que resolve o problema da sobreposição de tecidos. Quando a questão falar em reduzir falsos-positivos sem perder detecção, a resposta quase sempre envolve a tomossíntese. As outras opções que "melhoram a imagem" (como aumentar radiação) são armadilhas — a qualidade da imagem vem da técnica, não da dose.

Gabarito: letra E

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