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Questão de Medicina — Pediatria e Neonatologia — FUNDATEC 2026

MedicinaPediatria e Neonatologia
Código
qg684630
Banca
FUNDATEC
Órgão
GHC-RS
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico (Medicina da Família e Comunidade)
O aleitamento materno envolve aspectos nutricionais, imunológicos e afetivos fundamentais para a saúde da criança. Considerando as recomendações atuais sobre amamentação e alimentação complementar, assinale a alternativa correta.
  1. ANutrizes tabagistas regulares devem suspender a amamentação, que é formalmente contraindicada enquanto houver consumo de tabaco.
  2. BA presença de infecção materna pelo vírus da hepatite B impede a amamentação, mesmo quando o recém-nascido recebe imunoglobulina específica e vacinação adequadas ao nascimento.
  3. CO leite materno nos primeiros dias pós-parto apresenta maior teor de gordura e menor concentração de proteínas quando comparado ao leite maduro.
  4. DO tamanho das mamas está diretamente relacionado à capacidade de produção láctea, sendo mamas volumosas mais eficientes na lactação.
  5. EA chupeta tem sido desaconselhada pela possibilidade de interferir negativamente na duração do aleitamento materno.
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GabaritoE — A chupeta tem sido desaconselhada pela possibilidade de interferir negativamente na duração do aleitamento materno.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Aleitamento materno: recomendações atuais e mitos

Gabarito: letra E. A chupeta é desaconselhada porque seu uso pode interferir negativamente na duração do aleitamento materno, conforme as recomendações atuais de entidades como a Sociedade Brasileira de Pediatria. As demais alternativas trazem afirmações incorretas sobre contraindicações, composição do leite e fisiologia da lactação.

O aleitamento materno é a estratégia isolada que mais previne mortes infantis, além de promover vínculo afetivo, proteção imunológica e nutrição adequada. As recomendações atuais preconizam aleitamento materno exclusivo até os seis meses e complementado até os dois anos ou mais. Nesse contexto, é fundamental que o profissional de saúde conheça tanto os benefícios quanto as situações que realmente contraindicam a amamentação, bem como os fatores que podem interferir em sua duração.

Um dos pontos mais importantes é distinguir as contraindicações verdadeiras das falsas. Muitas condições maternas ou do recém-nascido geram dúvidas, mas poucas realmente impedem a amamentação. Por exemplo, o tabagismo materno não contraindica a amamentação — embora seja fortemente desaconselhado fumar, a mãe deve ser orientada a reduzir ou cessar o tabagismo, mas o leite materno continua sendo a melhor opção. Da mesma forma, a infecção materna pelo vírus da hepatite B não impede a amamentação, especialmente quando o recém-nascido recebe imunoglobulina específica e vacina ao nascimento, o que confere proteção adequada.

Outro aspecto frequentemente mal compreendido é a composição do leite materno ao longo do tempo. O colostro, produzido nos primeiros dias pós-parto, é rico em proteínas, imunoglobulinas (especialmente IgA secretora) e fatores de crescimento, mas tem menor teor de gordura e lactose comparado ao leite maduro. Essa composição é perfeitamente adaptada às necessidades do recém-nascido, que tem estômago pequeno e precisa de proteção imunológica imediata. Já o leite maduro, que surge por volta do 10º ao 15º dia, tem maior teor de gordura e menor concentração de proteínas.

A capacidade de produção láctea também é alvo de mitos. O tamanho das mamas não tem relação direta com a quantidade de leite produzida — a produção é regulada pela sucção do bebê e pela liberação de prolactina e ocitocina, não pelo volume glandular. Mamas pequenas podem produzir leite em quantidade suficiente, desde que haja estímulo adequado e esvaziamento frequente.

Por fim, o uso de chupeta é desaconselhado pelas principais entidades de saúde, pois pode interferir na duração do aleitamento materno. A sucção da chupeta pode confundir o bebê, reduzir o tempo de permanência na mama e diminuir o estímulo para a produção de leite, especialmente nas primeiras semanas de vida. Por isso, recomenda-se evitar a chupeta, principalmente antes da amamentação estar bem estabelecida.

A pegadinha desta questão está em distinguir as contraindicações reais das falsas e conhecer a composição do leite em cada fase. A banca explora mitos comuns sobre amamentação, como a relação entre tamanho das mamas e produção de leite, e a contraindicação em situações que, na verdade, permitem a amamentação com as devidas precauções.

Aleitamento materno
  • 1Recomendações
    • Exclusivo até 6 meses
    • Complementado até 2 anos ou mais
  • 2Contraindicações verdadeiras
    • Poucas condições realmente impedem
  • 3Mitos comuns
    • Tabagismo não contraindica
    • Hepatite B não impede (com profilaxia)
    • Tamanho da mama não determina produção
    • Colostro: rico em proteínas, pobre em gordura
  • 4Fatores que interferem
    • Uso de chupeta (reduz duração)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

O tabagismo materno não contraindica a amamentação. Embora o fumo seja prejudicial à saúde da mãe e do bebê, o leite materno continua sendo a melhor opção alimentar. A orientação é incentivar a cessação do tabagismo, mas não suspender a amamentação. A nicotina e seus metabólitos passam para o leite, mas os benefícios do aleitamento superam os riscos do tabagismo passivo e da exposição à nicotina. A mãe deve ser orientada a fumar menos, evitar fumar perto do bebê e, se possível, amamentar antes de fumar.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A infecção materna pelo vírus da hepatite B não impede a amamentação. Quando o recém-nascido recebe imunoglobulina específica e a primeira dose da vacina contra hepatite B nas primeiras 12-24 horas de vida, a amamentação é segura e recomendada. O risco de transmissão pelo leite materno é mínimo quando a profilaxia é adequada. Essa é uma contraindicação falsa, frequentemente cobrada em provas.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O colostro, leite dos primeiros dias pós-parto, tem maior teor de proteínas e menor teor de gordura quando comparado ao leite maduro. A alternativa inverte essa relação. O colostro é rico em imunoglobulinas, especialmente IgA, e fatores de crescimento, com menor quantidade de gordura e lactose. O leite maduro tem maior teor de gordura e menor concentração de proteínas.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O tamanho das mamas não está relacionado à capacidade de produção láctea. A produção de leite é regulada pela sucção do bebê, que estimula a liberação de prolactina (produção) e ocitocina (ejeção). Mamas de tamanhos diferentes podem produzir quantidades adequadas de leite, desde que haja estímulo frequente e esvaziamento adequado. O volume glandular não determina a eficiência da lactação.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A chupeta é desaconselhada pelas principais entidades de saúde, como a Sociedade Brasileira de Pediatria e a Organização Mundial da Saúde, pois seu uso pode interferir negativamente na duração do aleitamento materno. A sucção da chupeta pode reduzir o tempo de permanência na mama, diminuir o estímulo para produção de leite e confundir o bebê, especialmente nas primeiras semanas. Por isso, recomenda-se evitar a chupeta até que a amamentação esteja bem estabelecida.

Gabarito: letra E

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