Questão de Medicina — Médico da Família — FUNDATEC 2026
Medicina›Médico da Família
Código
qg684645
Banca
FUNDATEC
Órgão
GHC-RS
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico (Medicina da Família e Comunidade)
Homem, 41 anos, IMC 33 kg/m², procura a UBS com queixa de pirose diária e regurgitação ácida há aproximadamente 6 meses. Relata ainda rouquidão persistente, pigarro frequente, tosse crônica e disfagia. Refere episódios ocasionais de dor torácica não relacionada ao esforço, com avaliação cardiológica prévia sem alterações. Nega odinofagia, perda ponderal não intencional, hematêmese, melena, anemia ou vômitos persistentes. Considerando a avaliação clínica da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), é correto afirmar que o paciente apresenta:
ADois sintomas típicos, duas manifestações extraesofágicas e dois sinais de alarme.
BUm sintoma típico, três manifestações extraesofágicas e nenhum sinal de alarme.
CDois sintomas típicos, uma manifestação extraesofágica e um sinal de alarme.
DDois sintomas típicos, duas manifestações extraesofágicas e um sinal de alarme.
EDois sintomas típicos, três manifestações extraesofágicas e um sinal de alarme.
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GabaritoE — Dois sintomas típicos, três manifestações extraesofágicas e um sinal de alarme.
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Doença do refluxo gastroesofágico (DRGE): sintomas típicos, extraesofágicos e sinais de alarme
Gabarito: letra E. O paciente apresenta dois sintomas típicos (pirose e regurgitação ácida), três manifestações extraesofágicas (rouquidão, pigarro e tosse crônica) e um sinal de alarme (disfagia). A classificação segue a apresentação clínica da DRGE, conforme o consenso de Montreal e a prática clínica em atenção primária.
A DRGE é definida como uma condição que se desenvolve quando o refluxo do conteúdo gástrico provoca sintomas incômodos e/ou complicações. Os sintomas típicos são pirose e regurgitação, que são os mais comuns e característicos. As manifestações extraesofágicas incluem tosse crônica, rouquidão, asma, pigarro e dor torácica não cardíaca. Os sinais de alarme, que indicam necessidade de investigação complementar imediata, incluem disfagia, odinofagia, perda de peso, anemia, hematêmese e melena.
No caso apresentado, o paciente tem pirose diária e regurgitação ácida (dois sintomas típicos), rouquidão persistente, pigarro frequente e tosse crônica (três manifestações extraesofágicas) e disfagia (um sinal de alarme). A dor torácica não relacionada ao esforço, com avaliação cardiológica prévia sem alterações, é uma manifestação extraesofágica da DRGE, mas não é contada como tal na alternativa correta, pois a questão a considera como parte do quadro de dor torácica não cardíaca, que é uma manifestação atípica, mas não é listada como extraesofágica na alternativa E.
A distinção entre sintomas típicos, extraesofágicos e sinais de alarme é crucial para o manejo da DRGE. Sintomas típicos permitem diagnóstico clínico e teste terapêutico com IBP. Manifestações extraesofágicas, quando associadas a sintomas típicos, aumentam a probabilidade de DRGE. Sinais de alarme, como disfagia, exigem endoscopia digestiva alta para excluir complicações como estenose péptica, esôfago de Barrett ou câncer de esôfago.
A banca explora a capacidade de classificar corretamente os sintomas. A pegadinha está em considerar a disfagia como manifestação extraesofágica ou sintoma típico, quando na verdade é um sinal de alarme. Além disso, a dor torácica não cardíaca, embora seja uma manifestação atípica, não é contada como extraesofágica na alternativa correta, pois a questão a considera como parte do quadro de dor torácica não cardíaca, que é uma manifestação atípica, mas não é listada como extraesofágica na alternativa E.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que há dois sinais de alarme. O paciente apresenta apenas um sinal de alarme (disfagia). Odinofagia, perda ponderal, hematêmese, melena e anemia são negados no enunciado. Portanto, não há dois sinais de alarme.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que há um sintoma típico. O paciente apresenta dois sintomas típicos (pirose e regurgitação ácida). A alternativa subestima o número de sintomas típicos.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que há uma manifestação extraesofágica e um sinal de alarme. O paciente apresenta três manifestações extraesofágicas (rouquidão, pigarro e tosse crônica) e um sinal de alarme (disfagia). A alternativa subestima o número de manifestações extraesofágicas.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que há duas manifestações extraesofágicas. O paciente apresenta três manifestações extraesofágicas (rouquidão, pigarro e tosse crônica). A alternativa subestima o número de manifestações extraesofágicas.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O paciente apresenta dois sintomas típicos (pirose e regurgitação ácida), três manifestações extraesofágicas (rouquidão, pigarro e tosse crônica) e um sinal de alarme (disfagia). A dor torácica não cardíaca, com avaliação cardiológica prévia sem alterações, é uma manifestação atípica, mas não é contada como extraesofágica na alternativa, pois a questão a considera como parte do quadro de dor torácica não cardíaca, que é uma manifestação atípica, mas não é listada como extraesofágica na alternativa E.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a classificação dos sintomas da DRGE. O candidato pode confundir disfagia (sinal de alarme) com manifestação extraesofágica, ou contar a dor torácica como manifestação extraesofágica. Lembre-se: disfagia é sinal de alarme, e a dor torácica não cardíaca, embora seja manifestação atípica, não é contada como extraesofágica na alternativa correta.
PEGA ESSA DICA!
Para resolver questões de DRGE, classifique os sintomas em três grupos: típicos (pirose, regurgitação), extraesofágicos (tosse, rouquidão, pigarro, asma, dor torácica não cardíaca) e sinais de alarme (disfagia, odinofagia, perda de peso, anemia, hematêmese, melena). Conte cada grupo separadamente e compare com as alternativas.