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Questão de Medicina — Medicina Intensiva — FUNDATEC 2026

MedicinaMedicina Intensiva
Código
qg684671
Banca
FUNDATEC
Órgão
GHC-RS
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico (Medicina de Emergência/UPA)
Sobre o suporte de vida em pacientes vítimas de afogamento, é correto afirmar que:
  1. AOs pacientes devem receber antibiótico profilático devido ao elevado risco de desenvolvimento de pneumonia broncoaspirativa.
  2. BO uso precoce de um desfibrilador externo automático deve ser priorizado em relação ao início das ventilações de resgate.
  3. CO afogamento grau 4 é aquele que se apresenta como edema agudo de pulmão e hemodinâmica estável.
  4. DA maioria dos pacientes com afogamento grau 2 necessita de internamento hospitalar para vigilância de pelo menos 72 horas.
  5. EAs vítimas de afogamento de grau 3 a 6 necessitam de internamento em unidade de terapia intensiva e frequentemente de intubação orotraqueal.
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GabaritoE — As vítimas de afogamento de grau 3 a 6 necessitam de internamento em unidade de terapia intensiva e frequentemente de intubação orotraqueal.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Suporte de vida no afogamento: classificação de gravidade e conduta

Gabarito: letra E. As vítimas de afogamento graus 3 a 6 apresentam insuficiência respiratória progressiva e frequentemente necessitam de intubação orotraqueal e internação em UTI, conforme a classificação de gravidade do afogamento e as diretrizes de ressuscitação. As demais alternativas contêm erros conceituais: antibiótico profilático não é indicado, a ventilação de resgate tem prioridade sobre o DEA, o grau 4 não é definido como edema agudo de pulmão com hemodinâmica estável, e a maioria dos graus 2 não requer 72 horas de internação.

O afogamento é uma insuficiência respiratória aguda causada pela submersão ou imersão em líquido, levando à hipoxemia. A classificação de gravidade, desenvolvida no Rio de Janeiro em 1972 e revisada em 1997 e 2001, orienta o tratamento desde o local do acidente até o hospital, baseando-se em variáveis clínicas. Os graus variam de 1 (sem tosse ou espuma) a 6 (parada cardiorrespiratória), passando por graus intermediários que refletem a presença de tosse, espuma, edema pulmonar e instabilidade hemodinâmica.

A prioridade no atendimento é a via aérea e a ventilação, pois a parada cardiorrespiratória no afogamento é de origem hipóxica. Por isso, a RCP deve seguir a sequência ABC (abrir vias aéreas, ventilar, comprimir), com ventilações de resgate imediatas, e não apenas compressões torácicas. O desfibrilador externo automático (DEA) pode ser usado, mas o ritmo mais comum é a assistolia, não chocável, e a ventilação não pode ser adiada para priorizar o DEA.

A pneumonia é comum após o afogamento, mas a antibioticoterapia profilática não demonstrou benefícios e não é recomendada. O tratamento é suportivo, com oxigênio, ventilação e suporte hemodinâmico conforme a gravidade. Pacientes com graus 3 a 6 frequentemente desenvolvem uma síndrome semelhante à SDRA, necessitando de ventilação mecânica invasiva com PEEP e, muitas vezes, intubação orotraqueal precoce.

A alternativa E está correta porque os graus 3 a 6 representam desde edema pulmonar com tosse e espuma até parada cardiorrespiratória, todos com risco de hipoxemia grave e necessidade de suporte avançado em UTI. A intubação orotraqueal é frequentemente necessária para garantir oxigenação adequada e proteger a via aérea.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre os graus de afogamento e as condutas. Por exemplo, a alternativa C afirma que o grau 4 é edema agudo de pulmão com hemodinâmica estável, mas o grau 4 é definido como edema agudo de pulmão com hipotensão arterial (hemodinâmica instável). Já a alternativa D sugere que a maioria dos graus 2 necessita de 72 horas de internação, quando a observação recomendada é de 4 a 6 horas para casos leves. Fique atento aos detalhes de cada grau e às recomendações de observação.

Grau de Afogamento

Características Clínicas

Conduta/Internação

Grau 1

Sem tosse ou espuma

Observação

Grau 2

Tosse sem espuma

Observação por 4–6 horas

Grau 3

Edema agudo de pulmão com hemodinâmica estável

Internação em UTI

Grau 4

Edema agudo de pulmão com hipotensão arterial (hemodinâmica instável)

Internação em UTI

Graus 5–6

Insuficiência respiratória grave / PCR (assistolia)

UTI + IOT frequente

1Grau 1
Tosse sem espuma
Observação 4-6h
2Grau 2
Tosse com espuma
Observação 4-6h
3Grau 3
EAP com hemodinâmica estável
UTI + IOT frequente
4Grau 4
EAP com hipotensão
UTI + IOT frequente
5Grau 5
PCR com respiração agônica
UTI + IOT frequente
6Grau 6
PCR (assistolia)
UTI + IOT frequente
Classificação do afogamento
LEVELsoulevel.com.br
Classificação do afogamento: Grau 1 (Tosse sem espuma, Observação 4-6h); Grau 2 (Tosse com espuma, Observação 4-6h); Grau 3 (EAP com hemodinâmica estável, UTI + IOT frequente); Grau 4 (EAP com hipotensão, UTI + IOT frequente); Grau 5 (PCR com respiração agônica, UTI + IOT frequente); Grau 6 (PCR (assistolia), UTI + IOT frequente)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que os pacientes devem receber antibiótico profilático devido ao alto risco de pneumonia broncoaspirativa. Errado: a pneumonia é comum após o afogamento, mas a antibioticoterapia profilática não é indicada, pois não há evidência de benefício. O tratamento é suportivo, e antibióticos são reservados para casos de pneumonia confirmada ou suspeita clínica.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que o uso precoce do DEA deve ser priorizado em relação ao início das ventilações de resgate. Errado: no afogamento, a prioridade é a via aérea e a ventilação, pois a PCR é de origem hipóxica. As ventilações de resgate devem ser iniciadas imediatamente, seguidas de compressões torácicas se não houver pulso. O DEA pode ser usado, mas não antes da ventilação.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que o afogamento grau 4 é aquele que se apresenta como edema agudo de pulmão e hemodinâmica estável. Errado: o grau 4 é caracterizado por edema agudo de pulmão com hipotensão arterial (hemodinâmica instável). O edema agudo de pulmão com hemodinâmica estável corresponde ao grau 3.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que a maioria dos pacientes com afogamento grau 2 necessita de internamento hospitalar para vigilância de pelo menos 72 horas. Errado: pacientes com grau 2 (tosse sem espuma) geralmente podem ser observados por 4 a 6 horas no departamento de emergência e liberados se estáveis. A internação prolongada não é necessária para a maioria.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Afirma que as vítimas de afogamento de graus 3 a 6 necessitam de internamento em UTI e frequentemente de intubação orotraqueal. Correto: esses graus representam desde edema pulmonar com tosse e espuma (grau 3) até parada cardiorrespiratória (grau 6), todos com risco de hipoxemia grave e necessidade de suporte ventilatório avançado. A intubação orotraqueal é frequentemente necessária para garantir oxigenação e proteger a via aérea.

Gabarito: letra E

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