Questão de Medicina — Ortopedia e Traumatologia — FUNDATEC 2026
- Código
- qg684674
- Banca
- FUNDATEC
- Órgão
- GHC-RS
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico (Medicina do Trabalho)
- AFinkelstein.
- BFroment.
- CLippmann.
- DPhalen invertido.
- ETinel.
GabaritoA — Finkelstein.
Gabarito: letra A. A manobra descrita — prender firmemente os dedos sobre o polegar e aplicar um rápido desvio ulnar do punho, provocando dor intensa ao nível da primeira polia dos extensores — corresponde ao teste de Finkelstein, utilizado para diagnosticar a tenossinovite de De Quervain. A descrição do enunciado reproduz exatamente a semiotécnica do teste, conforme a literatura ortopédica.
A tenossinovite de De Quervain é uma inflamação dos tendões do primeiro compartimento extensor do punho, que abriga o abdutor longo do polegar e o extensor curto do polegar. A inflamação desses tendões causa dor na região radial do punho, especialmente durante a movimentação do polegar. O teste de Finkelstein é a manobra clássica para reproduzir essa dor e confirmar o diagnóstico clínico.
A semiotécnica do teste de Finkelstein consiste em: o paciente abduz o polegar e flexiona os demais dedos sobre ele, formando um punho fechado que envolve o polegar. O examinador, então, realiza passivamente o desvio ulnar do punho. Essa manobra tensiona os tendões do primeiro compartimento extensor, reproduzindo a dor característica na região do processo estiloide do rádio. No caso descrito, o médico do trabalho orientou a paciente a prender firmemente os dedos sobre o polegar e aplicou um rápido desvio ulnar do punho, exatamente como preconiza o teste.
É importante distinguir o teste de Finkelstein de outras manobras semiotécnicas utilizadas na avaliação do punho e da mão. O teste de Phalen, por exemplo, consiste na flexão máxima dos punhos por 60 segundos, reproduzindo parestesia na região do nervo mediano, sendo utilizado para o diagnóstico da síndrome do túnel do carpo. O teste de Tinel, por sua vez, consiste na percussão da face anterior do punho, reproduzindo sensação de choque que pode irradiar distalmente, também para o diagnóstico da síndrome do túnel do carpo. O teste de Froment é utilizado para avaliar a função do nervo ulnar, especificamente do músculo adutor do polegar. O teste de Lippmann, menos conhecido, também é descrito para a tenossinovite de De Quervain, mas a manobra descrita no enunciado é a de Finkelstein.
A pegadinha da questão está em reconhecer a manobra descrita e associá-la corretamente ao teste de Finkelstein, sem confundir com os demais testes que avaliam outras estruturas do punho e da mão. A dor na região do processo estiloide do rádio, desencadeada pelo desvio ulnar com o polegar preso pelos demais dedos, é patognomônica da tenossinovite de De Quervain e confirma o diagnóstico.
O teste de Finkelstein é a manobra descrita no enunciado. A semiotécnica consiste em abduzir o polegar, fletir os demais dedos sobre ele e realizar o desvio ulnar passivo do punho, reproduzindo dor na região radial, característica da tenossinovite de De Quervain. A descrição do caso — prender firmemente os dedos sobre o polegar e aplicar rápido desvio ulnar do punho, com dor intensa ao nível da primeira polia dos extensores — corresponde exatamente a essa manobra.
O teste de Froment é utilizado para avaliar a função do músculo adutor do polegar, inervado pelo nervo ulnar. A manobra consiste em solicitar ao paciente que segure um papel entre o polegar e o indicador, enquanto o examinador tenta puxá-lo. A flexão compensatória do polegar (sinal de Froment) indica fraqueza do adutor. Não há relação com a dor na região do processo estiloide do rádio nem com o desvio ulnar do punho.
O teste de Lippmann é descrito como uma manobra alternativa para o diagnóstico da tenossinovite de De Quervain, mas a semiotécnica descrita no enunciado — prender os dedos sobre o polegar e realizar desvio ulnar — é a do teste de Finkelstein. O teste de Lippmann, embora também avalie o primeiro compartimento extensor, não é a manobra prioritariamente descrita no caso.
O teste de Phalen invertido consiste na extensão máxima dos punhos, mantida por 60 segundos, reproduzindo dormência ou parestesia na região do nervo mediano, sendo utilizado para o diagnóstico da síndrome do túnel do carpo. A manobra descrita no enunciado — desvio ulnar com os dedos presos sobre o polegar — não corresponde ao teste de Phalen invertido, que não envolve essa posição específica da mão.
O teste de Tinel consiste na percussão da face anterior do punho, reproduzindo sensação de choque que pode irradiar distalmente, sendo utilizado para o diagnóstico da síndrome do túnel do carpo. A manobra descrita no enunciado — desvio ulnar com os dedos presos sobre o polegar — não corresponde ao teste de Tinel, que não envolve essa manobra específica.
Gabarito: letra A
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