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Questão de Medicina — Pediatria e Neonatologia — FUNDATEC 2026

MedicinaPediatria e Neonatologia
Código
qg684706
Banca
FUNDATEC
Órgão
GHC-RS
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico (Neonatologia)
Qual é o principal fator de virulência associado à E. coli que causa meningite em recém-nascidos? 
  1. AAntígeno K1.
  2. BEsfingolipídios.
  3. CFatores de adesão.
  4. DToxinas exotóxicas.
  5. EBacteriocinas.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — Antígeno K1.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Meningite neonatal por E. coli: o papel do antígeno K1

Gabarito: letra A. O principal fator de virulência da Escherichia coli na meningite neonatal é o antígeno capsular K1, que confere resistência à fagocitose e à ação do sistema complemento, permitindo a sobrevivência bacteriana na corrente sanguínea e a invasão do sistema nervoso central. As demais alternativas citam estruturas ou produtos bacterianos que não são o fator determinante nesse contexto específico.

A meningite bacteriana neonatal é uma infecção grave e de alta morbimortalidade, e a E. coli é um dos principais agentes etiológicos nessa faixa etária, ao lado do Streptococcus agalactiae (estreptococo do grupo B) e da Listeria monocytogenes. A patogenicidade da E. coli está diretamente ligada à presença de fatores de virulência que permitem a adesão, a invasão e a evasão do sistema imunológico. Entre esses fatores, o antígeno K1 — um polissacarídeo capsular — é o mais importante na meningite neonatal. Ele mimetiza estruturas do hospedeiro (ácido siálico), o que dificulta o reconhecimento imunológico e confere resistência à fagocitose e à lise pelo complemento. Essa cápsula é essencial para que a bactéria sobreviva na corrente sanguínea e atravesse a barreira hematoencefálica, causando meningite.

Os outros fatores listados nas alternativas — esfingolipídios, fatores de adesão, toxinas exotóxicas e bacteriocinas — são estruturas ou produtos bacterianos que podem ter papéis em outros contextos, mas não são o principal fator de virulência da E. coli na meningite neonatal. Por exemplo, os fatores de adesão (como fímbrias) são importantes para a colonização inicial, mas não são o determinante da neuroinvasão; as toxinas podem causar dano tecidual, mas não são o fator central na patogênese da meningite; e as bacteriocinas são proteínas que inibem outras bactérias, sem relação direta com a virulência em humanos.

A banca explora o conhecimento específico sobre os fatores de virulência bacteriana, exigindo que o candidato identifique qual deles é o mais relevante para a meningite neonatal. A pegadinha está em oferecer alternativas que são fatores de virulência em outros contextos (adesão, toxinas), mas que não são o principal na meningite por E. coli. O antígeno K1 é um conceito clássico em microbiologia e infectologia pediátrica, e sua associação com a meningite neonatal é amplamente descrita na literatura médica.

Guarde a distinção: enquanto os fatores de adesão e as toxinas são importantes para a colonização e o dano tecidual, o antígeno K1 é o que permite a sobrevivência sistêmica e a invasão do SNC — é exatamente esse critério que separa a alternativa correta das demais.

E. coli na meningite neonatal
  • 1Principal fator de virulência
    • Antígeno K1 (cápsula)
      • resistência à fagocitose
      • resistência ao complemento
      • invasão do SNC
  • 2Outros fatores (não principais)
    • Fatores de adesão (colonização inicial)
    • Toxinas (dano tecidual)
    • Bacteriocinas (inibem outras bactérias)
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O antígeno K1 é o principal fator de virulência da E. coli na meningite neonatal. Trata-se de um polissacarídeo capsular que confere resistência à fagocitose e ao complemento, permitindo a sobrevivência bacteriana na corrente sanguínea e a invasão do sistema nervoso central. Essa é a característica que distingue as cepas neuroinvasivas de E. coli das demais.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Os esfingolipídios são componentes estruturais de membranas celulares de eucariotos e de algumas bactérias, mas não são fatores de virulência da E. coli na meningite neonatal. Não há relação direta entre esfingolipídios e a patogênese da meningite por essa bactéria.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Os fatores de adesão (como fímbrias e adesinas) são importantes para a colonização inicial de mucosas, mas não são o principal fator de virulência na meningite neonatal. A adesão é um passo inicial, mas a neuroinvasão depende principalmente da cápsula K1.

Alternativa D — ❌ Incorreta

As toxinas exotóxicas (como a toxina Shiga ou hemolisinas) podem causar dano tecidual, mas não são o fator central na patogênese da meningite por E. coli. A meningite neonatal por E. coli está mais associada à capacidade de sobreviver no sangue e invadir o SNC, o que é mediado pela cápsula K1.

Alternativa E — ❌ Incorreta

As bacteriocinas são proteínas produzidas por bactérias para inibir o crescimento de outras bactérias competidoras. Não têm papel relevante na virulência da E. coli em humanos, muito menos na meningite neonatal.

NÃO CAIA NESSA!

A banca oferece fatores de virulência que são importantes em outros contextos (adesão, toxinas) para confundir o candidato. A chave é lembrar que, na meningite neonatal, o que decide é a cápsula K1 — a estrutura que permite à bactéria escapar do sistema imunológico e invadir o sistema nervoso central. Com treino, você identifica essa associação clássica de longe 💪.

Gabarito: letra A

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