São indicações para estimulação medular para dor crônica, EXCETO:
ASíndrome da dor complexa regional.
BSíndrome de Failed Back Surgery.
CNeuropatias periféricas.
DAngina Pectoris.
EDor nociceptiva pura.
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GabaritoE — Dor nociceptiva pura.
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Estimulação medular para dor crônica: indicações e contraindicações
Gabarito: letra E. A estimulação medular (EEME) é indicada para dores crônicas predominantemente neuropáticas, como a síndrome da dor complexa regional, a síndrome de Failed Back Surgery, neuropatias periféricas e angina pectoris refratária. A dor nociceptiva pura, por ser uma dor somática/visceral sem componente neuropático, não responde bem a essa neuromodulação e é a exceção pedida pela banca.
A estimulação elétrica da medula espinhal (EEME) é uma técnica de neuromodulação invasiva que consiste na inserção de eletrodos no espaço peridural posterior, no nível do dermátomo acometido, para evocar parestesias na região dolorosa. O mecanismo baseia-se na teoria da comporta medular: a estimulação preferencial de fibras grossas e mielinizadas inibiria os aferentes nociceptivos na medula espinhal. Por isso, a EEME é eficaz principalmente nas dores neuropáticas, em que há disfunção do sistema nervoso somatossensorial, e não nas dores nociceptivas, que dependem da ativação contínua de nociceptores periféricos.
A dor crônica pode ser classificada quanto ao mecanismo fisiopatológico em nociceptiva (ativação de nociceptores por dano tecidual), neuropática (lesão ou doença do sistema nervoso somatossensorial) e nociplástica (nocicepção alterada sem dano tecidual claro). A dor neuropática manifesta-se como queimação, choque, formigamento e é o alvo clássico da neuromodulação. Exemplos de dor neuropática: neuropatia diabética, neuralgia pós-herpética, síndrome da dor regional complexa e dor do membro fantasma.
A dor nociceptiva, por sua vez, é a dor somática (bem localizada, exacerbada ao movimento) ou visceral (mal localizada, profunda, opressiva), como dores ósseas, artríticas, pós-operatórias e a dor do infarto. Nesses casos, a estimulação medular tem eficácia limitada, pois o problema está na ativação periférica dos nociceptores, não na via central de transmissão. A exceção notável é a angina pectoris refratária, que, apesar de ser uma dor visceral (nociceptiva), tem indicação estabelecida de EEME quando não responde ao tratamento clínico e não é candidata à revascularização — a banca a incluiu como indicação válida.
A pegadinha da questão está em distinguir a dor nociceptiva pura (alternativa E) das demais, que são neuropáticas ou têm indicação específica. A banca explora o conhecimento de que a EEME é uma ferramenta para dor neuropática, e não para dor nociceptiva pura. O candidato que sabe que a angina pectoris é uma dor visceral (nociceptiva) pode estranhar sua inclusão, mas ela é uma indicação consagrada na literatura de neuromodulação.
Estimulação medular (EEME)
1Indicações
Dor neuropática
SDCR
Failed Back Surgery
Neuropatias periféricas
Angina refratária (exceção nociceptiva)
2Contraindicação
Dor nociceptiva pura
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Alternativa A — ✅ Correta
A síndrome da dor complexa regional (SDCR) é uma dor neuropática funcional, caracterizada por dor intensa, edema, alterações vasomotoras e tróficas. A EEME é uma das principais indicações para SDCR refratária, com bons resultados no alívio da dor e melhora funcional. Portanto, é uma indicação válida.
Alternativa B — ✅ Correta
A síndrome de Failed Back Surgery (falha na cirurgia de coluna) é uma dor neuropática mista, com componente radicular e axial, que persiste após procedimentos cirúrgicos na coluna. A EEME é amplamente utilizada nessa condição, sendo uma das indicações mais clássicas e com maior nível de evidência. É uma indicação válida.
Alternativa C — ✅ Correta
As neuropatias periféricas, como a neuropatia diabética, são dores neuropáticas periféricas que seguem a distribuição do nervo lesado. A EEME pode ser indicada para neuropatias periféricas refratárias ao tratamento farmacológico, especialmente quando há componente neuropático predominante. É uma indicação válida.
Alternativa D — ✅ Correta
A angina pectoris refratária é uma dor visceral (nociceptiva) causada por isquemia miocárdica, mas que, quando não responde ao tratamento clínico otimizado e não é candidata à revascularização, tem indicação estabelecida de EEME. A neuromodulação nesse caso reduz a dor e melhora a qualidade de vida, sendo uma indicação reconhecida. É uma indicação válida.
Alternativa E — ❌ Incorreta ⟵ GABARITO
A dor nociceptiva pura, como a dor somática ou visceral sem componente neuropático, não é indicação de EEME. A estimulação medular atua sobre as vias de transmissão da dor neuropática, e não sobre a ativação periférica de nociceptores. Nesses casos, a abordagem deve ser direcionada à causa da dor (tratamento da doença de base, analgésicos, anti-inflamatórios), e não à neuromodulação. Portanto, é a exceção pedida pela questão.
NÃO CAIA NESSA!
A banca inclui a angina pectoris (alternativa D) para confundir: ela é uma dor visceral (nociceptiva), mas tem indicação específica de EEME quando refratária. O candidato que associa EEME apenas a dor neuropática pode marcar a D como incorreta, mas a exceção real é a dor nociceptiva pura (E), que não tem indicação. Fique atento: a angina refratária é uma exceção consagrada.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de neuromodulação, lembre-se: EEME é para dor neuropática (SDCR, Failed Back Surgery, neuropatias) e para angina refratária (exceção nociceptiva). Dor nociceptiva pura (somática/visceral sem componente neuropático) não responde à EEME. Essa distinção é o coração da questão.
Gabarito: letra E — a dor nociceptiva pura é a única que não é indicação de estimulação medular para dor crônica.