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Questão de Medicina — Traumas — FUNDATEC 2026

MedicinaTraumas
Código
qg684747
Banca
FUNDATEC
Órgão
GHC-RS
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico (Neurocirurgia)
No traumatismo cranioencefálico, a correta identificação das lesões estruturais é de suma importância para determinar o tratamento a ser empregado. Considerando esse fator, analise a Figura 2 abaixo:Imagem associada para resolução da questãoConsiderando um desvio da linha média de 6 mm e sem lesões >25 mL, assinale a alternativa correta sobre a classificação de Marshall apresentada no exame e sua definição.
  1. AMarshall I – sem alterações visíveis.
  2. BMarshall III – cisternas da base presentes, desvio da linha média entre 0–5 mm e/ou lesões hiperdensas >25 mL.
  3. CMarshall V – desvio de estruturas da linha media > 5 mm e/ou lesões hiperdensas >25 mL.
  4. DMarshall II – cisternas da base presentes, desvio de estruturas da linha media >5 mm e/ou lesões hiperdensas <25 mL.
  5. EMarshall IV – desvio da linha média > 5 mm e/ou lesões hiperdensas <25 mL.
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GabaritoE — Marshall IV – desvio da linha média > 5 mm e/ou lesões hiperdensas <25 mL.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Classificação tomográfica de Marshall no TCE

Gabarito: letra E. Com desvio da linha média de 6 mm (> 5 mm) e ausência de lesões > 25 mL, o caso se enquadra na Injúria difusa IV (Marshall IV), cuja definição é exatamente "desvio de linha média > 5 mm, sem lesões > 25 mL". A classificação de Marshall é o principal sistema tomográfico para predizer risco de hipertensão intracraniana no trauma cranioencefálico (TCE), avaliando desvio de linha média, estado das cisternas da base, lesões hiperdensas > 25 mL e tratamento cirúrgico.

A classificação de Marshall divide o TCE em seis categorias tomográficas, da injúria difusa I (sem patologia visível) até a lesão não evacuada VI (lesão > 25 mL não operada). O que a torna tão útil na prática é que ela correlaciona achados objetivos da tomografia — desvio de linha média, compressão das cisternas da base e volume das lesões — com o risco de elevação da pressão intracraniana (PIC) e, portanto, com o prognóstico e a conduta. O desvio da linha média é medido em milímetros na TC e reflete o efeito de massa das lesões; as cisternas da base (perimesencefálicas) quando comprimidas ou ausentes indicam edema difuso ou herniação iminente; e lesões hiperdensas > 25 mL representam hematomas com volume significativo, que podem exigir abordagem cirúrgica.

A lógica por trás da classificação é hierárquica: cada categoria representa um grau crescente de gravidade tomográfica. A injúria difusa I é o exame normal; a II admite pequeno desvio (0–5 mm) com cisternas presentes e sem lesões volumosas; a III (edema difuso) tem cisternas comprimidas ou ausentes, mas desvio ainda ≤ 5 mm; a IV é definida pelo desvio > 5 mm, independentemente do estado das cisternas, desde que não haja lesão > 25 mL; a V é qualquer lesão evacuada cirurgicamente; e a VI é uma lesão > 25 mL não operada. Perceba que o desvio de linha média > 5 mm é o critério que separa a categoria IV das anteriores — é o marcador de efeito de massa significativo.

Na prática clínica, um paciente com TCE e TC mostrando desvio de 6 mm, cisternas presentes ou não, e sem hematoma > 25 mL, é classificado como Marshall IV. Isso sinaliza risco elevado de hipertensão intracraniana e necessidade de monitorização intensiva, mesmo que não haja uma lesão cirúrgica volumosa. A distinção crucial que a banca explora aqui é entre as categorias II e IV: ambas exigem "sem lesões > 25 mL", mas a II admite desvio de 0–5 mm, enquanto a IV exige desvio > 5 mm. O valor de 6 mm do enunciado cai exatamente na faixa da IV.

A pegadinha desta questão está na inversão dos critérios entre as categorias. A banca troca o limiar do desvio de linha média (5 mm) e o volume das lesões (25 mL) entre as alternativas, além de misturar o estado das cisternas. O candidato que decora apenas os nomes das categorias, sem fixar os valores exatos, confunde facilmente a II com a IV. Guarde o par decisivo: desvio > 5 mm + sem lesões > 25 mL = Marshall IV.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que se trata de Marshall I (sem alterações visíveis). O enunciado informa desvio de linha média de 6 mm, o que já configura alteração tomográfica visível. A categoria I exige ausência total de patologia intracraniana na TC — não é o caso.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Descreve Marshall III como "cisternas da base presentes, desvio da linha média entre 0–5 mm e/ou lesões hiperdensas > 25 mL". Há dois erros: (1) na categoria III as cisternas estão ausentes ou comprimidas, não presentes; (2) o desvio é de 0–5 mm, e não há lesões > 25 mL. A definição correta da III é: cisternas ausentes ou comprimidas, desvio de 0–5 mm, sem lesões > 25 mL.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Apresenta Marshall V como "desvio de estruturas da linha média > 5 mm e/ou lesões hiperdensas > 25 mL". A categoria V é definida como qualquer lesão evacuada cirurgicamente — não se baseia em medidas de desvio ou volume. A descrição dada na alternativa se aproxima da IV, mas com o erro de incluir lesões > 25 mL, que pertencem à categoria VI (lesão não evacuada).

Alternativa D — ❌ Incorreta

Descreve Marshall II como "cisternas da base presentes, desvio de estruturas da linha média > 5 mm e/ou lesões hiperdensas < 25 mL". O erro está no desvio: na categoria II o desvio é de 0–5 mm, não > 5 mm. Com desvio de 6 mm, o caso não se enquadra na II, mesmo com cisternas presentes e sem lesões > 25 mL.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Define Marshall IV como "desvio da linha média > 5 mm e/ou lesões hiperdensas < 25 mL". O enunciado traz desvio de 6 mm (> 5 mm) e sem lesões > 25 mL, o que corresponde exatamente a essa definição. A categoria IV é a injúria difusa com desvio de linha média significativo, sem lesão volumosa cirúrgica.

PEGA ESSA DICA!

Para fixar a classificação de Marshall, memorize os valores-chave: desvio de linha média (0–5 mm vs > 5 mm), estado das cisternas (presentes vs ausentes/comprimidas) e volume das lesões (> 25 mL ou não). A categoria IV é a única que combina desvio > 5 mm com ausência de lesão > 25 mL — esse par é o mais cobrado em provas.

Gabarito: letra E

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