Pular para o conteúdo principal

Questão de Medicina — Anatomia e Fisiologia Humana em Medicina — FUNDATEC 2026

MedicinaAnatomia e Fisiologia Humana em Medicina
Código
qg684754
Banca
FUNDATEC
Órgão
GHC-RS
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico (Neurocirurgia)
Um paciente com traumatismo cranioencefálico grave apresenta perda progressiva da autorregulação cerebral e desenvolveu ondas de pressão intracraniana durante a monitorização intracraniana. Com base nos princípios fisiológicos de perfusão cerebral e na doutrina de Monro-Kellie modificada, sobre os mecanismos compensatórios e os limites da autorregulação cerebral, é INCORRETO afirmar que:
  1. AA autorregulação cerebral é um mecanismo pelo qual grandes mudanças na pressão arterial sistêmica produzem pequenas mudanças no fluxo sanguíneo cerebral (CBF) em um amplo intervalo de pressão de perfusão cerebral (PPC), porém, em um paciente com TCE grave e perda de autorregulação, a relação entre PPC e CBF torna-se linear, aumentando o risco de isquemia se a PPC cair abaixo de 50-60 mmHg.
  2. BAs ondas B de Lundberg (ondas de pressão com amplitude de 10-20 mmHg, durando 30 segundos a 2 minutos, variáveis com padrões de respiração periódica) refletem flutuações na compliance cerebral e são menos graves do que as ondas A de Lundberg (plateau waves), que alcançam elevações de PIC >50 mmHg por 5–20 minutos e geralmente estão associadas a aumento simultâneo da pressão arterial média.
  3. CQuando a PIC se eleva e a complacência cerebral diminui, os componentes venosos desaparecem do traçado de PIC e as pulsações arteriais tornam-se mais pronunciadas. Esse fenômeno ocorre porque, na curva de complacência progressivamente desfavorável, pequenos aumentos de volume intracraniano causam grandes aumentos de pressão, impedindo a transmissão efetiva das oscilações venosas.
  4. DA fórmula PPC = PAM – PIC é clinicamente útil, mas tecnicamente imprecisa, pois a pressão de interesse real é a pressão arterial média ao nível das carótidas (MCP), que pode ser aproximada pela PAM com o transdutor zerado ao nível do forame de Monro. Entretanto, essa fórmula não leva em consideração variações regionais da pressão intracraniana ou gradientes de pressão na cavidade intracraniana, que existem na prática clínica.
  5. EDe acordo com as diretrizes de manejo de TCE grave, o alvo terapêutico recomendado para PPC é ≥80 mmHg para evitar isquemia cerebral, mesmo em pacientes com perda de autorregulação, e o uso agressivo de fluidos e vasopressores para atingir esse valor é preferível ao controle primário da PIC.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — De acordo com as diretrizes de manejo de TCE grave, o alvo terapêutico recomendado para PPC é ≥80 mmHg para evitar isquemia cerebral, mesmo em pacientes com perda de autorregulação, e o uso agressivo de fluidos e vasopressores para atingir esse valor é preferível ao controle primário da PIC.

Link permanente: /questoes/qg684754