Questão de Medicina — Oftalmologia — FUNDATEC 2026
- Código
- qg684815
- Banca
- FUNDATEC
- Órgão
- GHC-RS
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico (Oftalmogia - Plástica Ocular e Vias Lacrimais)
- AAzul.
- BVerde.
- CVermelho.
- DAmarelo.
- EInfravermelho.
GabaritoA — Azul.
Gabarito: letra A. O filtro azul é o que melhor evidencia a camada de fibras nervosas da retina, pois essa camada reflete preferencialmente a luz azul, aumentando o contraste em relação às demais estruturas. Os demais filtros (verde, vermelho, amarelo, infravermelho) são utilizados para outras finalidades, como destacar vasos, mácula ou coróide.
A retinografia é um exame de imagem que fotografa o fundo de olho, permitindo a documentação e o estudo das estruturas retinianas. Para realçar determinadas camadas ou lesões, utilizam-se filtros ou luzes monocromáticas, que selecionam faixas específicas do espectro visível. Cada filtro interage de forma diferente com os tecidos, porque cada estrutura absorve ou reflete comprimentos de onda distintos. A camada de fibras nervosas, formada pelos axônios das células ganglionares que convergem para o disco óptico, tem propriedades ópticas particulares: ela reflete mais a luz de comprimento de onda curto, ou seja, a luz azul. Por isso, ao usar o filtro azul, as fibras nervosas aparecem mais brilhantes e contrastadas, facilitando a avaliação de sua espessura e a detecção de defeitos, como os observados no glaucoma.
Na prática clínica, o filtro verde (luz verde) é frequentemente usado para melhorar a visualização dos vasos sanguíneos e da mácula, pois a hemoglobina absorve bem o verde, aumentando o contraste vascular. O filtro vermelho ou a luz vermelha penetra mais profundamente e é útil para examinar a coróide e o epitélio pigmentar. O filtro amarelo tem aplicações limitadas, muitas vezes para reduzir o brilho ou melhorar o contraste em condições específicas. A luz infravermelha, por sua vez, é utilizada em técnicas como a angiografia com indocianina verde, que avalia a circulação coroidal, e não é adequada para evidenciar a camada de fibras nervosas.
A distinção fundamental que o candidato deve guardar é: azul para fibras nervosas, verde para vasos e mácula, vermelho para coróide, infravermelho para coróide (angiografia). Essa associação é clássica e recorrente em provas de oftalmologia. A banca explora exatamente essa confusão: muitos alunos, ao pensar em "melhor visualização de estruturas", lembram do verde (por ser usado na angiografia fluoresceínica) ou do vermelho (por ser usado para coróide), mas a questão pede especificamente a camada de fibras nervosas, que é o domínio do azul.
A banca troca os filtros entre as estruturas: o verde é para vasos/mácula, o vermelho para coróide, e o azul para fibras nervosas. Não caia na tentação de escolher o verde por ser o mais "comum" — leia atentamente qual estrutura a questão pede.
O filtro azul é o que melhor evidencia a camada de fibras nervosas, pois essa camada reflete preferencialmente a luz azul, aumentando o contraste. É o filtro de escolha para avaliar defeitos do feixe papilomacular e a espessura das fibras, como no glaucoma.
O filtro verde é utilizado principalmente para melhorar a visualização dos vasos sanguíneos e da mácula, pois a hemoglobina absorve bem o verde, aumentando o contraste vascular. Não é o filtro de escolha para a camada de fibras nervosas.
O filtro vermelho (ou luz vermelha) penetra mais profundamente na retina e é útil para examinar a coróide e o epitélio pigmentar. Não evidencia a camada de fibras nervosas.
O filtro amarelo tem aplicações limitadas, muitas vezes para reduzir o brilho ou melhorar o contraste em condições específicas, mas não é o filtro clássico para a camada de fibras nervosas.
A luz infravermelha é utilizada em técnicas como a angiografia com indocianina verde, que avalia a circulação coroidal. Não é adequada para evidenciar a camada de fibras nervosas.
Gabarito: letra A
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