Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — FUNDATEC 2026
Medicina›Ginecologia e Obstetrícia
Código
qg684986
Banca
FUNDATEC
Órgão
GHC-RS
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico (Ultrassonografia Geral)
Durante a ultrassonografia do segundo trimestre, a medida da Circunferência Abdominal (CA) fetal é fundamental para a avaliação do crescimento. Assinale a alternativa correta quanto à técnica adequada de mensuração da CA.
AA medida deve ser realizada no plano axial do abdome fetal, incluindo rins e coluna vertebral.
BA circunferência abdominal deve incluir o diafragma e parte do coração fetal.
CA medida deve ser feita no plano sagital do abdome fetal.
DA presença do estômago invalida a medida da circunferência abdominal.
EA medida deve ser realizada no plano axial do abdome fetal ao nível da veia porta esquerda e do estômago.
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GabaritoE — A medida deve ser realizada no plano axial do abdome fetal ao nível da veia porta esquerda e do estômago.
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Mensuração da Circunferência Abdominal (CA) fetal na ultrassonografia obstétrica
Gabarito: letra E. A medida da CA deve ser realizada no plano axial do abdome fetal, ao nível da veia porta esquerda (porção intra-hepática) e do estômago, que são as referências anatômicas clássicas para padronizar a mensuração e garantir reprodutibilidade. As demais alternativas descrevem planos ou estruturas incorretos, que comprometeriam a acurácia da medida.
A Circunferência Abdominal (CA) é uma das medidas biométricas fetais mais importantes no segundo e terceiro trimestres, pois reflete o crescimento do fígado e do tecido subcutâneo, sendo essencial para estimar o peso fetal e diagnosticar alterações de crescimento, como restrição de crescimento intrauterino (RCIU) e macrossomia. A técnica correta de mensuração é um ponto crítico, pois pequenos desvios no plano de corte ou na identificação das estruturas de referência podem gerar erros significativos na estimativa do peso fetal.
O plano correto é o plano axial (transverso) do abdome fetal, obtido em um corte que deve ser o mais circular possível. As estruturas de referência obrigatórias são a veia porta esquerda (em sua porção intra-hepática, formando o chamado "J" ou "C" hepático) e o estômago fetal (bolha gástrica). A presença dessas duas estruturas no mesmo corte garante que o plano está no nível correto do abdome superior, onde o fígado é o principal órgão responsável pelo diâmetro ântero-posterior e transverso da CA.
É importante destacar que a medida deve ser feita na pele (borda externa da pele), e não na borda interna, e que o corte deve ser perpendicular ao eixo longitudinal do feto. A inclusão de estruturas como rins, coluna vertebral, diafragma ou coração indica que o plano está incorreto (muito baixo ou muito alto), o que alteraria a medida. A presença do estômago, ao contrário do que afirma uma das alternativas, é um dos critérios de validação do corte, e não um fator que invalida a medida.
A padronização da técnica é fundamental para que as medidas sejam comparáveis entre exames e entre diferentes operadores, permitindo o uso adequado de curvas de referência e a detecção precoce de anormalidades de crescimento. A banca explora exatamente o conhecimento das referências anatômicas e do plano de corte, que são os pontos mais cobrados em provas de Ginecologia e Obstetrícia.
CA fetal (2º/3º trimestre): Plano correto (Axial (transverso), Corte circular, Medida na pele (borda externa)); Referências anatômicas (Veia porta esquerda (J/C hepático), Estômago (bolha gástrica)); Erros comuns (planos incorretos) (Rins (corte baixo), Diafragma/coração (corte alto), Plano sagital (não se aplica))
Alternativa A — ❌ Incorreta
A medida não deve incluir os rins. O plano axial correto é mais cranial, ao nível do estômago e da veia porta esquerda. A inclusão dos rins indica um corte mais baixo, que não corresponde ao nível padronizado para a CA, resultando em medida incorreta.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A CA não deve incluir o diafragma nem o coração. Essas estruturas estão em um plano mais cranial (tórax fetal). O corte para a CA deve ser obtido no abdome superior, abaixo do diafragma, e a inclusão dessas estruturas desloca o plano para cima, invalidando a medida.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A medida da CA é feita no plano axial (transverso), e não no plano sagital. O plano sagital é utilizado para outras medidas, como o comprimento do fêmur ou a avaliação da coluna, mas não para a circunferência abdominal.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A presença do estômago é um dos critérios de validação do corte correto, e não um fator que invalida a medida. A bolha gástrica, juntamente com a veia porta esquerda, confirma que o plano está no nível adequado do abdome fetal.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A medida deve ser realizada no plano axial do abdome fetal, ao nível da veia porta esquerda e do estômago. Essas são as referências anatômicas clássicas que garantem um corte padronizado e reprodutível, essencial para a acurácia da medida e para a avaliação do crescimento fetal.