Questão de Português — Sintaxe — FUNDATEC 2026
- Código
- qg685168
- Banca
- FUNDATEC
- Órgão
- IFC-SC
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Engenheiro Agrônomo

- AComplemento nominal.
- BObjeto direto.
- CObjeto indireto.
- DSujeito.
- EAposto.

GabaritoA — Complemento nominal.
Gabarito: letra A. A oração sublinhada "de que estou em outro planeta" exerce a função de complemento nominal, pois completa o sentido do substantivo abstrato "impressão", que exige um complemento preposicionado. A prova está no próprio trecho: "A primeira impressão é a de que estou em outro planeta" — a preposição "de" rege o complemento, e a oração introduzida por "que" pode ser substituída por "disso", confirmando a função de complemento nominal.
Para resolver, é preciso identificar o termo que a oração completa. No trecho, a oração sublinhada não complementa um verbo, mas sim o substantivo "impressão". Vejamos a análise:
"A primeira impressão" — sujeito da oração principal.
"é" — verbo de ligação.
"a de que estou em outro planeta" — predicativo do sujeito, cujo núcleo é o pronome demonstrativo "a" (retomando "impressão"), e a oração "de que estou em outro planeta" é complemento nominal desse núcleo.
A oração sublinhada é uma oração subordinada substantiva completiva nominal, pois completa o sentido de um nome ("impressão") que exige preposição. A substituição por "disso" confirma: "A primeira impressão é a disso" — "disso" = "de que estou em outro planeta".
A oração "de que estou em outro planeta" completa o sentido do substantivo abstrato "impressão", que exige complemento preposicionado. A preposição "de" é regida pelo nome, não pelo verbo. Por isso, a função é de complemento nominal. A substituição por "disso" comprova: "A primeira impressão é a disso".
Objeto direto é o complemento de um verbo transitivo direto, sem preposição. No trecho, a oração não complementa verbo algum — complementa o substantivo "impressão". Além disso, há preposição "de", o que afasta o objeto direto. A alternativa confunde complemento nominal com objeto direto, trocando o termo regente (nome por verbo).
Objeto indireto é o complemento de um verbo transitivo indireto, com preposição. Aqui, a oração não se liga a verbo, mas a um nome. A alternativa extrapola a noção de complemento verbal para um contexto nominal, o que é incorreto.
Sujeito é o termo sobre o qual se declara algo. No trecho, o sujeito é "A primeira impressão". A oração sublinhada não exerce essa função — ela integra o predicativo do sujeito. A alternativa contradiz a estrutura sintática do período.
Aposto é um termo que explica ou especifica outro, geralmente entre vírgulas ou após dois-pontos. A oração sublinhada não está isolada por vírgulas nem explica diretamente um termo; ela é exigida pelo nome "impressão". A alternativa tangencia o conceito de aposto, mas a relação é de complementação, não de explicação.
A banca explora a confusão entre complemento nominal e objeto indireto. A presença da preposição "de" pode levar o candidato a pensar em objeto indireto, mas o termo regente é um nome ("impressão"), não um verbo. Desconfie de preposição + nome abstrato: isso indica complemento nominal.
Para diferenciar complemento nominal de objeto indireto, pergunte: o termo completa um verbo (objeto) ou um nome (complemento nominal)? Se for nome, é complemento nominal. Teste com "disso": se couber, é complemento nominal.
Gabarito: letra A.
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