Questão de Matemática — Análise Combinatória em Matemática — FUNDATEC 2026
- Código
- qg685184
- Banca
- FUNDATEC
- Órgão
- IFC-SC
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor EBTT - Educação Matemática
- A13/14
- B1/14
- C7/14
- D9/14
- E11/14
GabaritoA — 13/14
Gabarito: letra A — a conta chega a 13/14 (alternativa A).
A paridade de um produto é determinada pela presença de qualquer fator par: se ao menos um dos números for par, o produto é par; o produto só é ímpar quando todos os fatores são ímpares. Como há 4 ímpares e 4 pares entre 1 e 8, o evento 'produto ímpar' é mais fácil de calcular diretamente, pois exige que os três sorteados sejam ímpares. Em problemas de probabilidade, quando o evento desejado tem muitos casos, muitas vezes é mais simples calcular a probabilidade do evento complementar (o que não queremos) e subtrair de 1. Nesta questão, o evento complementar é 'produto ímpar', que tem apenas um caminho: os três números sorteados serem ímpares. Por isso, calculamos essa probabilidade e depois usamos o complemento para achar a probabilidade pedida.
8 fichas numeradas de 1 a 8
retira 3 fichas sem reposição
números ímpares de 1 a 8: 4 (1, 3, 5, 7)
números pares de 1 a 8: 4 (2, 4, 6, 8)
O que queremos: a probabilidade de o produto dos três números sorteados ser par
Para que o produto seja ímpar, todos os três números sorteados precisam ser ímpares. Começamos pelo primeiro sorteio: entre as 8 fichas, 4 são ímpares, então a chance de tirar uma ímpar é 4 em 8.
Por que esta fórmula: A probabilidade de um evento é o número de casos favoráveis dividido pelo número de casos possíveis. Aqui, casos favoráveis = 4 ímpares, casos possíveis = 8 fichas.
De onde vem cada valor: = enunciado: há 4 números ímpares de 1 a 8 · = enunciado: há 8 fichas no total
Esquecer que a retirada é sem reposição e manter o denominador 8 nos sorteios seguintes.
Como a retirada é sem reposição, após o primeiro sorteio restam 7 fichas, e se a primeira foi ímpar, restam 3 ímpares. A probabilidade de a segunda também ser ímpar é 3 em 7.
Por que esta fórmula: Novamente, casos favoráveis (3 ímpares restantes) sobre casos possíveis (7 fichas restantes).
De onde vem cada valor: = passo 1: após tirar um ímpar, restam 3 ímpares · = passo 1: após tirar uma ficha, restam 7 fichas
Usar 4/7, esquecendo que já saiu um ímpar.
Após dois sorteios sem reposição, restam 6 fichas, e se as duas primeiras foram ímpares, restam 2 ímpares. A probabilidade de a terceira ser ímpar é 2 em 6.
Por que esta fórmula: Casos favoráveis (2 ímpares restantes) sobre casos possíveis (6 fichas restantes).
De onde vem cada valor: = passo 2: após tirar dois ímpares, restam 2 ímpares · = passo 2: após tirar duas fichas, restam 6 fichas
Simplificar 2/6 para 1/3 e depois esquecer de multiplicar com as anteriores.
Para que os três números sejam ímpares, os três eventos precisam acontecer em sequência. Como cada sorteio depende do anterior (sem reposição), multiplicamos as probabilidades de cada etapa.
Por que esta fórmula: A probabilidade de eventos dependentes em sequência é o produto das probabilidades de cada etapa, pois cada uma já considera o que aconteceu antes.
De onde vem cada valor: = passo 1: 4/8 · = passo 2: 3/7 · = passo 3: 2/6
Somar as probabilidades em vez de multiplicar, ou simplificar incorretamente (ex.: 4/8 = 1/2, 3/7, 2/6 = 1/3, produto = 1/14).
O evento 'produto par' é o complemento de 'produto ímpar', ou seja, tudo o que não é ímpar. Como a probabilidade total é 1, subtraímos a probabilidade de ser ímpar de 1 para obter a probabilidade de ser par.
Por que esta fórmula: A probabilidade do complemento de um evento A é 1 - P(A). Aqui, A é 'produto ímpar', cuja probabilidade calculamos no passo 4.
De onde vem cada valor: = probabilidade total (sempre 1) · = passo 4: 1/14
Esquecer de subtrair de 1 e marcar a alternativa B (1/14).
Resposta: 13/14 (alternativa A)
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