Questão de Legislação Federal — Legislação de Universidades e Institutos Federais — FUNDATEC 2026
Legislação Federal›Legislação de Universidades e Institutos Federais
Código
qg685227
Banca
FUNDATEC
Órgão
IFC-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Professor EBTT - Engenharia Agrícola
Um docente EBTT de um IF, ao elaborar seu Plano Individual de Trabalho (PIT) semestral, distribui sua carga horária da seguinte forma: 80% para atividades de ensino em sala de aula, 10% para orientação de TCCs e 10% para participação em eventos científicos como ouvinte. Ao apresentar o PIT ao Departamento de Ensino, a coordenação pedagógica questiona a ausência de projetos de pesquisa e extensão formalmente cadastrados. O docente argumenta que suas atividades de ensino já incorporam elementos de pesquisa e extensão de forma implícita, tornando desnecessário o cadastramento formal. Considerando o princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão nos IFs, previsto na Lei nº 11.892/2008 e nas diretrizes institucionais, assinale a alternativa correta.
AO argumento do docente é juridicamente válido, pois a Lei nº 11.892/2008 não exige o cadastramento formal de projetos de pesquisa e extensão, bastando que o docente demonstre, no relatório anual de atividades, que desenvolveu essas dimensões de forma integrada ao ensino.
BA coordenação pedagógica age corretamente ao questionar o PIT, pois a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão nos IFs pressupõe a articulação intencional e planejada dessas três dimensões, o que implica o desenvolvimento de projetos formalmente institucionalizados e registrados nos sistemas acadêmicos da instituição.
CA participação em eventos científicos como ouvinte equivale ao desenvolvimento de pesquisa institucional, razão pela qual o PIT está adequadamente estruturado, atendendo ao princípio da indissociabilidade sem necessidade de ajustes.
DO princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão aplica-se exclusivamente aos IFs que ofertam cursos de pós-graduação stricto sensu, não sendo exigível de docentes que atuam apenas no ensino médio integrado ou na graduação tecnológica.
EO PIT está adequado à legislação federal, pois a carga horária de ensino pode representar até 100% das atividades docentes nos IFs, sendo a pesquisa e a extensão atividades complementares de adesão voluntária, sem obrigatoriedade institucional.
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GabaritoB — A coordenação pedagógica age corretamente ao questionar o PIT, pois a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão nos IFs pressupõe a articulação intencional e planejada dessas três dimensões, o que implica o desenvolvimento de projetos formalmente institucionalizados e registrados nos sistemas acadêmicos da instituição.
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Princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão nos Institutos Federais
Gabarito: letra B. A coordenação pedagógica age corretamente ao questionar o Plano Individual de Trabalho (PIT) do docente, pois o princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, previsto no art. 207 da Constituição Federal e reiterado pela Lei nº 11.892/2008 para os Institutos Federais, exige articulação intencional e planejada das três dimensões, com projetos formalmente institucionalizados e registrados nos sistemas acadêmicos. A mera alegação de integração implícita não atende a esse requisito.
A questão aborda um equívoco comum: confundir a indissociabilidade com uma integração meramente conceitual ou didática, quando, na verdade, a lei e as diretrizes institucionais exigem planejamento e execução explícitos de atividades de pesquisa e extensão. O PIT deve refletir essa articulação de forma concreta, com carga horária e projetos específicos.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o argumento do docente é juridicamente válido e que a Lei nº 11.892/2008 não exige cadastramento formal de projetos, bastando demonstração no relatório anual. Isso é falso. A lei exige que os Institutos Federais atuem de forma integrada, mas a integração só se efetiva com planejamento explícito. O relatório anual não substitui o registro prévio e intencional no PIT. A ausência de formalização inviabiliza o planejamento institucional e a própria materialização do princípio.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A coordenação pedagógica age corretamente. Como dito na abertura, a indissociabilidade pressupõe articulação intencional e planejada, o que inclui a formalização de projetos de pesquisa e extensão nos sistemas acadêmicos. O docente deve distribuir sua carga horária de modo a contemplar essas atividades de forma explícita e institucionalizada.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Equipara a participação em eventos científicos como ouvinte ao desenvolvimento de pesquisa institucional. Não é equivalente. Participar como ouvinte é uma atividade de formação pessoal ou atualização, mas não configura produção ou execução de pesquisa formal. A indissociabilidade exige que o docente desenvolva projetos de pesquisa e extensão registrados, não apenas assista a eventos.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Tenta restringir a aplicação do princípio da indissociabilidade apenas aos Institutos Federais que ofertam pós-graduação stricto sensu. Não há essa limitação legal. O princípio é expresso no art. 207 da CF (aplicável a todas as universidades) e se estende a todos os IFs independentemente dos níveis de ensino ofertados. A Lei nº 11.892/2008, ao criar os IFs, estabelece sua finalidade de ofertar educação profissional e tecnológica integrando ensino, pesquisa e extensão em todos os níveis.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Alega que a carga horária de ensino pode representar até 100% das atividades docentes, sendo pesquisa e extensão atividades complementares voluntárias. Isso contraria o princípio da indissociabilidade. Os IFs são instituições que, por lei, devem integrar as três atividades de forma obrigatória. A carga horária docente deve distribuir-se equilibradamente entre ensino, pesquisa e extensão, conforme as diretrizes institucionais e o plano de trabalho da instituição.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre a integração pedagógica (que ocorre naturalmente) e a exigência formal de planejamento. O docente pensa que basta afirmar que o ensino já contém pesquisa e extensão, mas a lei e as diretrizes institucionais exigem que essas atividades sejam planejadas, registradas e executadas como projetos autônomos e institucionalizados. Fique atento: a indissociabilidade não é um mero discurso, mas um princípio que se materializa em ações concretas no PIT.
Gabarito: letra B — a única alternativa que reconhece a necessidade de formalização e planejamento expresso das atividades de pesquisa e extensão.