Questão de Administração Pública — Gestão de Politicas Públicas — FUNDATEC 2026
Administração Pública›Gestão de Politicas Públicas
Código
qg685577
Banca
FUNDATEC
Órgão
IFC-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Professor EBTT - Defesa Civil
Um docente do IF é designado para coordenar a expansão do Curso Técnico em Proteção e Defesa Civil para novos campi localizados em regiões com vulnerabilidades geológicas e hidrometeorológicas distintas. O projeto deve estar alinhado ao PN-PDC 2025-2035, que prevê a capacitação continuada e o comportamento de prevenção como eixos transversais de resiliência nacional. O cenário geral é descrito a seguir:1. Cenário pedagógico: a necessidade de implementar a avaliação por competências e o uso de simulações e exercícios operacionais (simulados) integrados à comunidade local. 2. Cenário institucional: a exigência de que o curso não seja apenas uma entrega de sala de aula, mas um hub de apoio técnico e científico aos setores de Proteção e Defesa Civil municipais da região, integrando ensino, pesquisa e extensão (Nexus).3. Dilema de gestão: como estruturar a expansão do curso para que ele atue simultaneamente na formação técnica de excelência e na assessoria científica à gestão de riscos local, respeitando a autonomia dos entes federativos e as normas da EPT.Considerando os fundamentos da EPT e os estudos de Beppler et al. (2024) sobre a atuação dos IFs, qual é a estratégia de expansão mais robusta e tecnicamente correta?
AFocar a teoria em sala de aula para garantir o cumprimento da carga horária mínima exigida, deixando as atividades práticas e a integração com a comunidade para uma fase posterior, de pós-graduação.
BPropor que o curso técnico substitua integralmente as funções das Defesas Civis municipais da região, assumindo a responsabilidade administrativa e técnica pelas interdições e obras de contenção, visando otimizar os recursos públicos federais em detrimento da autonomia municipal.
CAdotar um modelo de ensino puramente focado em softwares de geoprocessamento (SIG), eliminando as visitas de campo e o contato com as comunidades para priorizar a transformação digital e a produção de mapas estéticos para publicação acadêmica, independentemente da utilidade prática para a gestão local.
DEstruturar o curso utilizando a metodologia de Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL) aplicada a diagnósticos reais de vulnerabilidade da região, transformando-o em um polo de suporte técnico aos municípios através de projetos de extensão que auxiliem na elaboração de planos de contingência e no mapeamento colaborativo de riscos.
ELimitar a expansão do curso técnico a municípios que já possuam 100% de resiliência e ausência de riscos, garantindo que os alunos não enfrentem dilemas éticos ou técnicos complexos durante sua formação profissional inicial.
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GabaritoD — Estruturar o curso utilizando a metodologia de Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL) aplicada a diagnósticos reais de vulnerabilidade da região, transformando-o em um polo de suporte técnico aos municípios através de projetos de extensão que auxiliem na elaboração de planos de contingência e no mapeamento colaborativo de riscos.
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Expansão de Curso Técnico em Proteção e Defesa Civil nos IFs
Gabarito: letra D. A alternativa que propõe a estruturação do curso com Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL) aplicada a diagnósticos reais de vulnerabilidade, integrando projetos de extensão como suporte técnico aos municípios, é a mais robusta e tecnicamente correta, pois alinha-se aos eixos transversais do PN-PDC 2025-2035 (capacitação continuada e prevenção), à avaliação por competências, ao uso de simulações, e à atuação como hub de apoio técnico-científico, respeitando a autonomia dos entes federativos e as normas da Educação Profissional e Tecnológica (EPT).
A banca testa a capacidade de articular os fundamentos da EPT — integração entre ensino, pesquisa e extensão, formação baseada em competências e compromisso social — com a realidade da gestão de riscos e a parceria com os municípios. A alternativa D materializa esse nexus: utiliza metodologia ativa (PBL) sobre problemas reais, gera produtos úteis para a defesa civil local (planos de contingência, mapeamento colaborativo) e fortalece a resiliência sem substituir o ente municipal.
Alternativa
Proposta Central
Alinhamento com PN-PDC 2025-2035
Integração Ensino-Pesquisa-Extensão
Respeito à Autonomia Municipal
Metodologia Pedagógica
A
Foco em teoria em sala de aula; prática postergada para pós-graduação
❌ Ignora eixos transversais (prevenção e capacitação continuada)
❌ Fragmenta ensino e extensão
✅ Não interfere
❌ Tradicional, sem simulações
B
Curso técnico substitui funções das Defesas Civis municipais
❌ Desalinhado (foco em substituição, não em parceria)
❌ Extrapola atribuições do IF
❌ Viola autonomia municipal
❌ Inadequada
C
Ensino puramente digital (SIG); elimina visitas de campo
❌ Ignora simulações e diagnóstico participativo
❌ Desconectado da realidade local
✅ Não interfere
❌ Tecnicista, sem prática comunitária
D
Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL) com diagnósticos reais e projetos de extensão
✅ Alinhado (prevenção, capacitação continuada)
✅ Integra ensino, pesquisa e extensão (Nexus)
✅ Parceria, sem substituição
✅ Ativa, baseada em competências
E
Expansão limitada a municípios sem riscos
❌ Contraria princípio de prevenção e resiliência
❌ Inviabiliza formação prática
✅ Não interfere
❌ Restritiva e irrealista
Alternativa A — ❌ Incorreta
A proposta de focar a teoria em sala de aula e postergar atividades práticas e integração comunitária para a pós-graduação contraria a essência da EPT, que exige articulação imediata entre teoria e prática, e ignora a necessidade de simulações e contato com a comunidade desde a formação inicial. Além disso, desrespeita o caráter transversal da prevenção previsto no PN-PDC.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Pretender que o curso técnico substitua integralmente as funções das Defesas Civis municipais viola o princípio federativo da autonomia municipal e extrapola as atribuições de um instituto federal — que deve atuar como parceiro técnico-científico, não como executor de competências constitucionais dos municípios (art. 144, §5º, CF). A proposta também é irrealista e ilegal.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Adotar modelo puramente focado em softwares de geoprocessamento, eliminando visitas de campo e contato com comunidades, vai de encontro à metodologia de simulações e à necessidade de diagnóstico participativo. A produção de mapas estéticos para publicação acadêmica, sem utilidade prática para a gestão local, não atende ao objetivo de hub de apoio técnico nem aos eixos de prevenção e capacitação continuada.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL) é metodologia ativa que coloca os alunos diante de desafios reais, desenvolvendo competências técnicas e transversais. Ao aplicar PBL a diagnósticos reais de vulnerabilidade da região e transformar o curso em polo de suporte técnico via projetos de extensão — auxiliando na elaboração de planos de contingência e mapeamento colaborativo — a estratégia atende simultaneamente: (i) a avaliação por competências; (ii) a integração com a comunidade por meio de simulações; (iii) a função de hub de apoio técnico-científico; (iv) o respeito à autonomia municipal (apoio, não substituição); e (v) os eixos transversais do PN-PDC 2025-2035.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Limitar a expansão a municípios com 100% de resiliência e ausência de riscos é inviável (tal condição não existe) e contraria a própria razão de ser do curso, que é formar profissionais para atuar em contextos de vulnerabilidade. Além disso, evitar dilemas éticos e técnicos durante a formação empobrece o aprendizado e desrespeita o princípio da educação profissional contextualizada.
PEGA ESSA DICA!
Em questões sobre expansão de cursos técnicos nos IFs, lembre-se do tripé ensino-pesquisa-extensão e da metodologia de projetos/ PBL como forma de integrar teoria e prática, formar por competências e gerar impacto social — exatamente o que a alternativa D explora. A banca costuma premiar soluções que respeitam a autonomia dos entes e propõem parcerias, nunca substituições de competências.