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Questão de Administração Pública — Gestão de Politicas Públicas — FUNDATEC 2026

Administração PúblicaGestão de Politicas Públicas
Código
qg685584
Banca
FUNDATEC
Órgão
IFC-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Professor EBTT - Defesa Civil
O PN-PDC 2025-2035 eleva a Educação para Redução de Riscos e Desastres (ERRD) a um eixo estruturante para a construção de comunidades mais seguras e resilientes. Nesse contexto, o técnico em Defesa Civil emerge como um agente catalisador, cuja atuação é vital para a transposição teórico-prática da resiliência. Considerando a complexidade dessa articulação, assinale a alternativa que expressa corretamente o conceito de resiliência comunitária sob a ótica da gestão integrada de riscos e desastres e o papel estratégico do técnico em Defesa Civil.
  1. AA resiliência comunitária se manifesta primariamente na capacidade de um Município de mobilizar recursos emergenciais pós-desastre, permitindo a rápida reconstrução de infraestruturas, independentemente da reavaliação das vulnerabilidades preexistentes, com o técnico em Defesa Civil atuando na coordenação logística da resposta imediata.
  2. BA resiliência corresponde a uma característica de determinadas populações, sendo muito difícil desenvolvê-la por meio de processos educativos formais ou informais, o que minimiza o impacto da ERRD e restringe o papel do técnico em Defesa Civil à compilação de dados históricos de desastres.
  3. CA resiliência implica autonomia total da comunidade na gestão de seus riscos, dispensando a atuação do Estado nas ações de proteção e defesa civil e limitando o técnico em Defesa Civil a um papel de consultor externo, sem poder de intervenção direta no planejamento territorial.
  4. DO conceito de resiliência foi substituído por abordagens que enfatizam a aceitação dos riscos ambientais como fenômenos inevitáveis e incontroláveis, deslocando o foco da prevenção para a mera adaptação passiva e relegando ao técnico em Defesa Civil a função de comunicador de alertas.
  5. EA resiliência comunitária é a capacidade de um sistema, comunidade ou sociedade exposta a riscos de resistir, absorver, adaptar-se e recuperar-se dos efeitos de um desastre de forma eficaz e em tempo adequado, preservando suas funções essenciais por meio de preparação, adaptação e aprendizagem contínua, sendo o técnico em Defesa Civil o profissional habilitado para articular a ERRD, mapear vulnerabilidades, integrar o planejamento territorial e fomentar a governança de riscos, transformando a cultura reativa em proativa.
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GabaritoE — A resiliência comunitária é a capacidade de um sistema, comunidade ou sociedade exposta a riscos de resistir, absorver, adaptar-se e recuperar-se dos efeitos de um desastre de forma eficaz e em tempo adequado, preservando suas funções essenciais por meio de preparação, adaptação e aprendizagem contínua, sendo o técnico em Defesa Civil o profissional habilitado para articular a ERRD, mapear vulnerabilidades, integrar o planejamento territorial e fomentar a governança de riscos, transformando a cultura reativa em proativa.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Resiliência comunitária e o papel do técnico em Defesa Civil

Gabarito: letra E. A resiliência comunitária é a capacidade de um sistema, comunidade ou sociedade exposta a riscos de resistir, absorver, adaptar-se e recuperar-se dos efeitos de um desastre de forma eficaz e em tempo adequado, preservando suas funções essenciais por meio de preparação, adaptação e aprendizagem contínua. O técnico em Defesa Civil é o profissional habilitado para articular a Educação para Redução de Riscos e Desastres (ERRD), mapear vulnerabilidades, integrar o planejamento territorial e fomentar a governança de riscos, transformando a cultura reativa em proativa. Essa é a definição que a alternativa E expressa com precisão, alinhada à Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (Lei nº 12.608/2012) e ao Marco de Sendai para a Redução do Risco de Desastres.

A resiliência, no contexto da gestão integrada de riscos e desastres, não é um atributo estático ou inato de algumas populações, nem se resume à capacidade de resposta emergencial. Ela é um processo dinâmico e contínuo que envolve o fortalecimento das capacidades de uma comunidade para enfrentar adversidades, aprender com elas e se transformar. A ERRD, nesse sentido, é um eixo estruturante porque atua na raiz do problema: a construção de uma cultura de prevenção e de conhecimento sobre os riscos, que permite à comunidade agir antes, durante e depois do desastre. O técnico em Defesa Civil, por sua vez, é o elo entre o conhecimento técnico-científico e a realidade local, atuando na articulação de políticas públicas, na mobilização social e na integração da gestão de riscos ao planejamento territorial.

A banca explora a confusão entre o conceito de resiliência e outras ideias relacionadas, como a simples capacidade de resposta, a inevitabilidade dos riscos ou a autonomia total da comunidade. A alternativa correta, por outro lado, sintetiza os elementos essenciais do conceito: resistir, absorver, adaptar-se e recuperar-se, preservando as funções essenciais, por meio de preparação, adaptação e aprendizagem contínua. É essa visão sistêmica e proativa que a gestão integrada de riscos e desastres busca implementar.

Alternativa A — ❌ Incorreta

O erro está em reduzir a resiliência à capacidade de mobilizar recursos emergenciais pós-desastre e reconstruir infraestruturas, "independentemente da reavaliação das vulnerabilidades preexistentes". A resiliência, ao contrário, exige justamente a reavaliação das vulnerabilidades para que a reconstrução não repita os mesmos erros. O técnico em Defesa Civil não atua apenas na coordenação logística da resposta imediata; sua atuação é estratégica e preventiva, envolvendo mapeamento de riscos, educação e planejamento.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que a resiliência é uma característica de determinadas populações e que é "muito difícil desenvolvê-la por meio de processos educativos formais ou informais". Isso contraria o próprio fundamento da ERRD, que parte do pressuposto de que a resiliência pode e deve ser desenvolvida por meio da educação. A alternativa também restringe o papel do técnico em Defesa Civil à "compilação de dados históricos de desastres", ignorando sua função de articulador, educador e planejador.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa defende a "autonomia total da comunidade na gestão de seus riscos, dispensando a atuação do Estado". Isso é um equívoco: a gestão de riscos e desastres é uma responsabilidade compartilhada entre Estado e sociedade, conforme a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil. A atuação do técnico em Defesa Civil não se limita a um papel de consultor externo; ele é um agente público com poder de intervenção no planejamento territorial e na articulação de políticas.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que o conceito de resiliência foi substituído por abordagens que enfatizam a aceitação dos riscos como fenômenos inevitáveis e incontroláveis. Isso é falso: a resiliência continua sendo um conceito central, e a abordagem atual busca justamente superar a mera adaptação passiva, promovendo a prevenção e a redução de riscos. O técnico em Defesa Civil não é apenas um "comunicador de alertas"; ele atua na gestão integrada, na educação e no planejamento.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa E expressa corretamente o conceito de resiliência comunitária, abrangendo todos os seus elementos essenciais: resistir, absorver, adaptar-se e recuperar-se, preservando as funções essenciais por meio de preparação, adaptação e aprendizagem contínua. Além disso, descreve com precisão o papel estratégico do técnico em Defesa Civil: articular a ERRD, mapear vulnerabilidades, integrar o planejamento territorial e fomentar a governança de riscos, transformando a cultura reativa em proativa. Essa é a visão da gestão integrada de riscos e desastres, que busca construir comunidades mais seguras e resilientes.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre resiliência e outros conceitos relacionados. A alternativa A troca a resiliência pela simples capacidade de resposta emergencial; a B a trata como característica inata; a C a confunde com autonomia total; e a D a substitui pela aceitação passiva dos riscos. A alternativa E, por outro lado, sintetiza o conceito completo, com todos os seus elementos e o papel estratégico do técnico. Fique atento a essas armadilhas: a resiliência é um processo dinâmico, proativo e compartilhado entre Estado e sociedade.

Gabarito: letra E

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