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Questão de Química — Teorias e Práticas para o Ensino de Química — FUNDATEC 2026

QuímicaTeorias e Práticas para o Ensino de Química
Código
qg686258
Banca
FUNDATEC
Órgão
IFC-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Professor EBTT - Química
Um professor de Química da Educação Profissional e Tecnológica (EPT) planeja uma aula sobre equilíbrio químico utilizando ensino por investigação, simulações digitais e atividade experimental. Sobre o tema, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.( ) O uso de situações-problema e a formulação de hipóteses pelos alunos são características centrais do ensino por investigação.( ) O termo investigação, no contexto educacional, é utilizado para atividades que exigem que os alunos pensem e façam escolhas sobre o que variar e o que medir.( ) A integração entre teoria, prática experimental e tecnologias digitais favorece a aprendizagem significativa e contextualizada.( ) Em propostas investigativas, intervenções do professor devem ocorrer apenas ao final da atividade, durante a sistematização, para não interferir no processo de construção do conhecimento.( ) No ensino por investigação, o professor atua como mediador do processo, e não apenas como transmissor de conteúdo.A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
  1. AF – F – V – V – F.
  2. BV – V – V – F – V.
  3. CV – V – F – V – V.
  4. DF – V – F – F – F.
  5. EV – F – V – F – F.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — V – V – V – F – V.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Ensino por investigação no ensino de Química

Gabarito: letra B — sequência V – V – V – F – V. O ensino por investigação coloca o aluno como protagonista: parte de situações-problema, exige formulação de hipóteses e tomada de decisões sobre o que variar e medir, integra teoria, prática e tecnologias, e reposiciona o professor como mediador — não como transmissor. A única assertiva falsa é a que limita a intervenção docente à etapa final, pois o professor deve intervir ao longo de todo o processo, orientando sem dirigir.

O ensino por investigação é uma abordagem didática em que o estudante é o centro do processo de aprendizagem. Em vez de receber um conteúdo pronto, ele é desafiado por uma situação-problema, levanta hipóteses, planeja e executa procedimentos, coleta e analisa dados e, ao final, sistematiza conclusões. Essa metodologia se opõe ao modelo tradicional de aula expositiva, em que o professor apenas transmite informações e o aluno as memoriza. A ideia central é desenvolver a autonomia intelectual e o letramento científico, aproximando o estudante do modo como a ciência realmente é construída.

A regra que rege essa abordagem vem das orientações curriculares nacionais, como os PCN+ e a BNCC, que defendem um ensino de Química contextualizado, interdisciplinar e voltado para a formação de cidadãos críticos. O professor, nesse cenário, deixa de ser a única fonte de conhecimento e passa a ser um mediador: ele problematiza, provoca, questiona e apoia, mas não entrega as respostas prontas. O aluno, por sua vez, é chamado a participar ativamente, a tomar decisões e a construir seu próprio entendimento — o que exige do docente uma intervenção constante e qualificada, e não apenas no momento final.

Na prática, uma aula investigativa sobre equilíbrio químico poderia começar com uma pergunta desafiadora — por exemplo, "o que acontece com a cor de uma solução de indicador quando mudamos a concentração de um dos reagentes?" — e os alunos, em grupos, levantariam hipóteses, escolheriam as variáveis a controlar, realizariam o experimento ou a simulação digital, coletariam dados e, ao final, discutiriam os resultados com o professor. A integração entre teoria, prática experimental e tecnologias digitais é exatamente o que favorece uma aprendizagem significativa e contextualizada, pois conecta o saber escolar ao mundo real e ao modo como a ciência opera.

A distinção que importa aqui é entre o papel do professor no ensino tradicional e no ensino por investigação. No tradicional, o professor é transmissor; no investigativo, é mediador. Essa diferença é o critério que separa as assertivas verdadeiras das falsas: qualquer afirmação que reduza o professor a um papel passivo ou que limite sua atuação a um único momento da atividade contraria a essência da abordagem investigativa.

A pegadinha da banca está na quarta assertiva, que parece plausível à primeira vista — "intervenções apenas ao final" — mas que contradiz frontalmente o princípio da mediação contínua. O professor deve intervir durante todo o processo, orientando sem dirigir, para que o aluno construa o conhecimento com autonomia, mas com o suporte necessário. Guarde essa fronteira: mediação contínua ≠ ausência de intervenção. É exatamente nela que as alternativas se dividem.

1Aluno
Protagonista
Situação-problema
Hipóteses
Escolhe o que variar/medir
2Professor
Mediador contínuo
Mero transmissor
Intervém só no final
3Recursos
Teoria
Prática experimental
Simulações digitais
Ensino por investigação
LEVELsoulevel.com.br
Ensino por investigação: Aluno (Protagonista, Situação-problema, Hipóteses, Escolhe o que variar/medir); Professor (Mediador contínuo, Mero transmissor, Intervém só no final); Recursos (Teoria, Prática experimental, Simulações digitais)

Assertiva 1 — ✅ Verdadeira

O uso de situações-problema e a formulação de hipóteses pelos alunos são, de fato, características centrais do ensino por investigação. A abordagem investigativa parte de um problema desafiador que motiva o estudante a levantar hipóteses, planejar procedimentos e buscar soluções — é o que diferencia essa metodologia da simples transmissão de conteúdo. O material de apoio reforça que as atividades devem possibilitar "a formulação de indagações e estratégias para respondê-las", o que confirma a assertiva.

Assertiva 2 — ✅ Verdadeira

O termo investigação, no contexto educacional, é utilizado para atividades que exigem que os alunos pensem e façam escolhas sobre o que variar e o que medir. Isso está diretamente ligado ao controle de variáveis, uma habilidade essencial do trabalho científico. O aluno não segue um roteiro fechado; ele decide quais variáveis manipular, quais manter constantes e quais medir, exercitando o raciocínio investigativo. O material de apoio menciona a "seleção de materiais, instrumentos e procedimentos adequados", o que corrobora a assertiva.

Assertiva 3 — ✅ Verdadeira

A integração entre teoria, prática experimental e tecnologias digitais favorece a aprendizagem significativa e contextualizada. A Química é uma ciência experimental, e sua estrutura teórica é construída com base em dados obtidos a partir de ensaios e testes. As simulações digitais, por sua vez, permitem visualizar processos microscópicos que seriam difíceis de observar diretamente, complementando a experimentação. O material de apoio destaca que "o uso do computador não é um mero modismo, pois ele alterou concretamente o ensino" e que as atividades práticas têm "uma dimensão de aprendizagem que nunca é plenamente coberta apenas com aulas expositivas". A assertiva está correta.

Assertiva 4 — ❌ Falsa

Esta é a assertiva que torna a alternativa B a correta. Afirmar que "intervenções do professor devem ocorrer apenas ao final da atividade, durante a sistematização" é um erro grave. O professor, no ensino por investigação, atua como mediador durante todo o processo — problematizando, questionando, oferecendo pistas e apoiando os alunos em suas dificuldades. O material de apoio é claro: "o professor não deve encaminhar o raciocínio do educando na primeira dificuldade", mas isso não significa ausência de intervenção; significa que a intervenção deve ser qualificada, no momento certo, para não tirar do aluno o protagonismo. A assertiva confunde "não dirigir" com "não intervir", o que é um equívoco conceitual.

Assertiva 5 — ✅ Verdadeira

No ensino por investigação, o professor atua como mediador do processo, e não apenas como transmissor de conteúdo. Essa é uma das ideias centrais da abordagem investigativa e está explicitamente defendida no material de apoio: "O professor, cada vez mais, deve ocupar o papel de mediador, e não mais de mero transmissor de informações. Mediador entre o aluno e a Química, entre o aluno e o seu próprio processo de ensino-aprendizagem." A assertiva está correta.

Conclusão: Corretas: 1, 2, 3 e 5 → portanto a alternativa é a letra B (V – V – V – F – V).

NÃO CAIA NESSA!

Para questões sobre ensino por investigação, lembre-se do tripé: aluno protagonista, professor mediador, atividade problematizadora. Qualquer assertiva que coloque o professor como mero transmissor, que limite sua atuação a um único momento ou que reduza o papel do aluno a receptor passivo está errada. Na prova, desconfie de afirmações com "apenas", "somente" ou "nunca" — elas costumam esconder a pegadinha, como na assertiva 4.

Gabarito: letra B

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