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Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — FUNDATEC 2026

MedicinaGinecologia e Obstetrícia
Código
qg686861
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Agudo - RS
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico Ginecologista Obstetra
Primigesta com 36 semanas de gestação e pré-eclâmpsia será submetida à cesariana. Nesse contexto, para orientar o procedimento anestésico, deve-se solicitar:
  1. ATP e TTPA.
  2. BCreatinina.
  3. CDosagem de plaquetas.
  4. DCoagulograma.
  5. ENível sérico de magnésio.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Dosagem de plaquetas.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Pré-eclâmpsia e avaliação pré-anestésica para cesariana

Gabarito: letra C. Em gestante com pré-eclâmpsia, a principal preocupação para o procedimento anestésico é o risco de trombocitopenia e suas implicações hemorrágicas, especialmente se houver indicação de anestesia regional (raquianestesia ou peridural). Por isso, a dosagem de plaquetas é o exame essencial a ser solicitado antes da cesariana. As demais opções (TP, TTPA, coagulograma, creatinina, magnésio) não são o exame de primeira linha para essa avaliação, embora possam ser úteis em contextos específicos.

A pré-eclâmpsia é uma síndrome específica da gestação, caracterizada por hipertensão arterial e disfunção de órgãos-alvo, geralmente após a 20ª semana. Entre as complicações hematológicas, destaca-se a plaquetopenia, que pode evoluir para a síndrome HELLP (hemólise, elevação de enzimas hepáticas e plaquetas baixas). A trombocitopenia na pré-eclâmpsia decorre do consumo de plaquetas na microcirculação, devido à ativação endotelial e à agregação plaquetária. Essa condição aumenta o risco de sangramento, tanto no parto quanto em procedimentos invasivos, como a anestesia regional.

A anestesia regional (raqui, peridural ou combinada) é contraindicada quando há plaquetopenia significativa, pois o risco de hematoma espinhal (compressão medular) aumenta. O valor de corte tradicionalmente aceito é de 70.000 a 100.000 plaquetas/mm³, abaixo do qual se prefere anestesia geral. Portanto, a contagem de plaquetas é o exame que orienta a escolha da técnica anestésica. O coagulograma (TP, TTPA) não é útil na avaliação de risco hemorrágico na pré-eclâmpsia, pois a coagulopatia nessa condição é primariamente plaquetária, e não por deficiência de fatores de coagulação. A creatinina avalia função renal, mas não interfere diretamente na decisão anestésica. O nível sérico de magnésio é monitorado durante o tratamento com sulfato de magnésio (para prevenção de eclâmpsia), mas não é o exame que orienta a anestesia.

Na prática, a conduta é: solicitar hemograma completo com contagem de plaquetas, além de função renal e hepática, para avaliar a gravidade da pré-eclâmpsia. Se a contagem de plaquetas estiver abaixo do limite seguro, opta-se por anestesia geral. A dosagem de plaquetas é, portanto, o exame mais diretamente relacionado à segurança do procedimento anestésico.

A pegadinha da questão está em confundir a avaliação da coagulação (TP, TTPA, coagulograma) com a avaliação plaquetária. Na pré-eclâmpsia, o problema não é a via extrínseca ou intrínseca da coagulação, mas sim a quantidade de plaquetas. O coagulograma não reflete a plaquetopenia, pois mede apenas os fatores de coagulação, não as plaquetas. Por isso, a dosagem de plaquetas é o exame correto.

Guarde essa distinção: na pré-eclâmpsia, o exame que decide a técnica anestésica é a contagem de plaquetas, não o coagulograma. É exatamente essa troca que a banca explora nas alternativas.

1Risco principal
Trombocitopenia
Hematoma espinhal (anestesia regional)
2Exame que orienta
Dosagem de plaquetas
Corte: 70.000–100.000/mm³
3Conduta
Plaquetas baixas → anestesia geral
Plaquetas normais → anestesia regional
4Exames que NÃO orientam
TP/TTPA (fatores de coagulação)
Coagulograma (não avalia plaquetas)
Creatinina (função renal)
Magnésio (monitora sulfato de magnésio)
Pré-eclâmpsia: avaliação pré-anestésica
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Pré-eclâmpsia: avaliação pré-anestésica: Risco principal (Trombocitopenia, Hematoma espinhal (anestesia regional)); Exame que orienta (Dosagem de plaquetas, Corte: 70.000–100.000/mm³); Conduta (Plaquetas baixas → anestesia geral, Plaquetas normais → anestesia regional); Exames que NÃO orientam (TP/TTPA (fatores de coagulação), Coagulograma (não avalia plaquetas), Creatinina (função renal), Magnésio (monitora sulfato de magnésio))

Alternativa A — ❌ Incorreta

O TP (tempo de protrombina) e o TTPA (tempo de tromboplastina parcial ativada) avaliam a via extrínseca e intrínseca da coagulação, respectivamente. Na pré-eclâmpsia, a coagulopatia é predominantemente plaquetária, e não por deficiência de fatores de coagulação. Portanto, TP e TTPA não são os exames que orientam a anestesia. Eles podem estar alterados em casos de coagulação intravascular disseminada (CIVD), mas não são solicitados rotineiramente para essa finalidade.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A creatinina avalia a função renal, que pode estar comprometida na pré-eclâmpsia (disfunção orgânica materna). No entanto, não é o exame que orienta a escolha da técnica anestésica. A creatinina é útil para avaliar a gravidade da doença e o risco de complicações renais, mas não interfere diretamente na decisão entre anestesia regional e geral.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A dosagem de plaquetas é o exame essencial na avaliação pré-anestésica da gestante com pré-eclâmpsia. A plaquetopenia é uma complicação frequente e pode contraindicar a anestesia regional, devido ao risco de hematoma espinhal. O valor de corte para segurança da anestesia regional é geralmente acima de 70.000–100.000 plaquetas/mm³. Portanto, a contagem de plaquetas é o exame que orienta a conduta anestésica.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O coagulograma (que inclui TP, TTPA e fibrinogênio) avalia a via extrínseca, intrínseca e comum da coagulação, mas não avalia a contagem de plaquetas. Na pré-eclâmpsia, a alteração mais relevante é a plaquetopenia, que não é detectada pelo coagulograma. Portanto, solicitar coagulograma não é a conduta adequada para orientar a anestesia.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O nível sérico de magnésio é monitorado durante o uso de sulfato de magnésio, utilizado para prevenção e tratamento de eclâmpsia. No entanto, não é o exame que orienta a escolha da técnica anestésica. A dosagem de magnésio é importante para evitar toxicidade, mas não tem relação direta com o risco hemorrágico ou com a decisão entre anestesia regional e geral.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta confundir a avaliação da coagulação (TP, TTPA, coagulograma) com a avaliação plaquetária. Na pré-eclâmpsia, o problema não é a via extrínseca ou intrínseca da coagulação, mas sim a quantidade de plaquetas. O coagulograma não reflete a plaquetopenia, pois mede apenas os fatores de coagulação, não as plaquetas. Por isso, a dosagem de plaquetas é o exame correto.

PEGA ESSA DICA!

Na pré-eclâmpsia, o exame que decide a técnica anestésica é a contagem de plaquetas, não o coagulograma. Lembre-se: plaquetas baixas → anestesia geral; plaquetas normais → anestesia regional. Essa é a lógica que a banca explora.

Gabarito: letra C

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