Sustentabilidade agrícola e ciclagem de nutrientes
Gabarito: letra D. A área A, com rotação de culturas, vegetação nativa e compostagem, tende a manter o solo mais fértil porque essas práticas favorecem a ciclagem de matéria orgânica e o retorno de nutrientes ao sistema, conforme os princípios de fluxo de matéria e energia em ecossistemas sustentáveis. A compostagem disponibiliza nutrientes gradualmente, e a diversidade de culturas reduz o esgotamento seletivo de nutrientes, promovendo a fertilidade a longo prazo.
A questão compara duas práticas agrícolas contrastantes, testando o entendimento sobre fluxo de energia, ciclagem de nutrientes, biodiversidade e sustentabilidade. A chave está em reconhecer que práticas que mantêm a diversidade e a matéria orgânica (compostagem, rotação) promovem a fertilidade e a resiliência do solo, enquanto o monocultivo com fertilizantes químicos tende a degradar o solo e depende de insumos externos.
Prática agrícola | Rotação de culturas | Vegetação nativa | Fertilização | Impacto na fertilidade do solo | Sustentabilidade |
|---|
Área A | Sim | Mantida (faixas entre talhões) | Compostagem orgânica | Favorece ciclagem de nutrientes e retorno de matéria orgânica | Alta (resiliência e equilíbrio) |
Área B | Não (monocultivo) | Removida | Fertilizantes químicos | Degradação do solo, dependência de insumos externos | Baixa (perda de biodiversidade e ciclagem) |
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a área B apresenta maior fluxo de energia porque o monocultivo simplifica as relações ecológicas. Na verdade, o fluxo de energia em um ecossistema é determinado pela produtividade primária líquida e pela eficiência de transferência entre níveis tróficos. O monocultivo pode até ter alta produtividade inicial, mas a simplificação reduz a estabilidade e a eficiência de longo prazo. Além disso, a energia não se "concentra" em menos níveis tróficos; a simplificação reduz a complexidade da teia alimentar, mas não necessariamente aumenta o fluxo total de energia. A área B, com remoção de vegetação nativa e dependência de fertilizantes, na verdade pode ter menor sustentabilidade energética a longo prazo, pois perde a reciclagem natural de nutrientes e depende de insumos externos.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que a remoção da vegetação nativa na área B aumenta a biodiversidade funcional. É o contrário: a remoção da vegetação nativa reduz drasticamente a biodiversidade, eliminando habitats, corredores ecológicos e fontes de predadores naturais. Isso diminui o controle biológico natural, favorecendo pragas. Portanto, a biodiversidade funcional é reduzida, não aumentada.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que a rotação de culturas na área A reduz a sustentabilidade porque diminui o número de produtores primários. Na verdade, a rotação de culturas mantém a cobertura do solo por diferentes espécies ao longo do ano, o que pode até aumentar a diversidade de produtores primários (diferentes culturas em épocas distintas). Isso não reduz o número de produtores primários; ao contrário, pode aumentar a produção total de biomassa e melhorar a saúde do solo. A rotação é uma prática sustentável que reduz a erosão, melhora a estrutura do solo e ajuda no controle de pragas e doenças.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A rotação de culturas e a compostagem são práticas que favorecem a ciclagem de matéria orgânica e o retorno de nutrientes ao solo. A compostagem transforma resíduos orgânicos em húmus, que libera nutrientes lentamente e melhora a capacidade de retenção de água e a estrutura do solo. A rotação de culturas evita o esgotamento de nutrientes específicos, pois diferentes plantas têm diferentes exigências e sistemas radiculares. Além disso, a manutenção de faixas de vegetação nativa contribui para a biodiversidade e para a proteção do solo. Tudo isso tende a manter o solo mais fértil a longo prazo, em contraste com a área B que depende apenas de fertilizantes químicos e remove a vegetação nativa.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que a dependência de fertilizantes químicos na área B garante ciclagem de matéria mais eficiente. Fertilizantes químicos fornecem nutrientes prontamente disponíveis, mas não promovem a ciclagem de matéria orgânica. A ciclagem eficiente depende de organismos decompositores (bactérias, fungos, minhocas) que transformam a matéria orgânica em nutrientes disponíveis. Sem a matéria orgânica (como a compostagem) e com a remoção da vegetação nativa, a atividade biológica do solo é reduzida, tornando a ciclagem menos eficiente. A área B depende de insumos externos e pode levar à degradação do solo, compactação e perda de fertilidade a longo prazo.
Conclusão: A prática sustentável da área A (rotação, compostagem, vegetação nativa) promove a fertilidade do solo por meio da ciclagem de nutrientes, enquanto as práticas da área B (monocultivo, remoção de vegetação, fertilizantes químicos) tendem a degradar o solo. Portanto, a alternativa D é a correta.