Questão de Medicina — Epidemiologia — FUNDATEC 2026
- Código
- qg687470
- Banca
- FUNDATEC
- Órgão
- Prefeitura de Araquari - SC
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico Clínico Geral
- A30%.
- B45%.
- C65%.
- D80%.
GabaritoC — 65%.
Gabarito: letra C — a conta chega a ≈ 65,9%, alternativa C.
O Teorema de Bayes é a regra que atualiza uma probabilidade inicial (pré-teste) quando chega uma nova evidência (o resultado do exame). A sensibilidade é a chance de o teste dar positivo em quem tem a doença; a especificidade é a chance de dar negativo em quem não tem. A probabilidade pós-teste é a chance revisada de o paciente estar doente depois de ver o resultado.
A razão de verossimilhança positiva (RV+) resume o quanto um resultado positivo favorece a doença: RV+ = sensibilidade / (1 − especificidade). Quanto maior a RV+, mais o teste positivo aumenta a chance de doença. Para aplicar, converte-se a probabilidade pré-teste em odds (chance = p/(1−p)), multiplica-se pela RV+ e converte-se de volta em probabilidade (p = odds/(1+odds)).
Esta questão pede exatamente essa atualização: com sensibilidade 90%, especificidade 80% e pré-teste 30%, precisamos calcular a probabilidade pós-teste positiva. O caminho mais direto é montar uma tabela com 1000 pessoas hipotéticas e contar quantos positivos são verdadeiros.
sensibilidade = 90%
especificidade = 80%
probabilidade pré-teste = 30%
resultado do teste = positivo
O que queremos: a probabilidade pós-teste de o paciente ter a doença, dado o resultado positivo
Para visualizar o problema, imaginamos 1000 pessoas que representam a população com a mesma prevalência (30%). Isso transforma porcentagens em contagens fáceis de manipular.
Por que esta fórmula: Não é fórmula, é uma escolha de amostra: 1000 é conveniente porque 30% de 1000 é 300, número inteiro.
Esquecer que a prevalência se aplica à população total, não aos doentes.
Dos 300 doentes, o teste positivo é dado pela sensibilidade: 90% deles terão resultado positivo. Esses são os verdadeiros positivos (VP).
Por que esta fórmula: Sensibilidade = VP / (doentes), então VP = sensibilidade × doentes.
De onde vem cada valor: = enunciado: 90% = 0,90 · = passo 1: 300
Usar 90 em vez de 0,90 — daria 27000.
Dos 700 não doentes, a especificidade de 80% significa que 80% terão teste negativo; os outros 20% terão teste positivo, e são os falsos positivos (FP).
Por que esta fórmula: FP = (1 − E) × não doentes, pois (1 − especificidade) é a taxa de falso positivo.
De onde vem cada valor: = enunciado: 80% = 0,80 · = passo 1: 700
Usar a especificidade diretamente (0,80 × 700 = 560) — isso dá os verdadeiros negativos, não os falsos positivos.
A probabilidade pós-teste é a chance de ser doente entre todos que tiveram resultado positivo. Para isso precisamos do total de positivos: verdadeiros + falsos.
Por que esta fórmula: Total de positivos = VP + FP.
De onde vem cada valor: = passo 2: 270 · = passo 3: 140
Esquecer de somar os falsos positivos — sem eles o denominador fica menor e a probabilidade superestimada.
A probabilidade pós-teste é a proporção de verdadeiros positivos entre todos os positivos: é o valor preditivo positivo.
Por que esta fórmula: P(pós) = VP / T_pos.
De onde vem cada valor: = passo 2: 270 · = passo 4: 410
Usar a sensibilidade (90%) como resposta — ela não considera os falsos positivos.
Resposta: ≈ 65,9%, alternativa C
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