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Questão de Medicina — Legislação da Saúde. SUS. — FUNDATEC 2026

MedicinaLegislação da Saúde. SUS.
Código
qg687474
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Araquari - SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico Clínico Geral
De acordo com a Portaria de Consolidação/MS nº 3/2017, quanto às ferramentas de microgestão dos serviços, as recomendações que orientam decisões assistenciais, de prevenção e promoção, como de organização de serviços para condições de saúde de relevância sanitária, elaboradas a partir da compreensão ampliada do processo saúde-doença, com foco na integralidade, incorporando as melhores evidências da clínica, da saúde coletiva, da gestão em saúde e da produção de autonomia são entendidas como:
  1. ADiretrizes clínicas.
  2. BAuditoria clínica.
  3. CEstratificação de risco.
  4. DGestão baseada em economia.
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GabaritoA — Diretrizes clínicas.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Ferramentas de microgestão dos serviços de saúde

Gabarito: letra A. A definição apresentada no enunciado — recomendações que orientam decisões assistenciais, de prevenção e promoção, e de organização de serviços, elaboradas a partir da compreensão ampliada do processo saúde-doença, com foco na integralidade e nas melhores evidências — corresponde exatamente ao conceito de diretrizes clínicas, conforme a Portaria de Consolidação/MS nº 3/2017. As demais alternativas (auditoria clínica, estratificação de risco e gestão baseada em economia) são ferramentas de microgestão, mas com finalidades distintas.

As diretrizes clínicas são documentos técnicos que sistematizam recomendações para a prática assistencial, baseadas em evidências científicas, com o objetivo de padronizar condutas e melhorar a qualidade do cuidado. Elas são construídas a partir de uma visão ampliada do processo saúde-doença, considerando não apenas a dimensão biológica, mas também os aspectos psicossociais, culturais e ambientais, e buscam promover a integralidade do cuidado, ou seja, a atenção que considera a pessoa como um todo, e não apenas a doença. Além disso, incorporam as melhores evidências da clínica, da saúde coletiva, da gestão em saúde e da produção de autonomia, ou seja, do empoderamento do paciente para o autocuidado.

A Portaria de Consolidação/MS nº 3/2017 consolida as normas sobre as Redes de Atenção à Saúde no âmbito do SUS, e nela estão definidas as ferramentas de microgestão, que incluem as diretrizes clínicas, a auditoria clínica, a estratificação de risco e a gestão baseada em evidências. Cada uma dessas ferramentas tem um papel específico na organização e qualificação dos serviços de saúde.

Para entender a questão, é fundamental distinguir essas ferramentas. A auditoria clínica é um processo sistemático de avaliação da qualidade do cuidado, que compara a prática assistencial com padrões preestabelecidos, identificando oportunidades de melhoria. A estratificação de risco é uma ferramenta que classifica os pacientes de acordo com o seu risco de desenvolver complicações ou agravos, permitindo direcionar recursos e intervenções para os casos mais graves. A gestão baseada em economia (ou gestão baseada em evidências) é uma abordagem que utiliza dados e evidências científicas para subsidiar a tomada de decisão gerencial, mas não se confunde com a elaboração de recomendações assistenciais.

A pegadinha da questão está em confundir diretrizes clínicas com outras ferramentas de microgestão, especialmente com a auditoria clínica, que também envolve a análise de evidências, mas com foco na avaliação da qualidade, e não na orientação de decisões assistenciais. O enunciado descreve exatamente o que são as diretrizes clínicas: recomendações que orientam decisões assistenciais, de prevenção e promoção, e de organização de serviços, elaboradas a partir da compreensão ampliada do processo saúde-doença, com foco na integralidade, incorporando as melhores evidências da clínica, da saúde coletiva, da gestão em saúde e da produção de autonomia.

Ferramentas de microgestão (Portaria MS nº 3/2017)
  • 1Diretrizes clínicas
    • Recomendações que orientam decisões assistenciais
    • Prevenção e promoção
    • Organização de serviços
    • Compreensão ampliada do processo saúde-doença
    • Foco na integralidade
    • Melhores evidências
      • clínica, saúde coletiva, gestão, autonomia
  • 2Auditoria clínica
    • Avalia qualidade do cuidado
    • Compara prática com padrões
  • 3Estratificação de risco
    • Classifica pacientes por risco
    • Direciona recursos e intervenções
  • 4Gestão baseada em evidências
    • Dados e evidências para decisão gerencial
    • Alocação de recursos e prioridades
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa A está correta porque define com precisão o conceito de diretrizes clínicas. Elas são, de fato, recomendações sistemáticas que orientam decisões assistenciais, de prevenção e promoção, e de organização de serviços para condições de saúde de relevância sanitária. São elaboradas a partir da compreensão ampliada do processo saúde-doença, com foco na integralidade, e incorporam as melhores evidências da clínica, da saúde coletiva, da gestão em saúde e da produção de autonomia. Essa definição está alinhada com o que estabelece a Portaria de Consolidação/MS nº 3/2017, que trata das ferramentas de microgestão dos serviços de saúde.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa B está incorreta porque auditoria clínica é um processo de avaliação sistemática da qualidade do cuidado, que compara a prática assistencial com padrões preestabelecidos, identificando desvios e oportunidades de melhoria. Ela não tem como objetivo principal orientar decisões assistenciais, mas sim avaliar e monitorar a qualidade do que já é feito. A auditoria clínica é uma ferramenta de gestão da qualidade, enquanto as diretrizes clínicas são instrumentos de padronização e orientação da prática.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa C está incorreta porque estratificação de risco é uma ferramenta que classifica os pacientes em diferentes níveis de risco (baixo, médio, alto) para determinadas condições de saúde, com o objetivo de direcionar recursos e intervenções de forma mais eficiente. Ela não consiste em recomendações que orientam decisões assistenciais, mas sim em um método de organização do cuidado baseado no risco individual. A estratificação de risco é uma ferramenta complementar às diretrizes clínicas, mas não se confunde com elas.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa D está incorreta porque gestão baseada em economia (ou gestão baseada em evidências) é uma abordagem gerencial que utiliza dados econômicos e evidências científicas para subsidiar a tomada de decisão nos serviços de saúde, como alocação de recursos, definição de prioridades e avaliação de custo-efetividade. Ela não se refere à elaboração de recomendações assistenciais, mas sim à aplicação de princípios econômicos na gestão. Embora as diretrizes clínicas possam incorporar análises econômicas, a definição apresentada no enunciado não corresponde a essa ferramenta.

Gabarito: letra A

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