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Questão de Medicina — Dermatologia — FUNDATEC 2026

MedicinaDermatologia
Código
qg688077
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Bento Gonçalves - RS
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico Dermatologista
Paciente de 65 anos, sexo feminino, apresenta edema crônico no dorso do pé direito, com evolução de 2 anos. Ao exame físico, observa-se edema unilateral, não depressível e que não melhora com elevação do membro. Tenta-se pinçar uma prega cutânea na base do segundo artelho, mas não é possível devido ao espessamento da pele. Qual sinal clínico está sendo demonstrado e qual sua principal associação, respectivamente?
  1. ASinal de Kaposi–Stemmer – Linfedema crônico.
  2. BSinal de Cassirer – Esclerodermia sistêmica.
  3. CSinal de Godet – Insuficiência venosa crônica.
  4. DSinal de Homans – Trombose venosa profunda.
  5. ESinal de Jacquet – Artrite reumatoide.
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GabaritoA — Sinal de Kaposi–Stemmer – Linfedema crônico.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Sinal de Kaposi–Stemmer e linfedema crônico

Gabarito: letra A. O sinal descrito — impossibilidade de pinçar a prega cutânea na base do segundo artelho — é o sinal de Kaposi–Stemmer, e sua principal associação é o linfedema crônico. O quadro clínico apresentado (edema unilateral, não depressível, sem melhora com elevação, com espessamento cutâneo) é clássico do linfedema, e o sinal de Stemmer é a manobra semiológica que confirma o diagnóstico clínico.

O linfedema é o edema decorrente de disfunção do sistema linfático, seja por obstrução, hipoplasia ou insuficiência dos vasos linfáticos. Diferentemente do edema venoso (flebedema), que é depressível (com cacifo) e melhora com a elevação do membro, o linfedema é um edema duro, inelástico e pouco depressível, que não regride com o decúbito. A pele torna-se espessada, com hiperceratose, e pode haver alterações tróficas, como verrucosidades e fistulizações nos casos avançados. O acometimento é frequentemente unilateral, iniciando-se na extremidade distal (pés e dedos) e progredindo proximalmente.

A manobra de Stemmer é descrita como a tentativa de pinçar uma prega cutânea dorsal do pé, na base do segundo pododáctilo. No linfedema, a pele infiltrada e aderida não pode ser pinçada, o que diferencia essa condição de outras causas de edema. Esse sinal é considerado um marcador clínico importante, sendo positivo na maioria dos casos de linfedema estabelecido. A principal associação do sinal de Kaposi–Stemmer é, portanto, o linfedema crônico, seja primário ou secundário (por exemplo, pós-cirúrgico, pós-infeccioso ou neoplásico).

É fundamental distinguir o linfedema de outras causas de edema unilateral de membro inferior, como a trombose venosa profunda (TVP), a insuficiência venosa crônica e a celulite. Na TVP, o edema é mole, depressível, doloroso e de surgimento agudo, frequentemente associado a fatores de risco como imobilização e neoplasias. Na insuficiência venosa crônica, o edema (flebedema) é depressível, atinge inicialmente a região perimaleolar e melhora com a elevação do membro, além de cursar com hiperpigmentação e úlceras. O linfedema, por sua vez, apresenta edema duro, sem cacifo, com espessamento cutâneo e sem melhora significativa com a elevação.

A banca explora a confusão entre os sinais semiológicos de diferentes condições vasculares. O candidato deve estar atento às características clínicas que diferenciam cada entidade: o sinal de Godet (cacifo) é típico de edemas depressíveis, como na insuficiência venosa; o sinal de Homans (dor à dorsiflexão do pé) sugere TVP; e o sinal de Stemmer é específico do linfedema. A associação correta entre o sinal e a doença é o ponto central da questão.

Edema unilateral de membro inferior
  • 1Depressível (cacifo)
    • Melhora com elevação
    • Insuficiência venosa crônica
    • Sinal de Godet
  • 2Não depressível
    • Não melhora com elevação
    • Espessamento cutâneo
    • Linfedema crônico
    • Sinal de Kaposi–Stemmer
      • Não pinça prega na base do 2º artelho
  • 3Agudo e doloroso
    • TVP
    • Sinal de Homans
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa descreve corretamente o sinal de Kaposi–Stemmer e sua associação com o linfedema crônico. O enunciado apresenta um quadro clássico de linfedema: edema unilateral, não depressível, sem melhora com elevação, com espessamento cutâneo e impossibilidade de pinçar a prega cutânea na base do segundo artelho — exatamente a manobra que define o sinal de Stemmer. O linfedema crônico é a principal condição associada a esse sinal, sendo o diagnóstico clínico baseado na história e no exame físico.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O sinal de Cassirer não é um sinal clínico reconhecido na semiologia vascular ou reumatológica. A alternativa tenta associar um sinal inexistente à esclerodermia sistêmica, uma doença do colágeno que cursa com espessamento cutâneo, mas não é caracterizada pelo sinal de Stemmer. A esclerodermia pode apresentar edema nas fases iniciais, mas o sinal descrito no enunciado é específico do linfedema.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O sinal de Godet (ou cacifo) é a depressão que permanece após a compressão digital da pele, característica de edemas depressíveis, como na insuficiência venosa crônica. No entanto, o enunciado descreve um edema não depressível, o que exclui o sinal de Godet. Além disso, a insuficiência venosa crônica cursa com edema depressível, que melhora com a elevação do membro, diferentemente do quadro apresentado.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O sinal de Homans é a dor na panturrilha provocada pela dorsiflexão passiva do pé, sendo um sinal clássico de trombose venosa profunda (TVP). No entanto, o enunciado descreve um edema crônico (2 anos de evolução), não depressível e sem dor, o que não é compatível com TVP, que tem apresentação aguda, edema depressível e doloroso. O sinal de Homans não é o demonstrado na questão.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O sinal de Jacquet não é um sinal clínico reconhecido na semiologia vascular ou reumatológica. A alternativa tenta associar um sinal inexistente à artrite reumatoide, uma doença inflamatória crônica que pode causar edema articular, mas não se manifesta com o sinal de Stemmer. O edema da artrite reumatoide é tipicamente articular e simétrico, não se apresentando como edema unilateral de membro inferior com espessamento cutâneo.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre os sinais semiológicos de diferentes condições vasculares. O candidato pode confundir o sinal de Stemmer com o sinal de Godet (cacifo), mas a diferença crucial é que o linfedema é um edema não depressível, enquanto o flebedema é depressível. Além disso, o sinal de Homans é típico de TVP, que tem apresentação aguda e dolorosa, diferente do quadro crônico e indolor do linfedema. Fique atento às características clínicas de cada condição para não cair nessas armadilhas.

PEGA ESSA DICA!

Para diferenciar as causas de edema unilateral de membro inferior, avalie três características-chave: (1) depressibilidade (cacifo presente no edema venoso, ausente no linfedema); (2) melhora com elevação (presente no edema venoso, ausente no linfedema); e (3) espessamento cutâneo (marcado no linfedema, ocasional no edema venoso). O sinal de Stemmer é o teste decisivo: se a pele na base do segundo artelho não pode ser pinçada, o diagnóstico é linfedema.

Gabarito: letra A

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