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Questão de Medicina — Angiologia — FUNDATEC 2026

MedicinaAngiologia
Código
qg688296
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Bento Gonçalves - RS
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico Generalista
Homem de 62 anos, no 5º dia pós-operatório de artroplastia total de quadril, evolui com dor em panturrilha direita, edema assimétrico do membro inferior e aumento da temperatura local. Não apresenta dispneia, dor torácica ou instabilidade hemodinâmica. Pelo escore de Wells para trombose venosa profunda, o paciente apresenta probabilidade clínica alta (≥2 pontos). Não há contraindicação à anticoagulação. Diante desse quadro, qual é a conduta diagnóstica inicial mais adequada?
  1. ADosar dímero-D e, se elevado, iniciar anticoagulação plena.
  2. BIniciar anticoagulação empírica antes de qualquer exame de imagem.
  3. CSolicitar ultrassonografia venosa com Doppler do membro inferior acometido.
  4. DSolicitar flebografia contrastada como exame diagnóstico inicial.
  5. EObservar clinicamente e reavaliar em 48 horas.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Solicitar ultrassonografia venosa com Doppler do membro inferior acometido.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Trombose Venosa Profunda: conduta diagnóstica inicial

Gabarito: letra C. Em paciente com alta probabilidade clínica de TVP pelo escore de Wells (≥2 pontos), a conduta diagnóstica inicial mais adequada é a ultrassonografia venosa com Doppler do membro acometido, pois é o exame de imagem de primeira escolha, com alta sensibilidade e especificidade, não invasivo e de baixo custo. O dímero-D não é útil nesse cenário de alta probabilidade pré-teste, pois um resultado negativo não exclui a doença, e a anticoagulação empírica, embora possa ser considerada em situações específicas, não substitui a confirmação diagnóstica por imagem.

A trombose venosa profunda (TVP) é a formação de um coágulo sanguíneo no interior de uma veia profunda, mais comumente nos membros inferiores. O quadro clássico inclui dor, edema assimétrico, aumento da temperatura local e, por vezes, eritema. No pós-operatório de artroplastia total de quadril, o paciente apresenta um importante fator de risco para TVP, devido à imobilização, ao trauma cirúrgico e ao estado de hipercoagulabilidade. O escore de Wells é uma ferramenta clínica que estima a probabilidade pré-teste de TVP, combinando sinais, sintomas e fatores de risco. Neste caso, o paciente apresenta escore alto (≥2 pontos), o que indica uma probabilidade clínica elevada de TVP.

A abordagem diagnóstica da TVP depende da probabilidade clínica pré-teste. Em pacientes com baixa ou moderada probabilidade, o dímero-D é um excelente exame de rastreamento: se negativo, exclui a doença; se positivo, indica a necessidade de exame de imagem. No entanto, em pacientes com alta probabilidade clínica, o dímero-D perde seu valor, pois a probabilidade pré-teste já é tão alta que um resultado negativo não é suficiente para afastar o diagnóstico. Nesses casos, o exame de imagem é mandatório. A ultrassonografia venosa com Doppler é o exame de primeira escolha, pois é não invasivo, amplamente disponível, de baixo custo e apresenta alta sensibilidade (cerca de 95%) e especificidade (cerca de 95%) para TVP proximal. A flebografia contrastada, embora seja o padrão-ouro, é um exame invasivo, caro e com riscos, como alergia ao contraste e trombose induzida pelo contraste, sendo reservada para casos duvidosos ou quando a ultrassonografia não é conclusiva.

A anticoagulação empírica, sem confirmação diagnóstica, pode ser considerada em situações de alta suspeita clínica e quando há demora para a realização do exame de imagem, mas não é a conduta inicial padrão. A observação clínica e reavaliação em 48 horas é inadequada, pois o atraso no diagnóstico e tratamento aumenta o risco de complicações, como embolia pulmonar e síndrome pós-trombótica. Portanto, a conduta mais adequada é solicitar a ultrassonografia venosa com Doppler para confirmar o diagnóstico e, então, iniciar a anticoagulação.

A distinção crucial aqui é entre o papel do dímero-D e o da ultrassonografia com Doppler, que se baseia na probabilidade clínica pré-teste. A banca explora exatamente essa confusão: o candidato pode pensar que o dímero-D é sempre o primeiro passo, mas em alta probabilidade clínica, o exame de imagem é o passo inicial. Guarde essa fronteira: baixa/moderada probabilidade → dímero-D; alta probabilidade → ultrassonografia com Doppler.

TVP: conduta diagnóstica inicial
  • 1Probabilidade clínica (Wells)
    • Baixa/moderada
      • Dímero-D
        • Negativo exclui
        • Positivo → imagem
    • Alta (≥2)
      • Imagem mandatória
        • US Doppler (1ª escolha)
        • Flebografia (padrão-ouro, invasiva)
  • 2Tratamento
    • Anticoagulação após confirmação
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Dosar dímero-D e, se elevado, iniciar anticoagulação plena é inadequado neste cenário. O dímero-D é um exame de rastreamento útil apenas em pacientes com baixa ou moderada probabilidade clínica de TVP. Em pacientes com alta probabilidade (escore de Wells ≥2), um resultado negativo não exclui a doença, e um resultado positivo não confirma o diagnóstico, apenas indica a necessidade de exame de imagem. Além disso, iniciar anticoagulação plena apenas com base no dímero-D elevado, sem confirmação por imagem, não é a conduta recomendada.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Iniciar anticoagulação empírica antes de qualquer exame de imagem não é a conduta diagnóstica inicial mais adequada. Embora a anticoagulação empírica possa ser considerada em situações de alta suspeita clínica e quando há demora para a realização do exame de imagem, a conduta padrão é confirmar o diagnóstico por imagem antes de iniciar o tratamento. O enunciado não indica que há demora para o exame, e o paciente está estável, sem contraindicação à anticoagulação, mas a confirmação diagnóstica é o passo inicial.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Solicitar ultrassonografia venosa com Doppler do membro inferior acometido é a conduta diagnóstica inicial mais adequada. Em pacientes com alta probabilidade clínica de TVP, o exame de imagem é mandatório, e a ultrassonografia com Doppler é o exame de primeira escolha, por ser não invasivo, de baixo custo e com alta sensibilidade e especificidade. O exame confirma ou exclui o diagnóstico, permitindo a decisão terapêutica adequada.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Solicitar flebografia contrastada como exame diagnóstico inicial é inadequado. A flebografia é o padrão-ouro, mas é um exame invasivo, caro e com riscos, como alergia ao contraste e trombose venosa induzida pelo contraste. Deve ser reservada para casos em que a ultrassonografia não é conclusiva ou há dúvida diagnóstica, não como exame inicial.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Observar clinicamente e reavaliar em 48 horas é inadequado. O paciente apresenta alta probabilidade clínica de TVP, e o atraso no diagnóstico e tratamento aumenta o risco de complicações graves, como embolia pulmonar e síndrome pós-trombótica. A conduta deve ser ativa, com confirmação diagnóstica por imagem e início do tratamento.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre o papel do dímero-D e o da ultrassonografia com Doppler. O candidato pode pensar que o dímero-D é sempre o primeiro passo, mas em alta probabilidade clínica, o exame de imagem é o passo inicial. Lembre-se: baixa/moderada probabilidade → dímero-D; alta probabilidade → ultrassonografia com Doppler.

Gabarito: letra C

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