Questão de Medicina — Otorrinolaringologia — FUNDATEC 2026
Medicina›Otorrinolaringologia
Código
qg688309
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Bento Gonçalves - RS
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico Geral Comunitário
Em relação à etiologia bacteriana da Otite Média Aguda (OMA), quais são os agentes mais frequentemente envolvidos?
AStreptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae não tipificável e Moraxella catarrhalis.
BStreptococcus pyogenes, Staphylococcus aureus e Moraxella catarrhalis.
CHaemophilus influenzae tipificável, Neisseria meningitidis e Streptococcus pneumoniae.
DMoraxella catarrhalis, Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus.
EStreptococcus pneumoniae, Klebsiella pneumoniae e Escherichia coli.
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GabaritoA — Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae não tipificável e Moraxella catarrhalis.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Etiologia bacteriana da Otite Média Aguda (OMA)
Gabarito: letra A. Os agentes bacterianos mais frequentemente envolvidos na OMA são Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae não tipificável e Moraxella catarrhalis — a tríade clássica descrita na literatura de Otorrinolaringologia e Infectologia. As demais alternativas trazem agentes que podem causar otite em situações específicas, mas não são os mais prevalentes na OMA comunitária típica.
A Otite Média Aguda (OMA) é definida como a presença de efusão na orelha média associada ao início recente, geralmente súbito, de sinais e sintomas de inflamação da orelha média. É a infecção bacteriana pediátrica mais comum, responsável por cerca de 25% de todas as consultas ambulatoriais e, depois da circuncisão, constitui o segundo motivo mais comum de cirurgia em crianças. A patogênese envolve interações complexas entre bactérias, vírus respiratórios e as respostas imunes inatas do hospedeiro, sendo a infecção viral das vias aéreas superiores (IVAS) o mais importante preditor de OMA na infância.
O mecanismo típico começa com uma IVAS viral que causa obstrução da tuba auditiva, levando a efusão na orelha média. Em seguida, bactérias colonizam a orelha média e não podem ser eliminadas. Os patógenos bacterianos mais comuns são exatamente os da tríade: Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae e Moraxella catarrhalis. É importante notar que o H. influenzae envolvido é o não tipificável (não encapsulado), pois os tipos encapsulados (especialmente o tipo b) são mais associados a doenças invasivas como meningite e epiglotite, e sua incidência caiu drasticamente com a vacinação.
A apresentação clínica da OMA manifesta-se com otalgia na maioria dos pacientes, além de otorreia e febre. O exame físico pode revelar efusão na orelha média, com abaulamento da membrana timpânica, e a mobilidade da membrana timpânica é imperceptível ou ausente quando da insuflação. Com o tempo, podem ocorrer perfuração, drenagem, febre e diminuição da audição.
A distinção crucial que separa as alternativas é o reconhecimento da tríade clássica versus agentes que aparecem em contextos específicos. Por exemplo, Pseudomonas aeruginosa é o agente típico da otite externa difusa aguda (orelha do nadador) e da otite externa maligna, não da OMA comunitária. Staphylococcus aureus está relacionado à otite externa localizada aguda. Já Streptococcus pyogenes e Neisseria meningitidis não figuram entre os principais agentes da OMA. A banca explora exatamente essa confusão entre os agentes das diferentes otites e de outras infecções do trato respiratório superior.
Guarde a fronteira entre os agentes da OMA (tríade clássica) e os agentes de outras condições otológicas e respiratórias: é exatamente nela que as alternativas se dividem.
OMA — agentes bacterianos
1Tríade clássica (mais frequentes)
Streptococcus pneumoniae
Haemophilus influenzae não tipificável
Moraxella catarrhalis
2Outras otites (não são OMA)
Otite externa difusa → Pseudomonas aeruginosa
Otite externa localizada → Staphylococcus aureus
Otite externa maligna → Pseudomonas aeruginosa
3Não são agentes de OMA
Neisseria meningitidis (meningite)
Klebsiella pneumoniae / E. coli (imunocomprometidos)
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta alternativa apresenta exatamente a tríade clássica de agentes bacterianos mais frequentemente envolvidos na OMA: Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae não tipificável e Moraxella catarrhalis. O texto de apoio confirma: "Os patógenos bacterianos mais comuns incluem S. pneumoniae, H. influenzae e Moraxella catarrhalis." A especificação "não tipificável" para o H. influenzae é tecnicamente precisa, pois os sorotipos encapsulados (a-f) são menos comuns na OMA, sendo o tipo b associado a doença invasiva.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Inclui Streptococcus pyogenes e Staphylococcus aureus, que não estão entre os três principais agentes da OMA. O S. aureus é o agente típico da otite externa localizada aguda (furúnculo do meato acústico externo), e o S. pyogenes pode causar otite, mas com frequência muito menor que a tríade. A alternativa mistura agentes de outras otites com a Moraxella catarrhalis, que é um dos agentes corretos da OMA.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Erra ao incluir Haemophilus influenzae tipificável e Neisseria meningitidis. O H. influenzae da OMA é o não tipificável, não o encapsulado. A N. meningitidis é um agente clássico de meningite bacteriana, não de OMA. Embora o S. pneumoniae esteja correto, a presença dos outros dois agentes torna a alternativa incorreta.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Inclui Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus, que não são agentes frequentes da OMA comunitária. A P. aeruginosa é o agente típico da otite externa difusa aguda (orelha do nadador) e da otite externa maligna. O S. aureus está associado à otite externa localizada. A Moraxella catarrhalis é um agente correto da OMA, mas a presença dos outros dois invalida a alternativa.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Inclui Klebsiella pneumoniae e Escherichia coli, que não são agentes frequentes da OMA em indivíduos imunocompetentes. Esses bacilos gram-negativos são mais associados a otites em pacientes imunocomprometidos ou em contextos específicos, como otite média supurada crônica. O S. pneumoniae é um agente correto, mas os outros dois não fazem parte da tríade clássica.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre os agentes da OMA e os de outras otites e infecções respiratórias. O candidato que memoriza apenas "pneumococo, hemófilo e moraxela" pode se confundir com alternativas que trocam um desses por S. aureus (otite externa localizada), P. aeruginosa (orelha do nadador) ou N. meningitidis (meningite). A chave é lembrar que a OMA é uma infecção da orelha média, e seus agentes são os colonizadores da nasofaringe que ascendem pela tuba auditiva — não os agentes de infecções de pele ou do sistema nervoso central.
PEGA ESSA DICA!
Para fixar, associe a tríade da OMA ao mnemônico "Pneumococo, Hemófilo, Moraxela" (PHM). Compare com os agentes de outras otites: otite externa difusa → P. aeruginosa; otite externa localizada → S. aureus; otite externa maligna → P. aeruginosa em idosos diabéticos. Essa distinção é recorrente em provas de Otorrinolaringologia.