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Questão de Medicina — Clínica Médica Humana — FUNDATEC 2026

MedicinaClínica Médica Humana
Código
qg688633
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Bom Jesus - RS
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico Clínico Geral
Paciente de 28 anos procura uma unidade de saúde com o objetivo de realizar a testagem para HIV. São realizados dois testes rápidos (TR1 e TR2), de fabricantes distintos, conforme o algoritmo diagnóstico vigente do Ministério da Saúde. O TR1 apresenta resultado reagente, enquanto o TR2 é não reagente. Considerando esse resultado discordante, assinale a alternativa que apresenta a conduta mais adequada.
  1. ARealizar um terceiro teste rápido de fabricante distinto como critério definitivo de desempate diagnóstico.
  2. BRepetir ambos os testes rápidos com os mesmos conjuntos diagnósticos e, caso ao menos um seja reagente, definir o diagnóstico de infecção pelo HIV, sem a necessidade de investigação adicional.
  3. CEncaminhar diretamente para teste molecular (carga viral) como etapa inicial de confirmação diagnóstica.
  4. DRepetir ambos os testes rápidos com nova amostra e os mesmos conjuntos diagnósticos e, persistindo a discordância, proceder à investigação com método laboratorial complementar.
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GabaritoD — Repetir ambos os testes rápidos com nova amostra e os mesmos conjuntos diagnósticos e, persistindo a discordância, proceder à investigação com método laboratorial complementar.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Diagnóstico laboratorial da infecção pelo HIV: fluxograma com testes rápidos

Gabarito: letra D. Diante de resultados discordantes entre dois testes rápidos (TR1 reagente e TR2 não reagente), a conduta correta é repetir ambos os testes com nova amostra e os mesmos conjuntos diagnósticos e, persistindo a discordância, prosseguir com investigação laboratorial complementar — exatamente o que a alternativa D descreve, em conformidade com o Manual Técnico para o Diagnóstico da Infecção pelo HIV do Ministério da Saúde.

O diagnóstico da infecção pelo HIV no Brasil segue fluxogramas padronizados pelo Ministério da Saúde, que visam garantir segurança e rapidez na conclusão diagnóstica. Quando se utiliza a estratégia com testes rápidos (TR), o fluxograma prevê a realização de dois testes de fabricantes distintos: o primeiro (TR1) é o teste de triagem; se reagente, um segundo teste (TR2), de princípio ou fabricante diferente, é realizado para confirmação. A lógica é aumentar o valor preditivo positivo do resultado, reduzindo a chance de um falso-reagente inicial.

O ponto crítico desta questão é o manejo do resultado discordante — situação em que TR1 é reagente e TR2 é não reagente. Nesse cenário, não é possível afirmar o status sorológico da pessoa, pois há um conflito entre os dois testes. A conduta preconizada não é partir diretamente para um terceiro teste rápido como desempate, nem definir o diagnóstico com base em apenas um dos testes repetidos, tampouco encaminhar de imediato para teste molecular. A recomendação oficial é repetir o fluxograma completo, ou seja, refazer ambos os testes rápidos com os mesmos conjuntos diagnósticos e na mesma ordem, utilizando uma nova amostra. Se a discordância persistir, a amostra deve ser encaminhada ao laboratório para elucidação diagnóstica por método laboratorial complementar, conforme os fluxogramas laboratoriais definidos no Manual Técnico.

Essa conduta se aplica tanto no contexto da testagem de rotina quanto em situações específicas, como na avaliação para indicação de Profilaxia Pós-Exposição (PEP) ou Profilaxia Pré-Exposição (PrEP). Em todos esses cenários, a discordância entre TR1 e TR2 impede a conclusão diagnóstica imediata, e a repetição do fluxograma com nova amostra é o primeiro passo, seguido da investigação laboratorial se a discordância se mantiver.

A alternativa D é a única que espelha integralmente esse fluxo: repetir ambos os testes com nova amostra e os mesmos conjuntos diagnósticos e, persistindo a discordância, proceder à investigação com método laboratorial complementar. As demais alternativas apresentam condutas que se afastam do algoritmo oficial, seja por usar um terceiro teste rápido como critério definitivo, por definir o diagnóstico com base em apenas um teste repetido, ou por pular a etapa de repetição do fluxograma e ir diretamente ao teste molecular.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre o fluxograma de testes rápidos e o fluxograma laboratorial. No fluxograma com TR, a repetição do fluxograma completo com nova amostra é obrigatória antes de qualquer investigação laboratorial. A alternativa C tenta "pular" essa etapa, sugerindo o teste molecular como primeira confirmação — o que não corresponde ao algoritmo vigente. Fique atento: a ordem importa, e a repetição com nova amostra é o passo intermediário indispensável.

  1. 1TR1 reagente + TR2 não reagente
  2. 2Repetir ambos com nova amostra
  3. 3Discordância persiste?
  4. 4Investigação laboratorial complementar
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

Realizar um terceiro teste rápido de fabricante distinto como critério definitivo de desempate não é a conduta preconizada. O fluxograma com testes rápidos prevê apenas dois testes (TR1 e TR2); diante de discordância, a orientação é repetir o fluxograma completo com os mesmos conjuntos diagnósticos, e não introduzir um terceiro teste rápido como desempate. A elucidação da discordância persistente é feita por método laboratorial complementar, não por um terceiro TR.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Repetir ambos os testes rápidos com os mesmos conjuntos diagnósticos é parte da conduta correta, mas a alternativa erra ao afirmar que, caso ao menos um seja reagente, o diagnóstico de infecção pelo HIV é definido sem necessidade de investigação adicional. Na verdade, se a discordância persistir após a repetição, é obrigatório prosseguir com a investigação laboratorial complementar. A alternativa ignora essa etapa essencial, tornando a conduta incompleta e incorreta.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Encaminhar diretamente para teste molecular (carga viral) como etapa inicial de confirmação diagnóstica não é o fluxo correto. Antes de qualquer investigação laboratorial, deve-se repetir o fluxograma com os testes rápidos, utilizando nova amostra e os mesmos conjuntos diagnósticos. Somente se a discordância persistir é que a amostra deve ser enviada ao laboratório para elucidação diagnóstica, que pode incluir o teste molecular, mas não como primeira etapa.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta alternativa reproduz fielmente a conduta preconizada pelo Ministério da Saúde: repetir ambos os testes rápidos com nova amostra e os mesmos conjuntos diagnósticos e, persistindo a discordância, proceder à investigação com método laboratorial complementar. É exatamente o que determina o Manual Técnico para o Diagnóstico da Infecção pelo HIV, aplicável tanto na testagem de rotina quanto nos contextos de PEP e PrEP.

Gabarito: letra D

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