Questão de Administração Geral — Gestão de processos — FUNDATEC 2026
Administração Geral›Gestão de processos
Código
qg689019
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Cordilheira Alta - SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Farmacêutico
Em um hospital estadual de Santa Catarina, auditorias internas identificaram aumento de incidentes relacionados ao uso de medicamentos, incluindo erros de dose, falhas de comunicação durante transferências de pacientes e subnotificação de quase erros (near miss). Verificou-se ainda a inexistência de instância formal responsável pela gestão da segurança do paciente e pela análise sistemática desses eventos. Diante da necessidade de adequação às diretrizes do Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) e ao disposto na RDC Anvisa nº 36/2013, qual é a medida institucional mais apropriada para estruturar a gestão de riscos relacionada ao uso de medicamentos?
AImplementar treinamentos periódicos para a equipe assistencial, priorizando a capacitação individual como principal estratégia de prevenção, uma vez que os erros de medicação decorrem majoritariamente de falhas humanas.
BRestringir a análise de incidentes apenas aos eventos adversos com dano grave confirmado, evitando a notificação de incidentes sem dano ou quase erros, com o objetivo de reduzir a carga administrativa do serviço.
CInstituir formalmente o Núcleo de Segurança do Paciente (NSP), elaborar e implementar o plano de segurança do paciente, fomentar a notificação voluntária e não punitiva de incidentes (incluindo near miss), realizar análise de causa raiz e adotar protocolos e barreiras sistêmicas para o uso seguro de medicamentos.
DTransferir à farmácia hospitalar a responsabilidade exclusiva pela prevenção de erros de medicação, centralizando a gestão de riscos nas etapas de aquisição e dispensação de medicamentos.
ESubstituir o plano de segurança do paciente por medidas pontuais, como dupla checagem obrigatória de todos os medicamentos, considerando essa estratégia suficiente para eliminação dos riscos assistenciais.
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GabaritoC — Instituir formalmente o Núcleo de Segurança do Paciente (NSP), elaborar e implementar o plano de segurança do paciente, fomentar a notificação voluntária e não punitiva de incidentes (incluindo near miss), realizar análise de causa raiz e adotar protocolos e barreiras sistêmicas para o uso seguro de medicamentos.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Gestão de Riscos em Segurança do Paciente
Gabarito: letra C. A medida mais apropriada é instituir formalmente o Núcleo de Segurança do Paciente (NSP), elaborar o plano de segurança, fomentar notificação voluntária e não punitiva (incluindo near miss), realizar análise de causa raiz e adotar barreiras sistêmicas, conforme preconizado pelo PNSP e pela RDC Anvisa nº 36/2013. A abordagem sistêmica, não punitiva e baseada em processos é o eixo central da gestão de riscos em saúde.
A banca testa o conhecimento das diretrizes nacionais de segurança do paciente. A RDC Anvisa nº 36/2013, que institui ações para a segurança do paciente em serviços de saúde, determina a criação do NSP como instância formal. O PNSP, por sua vez, reforça a cultura de segurança com notificação voluntária e análise sistemática de incidentes.
SE LIGUE NESSA!
A gestão de riscos envolve a aplicação sistemática de políticas, procedimentos e práticas para comunicação, estabelecimento do contexto, avaliação, tratamento, monitoramento e análise crítica dos riscos (conforme definição amplamente aceita na literatura de gestão de riscos).
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que erros decorrem majoritariamente de falhas humanas e que treinamento individual é a principal estratégia. Isso contraria a abordagem sistêmica da segurança do paciente: os erros são geralmente consequência de falhas latentes no sistema, e não de ações individuais. Treinamento é importante, mas não é a medida principal; é preciso criar barreiras e processos seguros.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Propõe restringir a notificação apenas a eventos adversos graves, evitando quase erros e incidentes sem dano. Isso vai contra o princípio da notificação voluntária e não punitiva, que valoriza o aprendizado com near misses para prevenir danos futuros. A subnotificação enfraquece a cultura de segurança.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Descreve exatamente as ações exigidas pelo PNSP e RDC Anvisa nº 36/2013: criação do NSP, elaboração do plano de segurança, fomento à notificação voluntária e não punitiva, análise de causa raiz e implementação de protocolos e barreiras sistêmicas. Essa é a abordagem integral e sistêmica para gerir riscos no uso de medicamentos.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Centraliza a responsabilidade exclusivamente na farmácia hospitalar. A segurança do paciente é responsabilidade de todos os envolvidos no cuidado (equipe multiprofissional), e a gestão de riscos deve ser integrada. A RDC nº 36/2013 prevê a atuação do NSP com caráter transversal, não departamental.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Substitui o plano de segurança por medidas pontuais como dupla checagem. Embora a dupla checagem seja uma barreira válida, ela não substitui um plano estruturado e contínuo. A eliminação total dos riscos é utópica; a gestão de riscos busca reduzir a probabilidade e o impacto, não eliminar todos os riscos.
PEGA ESSA DICA!
Ao estudar segurança do paciente, memorize os pilares: Núcleo de Segurança do Paciente (NSP), Plano de Segurança, notificação não punitiva (incluindo near miss), análise de causa raiz e uso de protocolos/barreiras. A RDC Anvisa nº 36/2013 e o PNSP são fontes obrigatórias para concursos da área da saúde.