Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — FUNDATEC 2026
Medicina›Cardiologia e Alterações Vasculares
Código
qg691168
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Gravataí - RS
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico Cardiologista
Qual é o principal determinante da pós-carga ventricular esquerda?
APressão arterial sistêmica.
BFrequência cardíaca.
CPré-carga.
DRetorno venoso.
EContratilidade.
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GabaritoA — Pressão arterial sistêmica.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Pós-carga ventricular esquerda: o que a determina
Gabarito: letra A. O principal determinante da pós-carga do ventrículo esquerdo é a pressão arterial sistêmica, pois representa a impedância que o ventrículo precisa vencer para ejetar sangue na aorta. Os demais fatores (frequência cardíaca, pré-carga, retorno venoso e contratilidade) influenciam o desempenho cardíaco, mas não são o determinante primário da pós-carga.
A pós-carga é a força que se opõe ao encurtamento das fibras miocárdicas durante a sístole — em termos práticos, é a carga que o ventrículo precisa superar para abrir a valva aórtica e ejetar o sangue. Ela é determinada principalmente pela resistência vascular periférica e pela pressão arterial, mas também depende das dimensões do ventrículo esquerdo (tensão na parede, conforme a lei de Laplace) e das características físicas da árvore arterial, como elasticidade e obstruções ao fluxo. Quando a pressão arterial aumenta, o volume de sangue que o ventrículo consegue ejetar diminui, pois o miocárdio precisa gerar mais tensão para vencer a resistência.
A lei de Laplace é central para entender a pós-carga: a tensão na parede ventricular é diretamente proporcional ao raio da cavidade e inversamente proporcional à espessura da parede. Por isso, em um ventrículo dilatado (como na miocardiopatia), a pós-carga efetiva aumenta mesmo com pressão arterial normal — e a hipertrofia ventricular é um mecanismo compensatório para reduzir essa tensão. Os anti-hipertensivos, como os inibidores da ECA e a hidralazina, reduzem a pressão arterial e, consequentemente, a pós-carga.
É importante distinguir pós-carga de outros determinantes do desempenho cardíaco: a pré-carga é o volume diastólico final (o estiramento das fibras antes da contração), a contratilidade é a força de contração independente de pré e pós-carga, e a frequência cardíaca influencia o débito cardíaco. O retorno venoso determina a pré-carga do ventrículo direito e, indiretamente, o enchimento do esquerdo. A banca explora exatamente essa confusão: o candidato que não domina a definição de pós-carga tende a escolher pré-carga ou contratilidade, que são conceitos vizinhos.
Guarde a fronteira: pós-carga = o que o ventrículo enfrenta para ejetar (pressão arterial, resistência periférica, tensão na parede); pré-carga = o que enche o ventrículo (volume diastólico final). É nessa distinção que as alternativas se separam.
Pós-carga ventricular esquerda
1Definição
Força que se opõe ao encurtamento das fibras na sístole
Carga a vencer para abrir a valva aórtica
2Determinantes
Pressão arterial sistêmica (principal)
Resistência vascular periférica
Tensão na parede (lei de Laplace)
Características da árvore arterial
3Efeito do aumento
Reduz o volume ejetado
Aumenta o consumo de O₂
4Distinções
Pré-carga: volume diastólico final
Contratilidade: força independente de pré/pós-carga
Frequência cardíaca: influencia o débito
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A pressão arterial sistêmica é o principal determinante da pós-carga do ventrículo esquerdo. Quanto maior a pressão na aorta, maior a resistência que o ventrículo precisa vencer para ejetar o sangue. Isso é confirmado pela fisiologia cardiovascular: a pós-carga é definida como a impedância contra a qual o ventrículo esquerdo precisa ejetar sangue, e a pressão arterial é o componente mais importante dessa impedância.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A frequência cardíaca influencia o débito cardíaco (DC = VS × FC), mas não é um determinante da pós-carga. Ela afeta o consumo de oxigênio do miocárdio e o tempo de enchimento diastólico, mas não a resistência que o ventrículo precisa vencer para ejetar.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A pré-carga é o volume diastólico final do ventrículo, ou seja, o estiramento das fibras antes da contração. Ela é um determinante do desempenho cardíaco (relação de Frank-Starling), mas é um conceito oposto ao de pós-carga. A confusão entre pré-carga e pós-carga é a pegadinha clássica desta questão.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O retorno venoso determina a pré-carga do ventrículo direito e, indiretamente, o enchimento do ventrículo esquerdo. Ele não é um determinante da pós-carga, mas sim um fator que influencia a pré-carga.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A contratilidade (inotropismo) é a força de contração ventricular independente da pré-carga e da pós-carga. Ela é regulada por estímulos simpáticos, catecolaminas e agentes inotrópicos, mas não é o que define a pós-carga.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca pré-carga por pós-carga. O candidato que confunde os dois conceitos escolhe a letra C, achando que o volume diastólico final é o principal determinante da pós-carga. Lembre-se: pré-carga é o que enche o ventrículo; pós-carga é o que ele enfrenta para ejetar. Com treino, você enxerga essa troca de longe 💪