Questão de Medicina — Cirurgia Geral — FUNDATEC 2026
Medicina›Cirurgia Geral
Código
qg691208
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Gravataí - RS
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico Cirurgião Geral
Durante uma herniorrafia inguinal aberta pela técnica de Lichtenstein, ao dissecar o canal inguinal, identifica-se o cordão espermático. Qual estrutura anatômica deve ser preservada separadamente durante a liberação do funículo para colocação da tela e NÃO faz parte do cordão espermático?
ANervo ilioinguinal.
BArtéria testicular (espermática interna).
CDucto deferente.
DPlexo pampiniforme.
EArtéria do ducto deferente (de vas deferens).
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GabaritoA — Nervo ilioinguinal.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Anatomia do canal inguinal e cordão espermático
Gabarito: letra A. O nervo ilioinguinal é a estrutura que NÃO faz parte do cordão espermático — ele é um nervo que acompanha o cordão, mas não é um de seus componentes. O cordão espermático é formado por ducto deferente, artéria testicular, plexo pampiniforme, artéria do ducto deferente, entre outros, conforme a anatomia cirúrgica clássica.
O canal inguinal é uma passagem oblíqua na parede abdominal inferior, que no homem contém o cordão espermático e, na mulher, o ligamento redondo do útero. O cordão espermático é um conjunto de estruturas que vão do anel inguinal profundo ao testículo, e sua composição é fundamental para o cirurgião durante herniorrafias, pois a lesão de qualquer componente pode acarretar complicações como isquemia testicular, infertilidade ou dor crônica.
Os componentes do cordão espermático incluem: o ducto deferente (canal que transporta espermatozoides), a artéria testicular (espermática interna, ramo da aorta), a artéria do ducto deferente (ramo da artéria vesical inferior), o plexo pampiniforme (rede venosa que drena o testículo), a artéria cremastérica, vasos linfáticos e o músculo cremaster. O nervo ilioinguinal, por sua vez, é um nervo que emerge do plexo lombar (L1) e percorre o canal inguinal, mas não é considerado um componente do cordão — ele apenas o acompanha superficialmente, inervando a pele da região inguinal e da raiz da coxa.
Na técnica de Lichtenstein, a identificação e preservação do nervo ilioinguinal é um passo crítico: a lesão ou aprisionamento desse nervo pela tela pode causar dor crônica pós-operatória, uma das complicações mais temidas da cirurgia de hérnia. Por isso, muitos cirurgiões optam por identificar o nervo e, em alguns casos, até ressecá-lo deliberadamente quando está muito aderido, mas a preservação é a conduta padrão.
A pegadinha desta questão está em reconhecer que o nervo ilioinguinal, embora esteja presente no canal inguinal e seja identificado durante a dissecção, não é um componente do cordão espermático. As demais alternativas (artéria testicular, ducto deferente, plexo pampiniforme e artéria do ducto deferente) são todas estruturas que fazem parte do cordão.
Guarde esta distinção: o cordão espermático contém estruturas vasculares, ductais e linfáticas, mas os nervos que passam pelo canal inguinal (ilioinguinal e iliohipogástrico) são estruturas separadas, apenas adjacentes ao cordão. É exatamente esse detalhe que separa a alternativa correta das demais.
O nervo ilioinguinal é um nervo que acompanha o cordão espermático através do canal inguinal, mas não é um componente do cordão. Ele é um ramo do plexo lombar (L1) que inerva a pele da região inguinal, raiz do pênis e parte do escroto. Durante a herniorrafia, deve ser identificado e preservado para evitar dor crônica pós-operatória, mas anatomicamente não faz parte do cordão espermático.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A artéria testicular (espermática interna) é um componente do cordão espermático. Ela é um ramo direto da aorta abdominal e é responsável pela irrigação do testículo. Sua lesão durante a cirurgia pode levar à isquemia e atrofia testicular.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O ducto deferente é um componente essencial do cordão espermático. É um canal muscular que transporta os espermatozoides do epidídimo até a uretra. Sua lesão bilateral causa infertilidade, sendo uma preocupação importante em cirurgias de hérnia em pacientes jovens.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O plexo pampiniforme é um componente do cordão espermático. É uma rede de veias que drena o sangue do testículo e do epidídimo, formando a veia testicular. Sua dilatação anormal causa a varicocele, condição que pode levar à infertilidade.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A artéria do ducto deferente (de vas deferens) é um componente do cordão espermático. É um ramo da artéria vesical inferior que irriga o ducto deferente e parte do epidídimo. Sua preservação é importante para a viabilidade do ducto deferente.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre estruturas que estão no canal inguinal e estruturas que fazem parte do cordão espermático. O nervo ilioinguinal está presente no canal, mas não é um componente do cordão — ele apenas o acompanha. Cuidado para não confundir "estar no canal inguinal" com "fazer parte do cordão espermático".
PEGA ESSA DICA!
Para memorizar os componentes do cordão espermático, lembre-se do mnemônico "DAP" — Ducto deferente, Artéria testicular, Plexo pampiniforme. Os nervos (ilioinguinal e iliohipogástrico) são estruturas adjacentes, não componentes do cordão.
Gabarito: letra A — o nervo ilioinguinal é a estrutura que deve ser preservada separadamente e NÃO faz parte do cordão espermático.