Questão de Medicina — Dermatologia — FUNDATEC 2026
Medicina›Dermatologia
Código
qg691268
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Gravataí - RS
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico Dermatologista
Mulher, 55 anos, procura atendimento devido à rarefação capilar frontal progressiva que iniciou após a menopausa. Na dermatoscopia observa-se: ausência de óstios foliculares, eritema perifolicular e hiperqueratose perifolicular. O provável diagnóstico com base na dermatoscopia é de:
AAlopecia frontal fibrosante.
BAlopecia androgenética.
CAlopecia areata.
DEflúvio telógeno.
ETinea capitis.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoA — Alopecia frontal fibrosante.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Gabarito: letra A. A associação de rarefação capilar frontal progressiva em mulher pós-menopausa com os achados dermatoscópicos de ausência de óstios foliculares, eritema perifolicular e hiperqueratose perifolicular é altamente sugestiva de alopecia frontal fibrosante (AFF), uma forma de alopecia cicatricial linfocítica primária. O quadro clínico e a dermatoscopia são o padrão-ouro para o diagnóstico, não havendo necessidade de biópsia na maioria dos casos.
A alopecia frontal fibrosante é uma variante do líquen plano pilar que acomete predominantemente mulheres na pós-menopausa, caracterizada por uma faixa de rarefação capilar na região frontotemporal, frequentemente associada a rarefação das sobrancelhas. A dermatoscopia é uma ferramenta essencial nesse diagnóstico, pois revela sinais específicos de alopecia cicatricial: a ausência de óstios foliculares (porque os folículos foram destruídos pela fibrose), o eritema perifolicular (inflamação ao redor dos folículos) e a hiperqueratose perifolicular (descamação em torno dos óstios). Esses três achados, em conjunto, são praticamente patognomônicos de AFF.
É importante distinguir a AFF das alopecias não cicatriciais, como a androgenética, a areata e o eflúvio telógeno, nas quais os óstios foliculares estão preservados. Na alopecia androgenética, por exemplo, a dermatoscopia mostra variação do diâmetro dos fios (miniaturização), sem sinais inflamatórios perifoliculares. Na areata, observam-se os "pontos amarelos" e fios em ponto de exclamação. No eflúvio telógeno, há apenas rarefação difusa, sem alterações inflamatórias. Já a tinea capitis, uma infecção fúngica, apresenta descamação e quebra de fios, mas com sinais inflamatórios distintos, como pontos negros e "vírgulas".
A banca explora exatamente a diferença entre alopecia cicatricial e não cicatricial: a presença de ausência de óstios foliculares é o dado que separa a AFF das demais. O candidato que não conhece os achados dermatoscópicos pode confundir com alopecia androgenética, que também é comum em mulheres pós-menopausa, mas que não cursa com destruição folicular. Portanto, o raciocínio clínico deve se ancorar na dermatoscopia, que é o exame que define o diagnóstico.
A alopecia frontal fibrosante é a única das opções que apresenta, na dermatoscopia, a tríade de ausência de óstios foliculares, eritema perifolicular e hiperqueratose perifolicular. Esses achados refletem a destruição dos folículos por processo inflamatório linfocítico e fibrose, característicos da AFF. O quadro clínico de rarefação frontal progressiva em mulher pós-menopausa reforça o diagnóstico.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alopecia androgenética é uma alopecia não cicatricial, portanto os óstios foliculares estão preservados. Na dermatoscopia, o achado típico é a miniaturização dos fios (variação do diâmetro), sem eritema ou hiperqueratose perifolicular. A ausência de óstios foliculares é o ponto que exclui essa alternativa.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alopecia areata também é não cicatricial e apresenta dermatoscopia com "pontos amarelos" (óstios foliculares com conteúdo queratótico), fios em ponto de exclamação e, por vezes, pontos pretos. Não há destruição folicular, portanto os óstios estão presentes, e não há eritema ou hiperqueratose perifolicular.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O eflúvio telógeno é uma condição difusa e não cicatricial, sem sinais inflamatórios perifoliculares. A dermatoscopia mostra apenas rarefação difusa, com óstios foliculares preservados. A ausência de óstios foliculares e os sinais inflamatórios descartam essa hipótese.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A tinea capitis é uma infecção fúngica do couro cabeludo, que pode causar descamação e quebra de fios, mas os achados dermatoscópicos típicos são os pontos negros (fios quebrados) e as "vírgulas" (fios curvos). Não há ausência de óstios foliculares, e o eritema perifolicular, quando presente, é decorrente da inflamação fúngica, mas não acompanhado de hiperqueratose perifolicular. Além disso, o quadro clínico de rarefação frontal progressiva não é compatível.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta confundir a alopecia frontal fibrosante com a alopecia androgenética, ambas comuns em mulheres pós-menopausa. A chave é a dermatoscopia: a ausência de óstios foliculares indica alopecia cicatricial (AFF), enquanto a androgenética preserva os óstios e mostra miniaturização dos fios. Lembre-se: óstio ausente = cicatricial.
PEGA ESSA DICA!
Para diferenciar as alopecias na prova, monte um quadro mental com os achados dermatoscópicos:
AFF: ausência de óstios, eritema e hiperqueratose perifolicular.
Androgenética: miniaturização, óstios presentes.
Areata: pontos amarelos, fios em exclamação.
Eflúvio telógeno: rarefação difusa, sem inflamação.