Questão de Medicina — Dermatologia — FUNDATEC 2026
Medicina›Dermatologia
Código
qg691271
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Gravataí - RS
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico Dermatologista
Em paciente com sífilis secundária e VDRL 1/640, após o tratamento com penicilina benzatina, é esperado que ocorra:
ANegativação imediata do VDRL.
BQueda de 2 diluições em 6 meses.
CQueda de 1 diluição em 30 dias.
DNegativação do teste treponêmico.
EVDRL inalterado.
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GabaritoB — Queda de 2 diluições em 6 meses.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Sífilis: monitoramento sorológico pós-tratamento
Gabarito: letra B. Na sífilis secundária (forma recente), após o tratamento adequado com penicilina benzatina, espera-se queda de pelo menos 2 diluições no título do VDRL em até 6 meses — exatamente o que afirma a alternativa B. Essa é a definição de resposta imunológica adequada ao tratamento, conforme o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde para IST.
O VDRL é um teste não treponêmico, que mede anticorpos (reaginas) produzidos contra lipídios do Treponema pallidum. Ele é o exame de escolha para o monitoramento da resposta ao tratamento, pois seus títulos caem progressivamente quando a infecção é controlada. Já os testes treponêmicos (FTA-ABS, TPHA, ELISA) detectam anticorpos específicos contra o treponema e, uma vez reagentes, permanecem reagentes por toda a vida — não servem para avaliar cura, apenas para confirmar o diagnóstico.
A lógica do monitoramento é comparar o título atual com o título do diagnóstico, sempre com o mesmo método (VDRL com VDRL, RPR com RPR). Para sífilis recente (primária, secundária ou latente recente), considera-se sucesso terapêutico a queda de 2 diluições em até 6 meses (ex.: de 1:64 para 1:16). Para sífilis tardia, o prazo se estende para 12 meses. A queda de 1 diluição em 30 dias (alternativa C) é insuficiente e não é o parâmetro esperado; a negativação imediata (alternativa A) não ocorre, pois a queda é gradual; o teste treponêmico não negativa (alternativa D); e o VDRL inalterado (alternativa E) indica falha terapêutica ou reinfecção.
Na prática, um paciente com sífilis secundária e VDRL 1/640 (título alto, típico da fase secundária) que recebe a dose adequada de penicilina benzatina deve apresentar, em 6 meses, um título pelo menos 4 vezes menor (2 diluições), como 1/160 ou 1/80. A queda de 2 diluições significa que o título caiu 4 vezes, pois cada diluição representa um fator de 2. Esse é o critério objetivo que separa resposta adequada de falha terapêutica.
A pegadinha desta questão está em confundir os prazos e a dinâmica da queda: a banca oferece prazos curtos demais (30 dias), negativação imediata, negativação do teste treponêmico (que nunca negativa) e ausência de queda (que seria falha). O candidato que decora apenas "queda de 2 diluições" sem fixar o prazo de 6 meses para sífilis recente erra. Guarde o par: sífilis recente → 2 diluições em 6 meses; sífilis tardia → 2 diluições em 12 meses.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que ocorre negativação imediata do VDRL. A queda dos títulos não treponêmicos é gradual, levando meses. A negativação imediata não é esperada e, se ocorresse, levantaria suspeita de erro laboratorial. O esperado é queda progressiva, com possibilidade de sororreversão (negativação) apenas após vários meses ou anos, e nem sempre ocorre (pode haver estabilização em títulos baixos — cicatriz sorológica).
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Exatamente o critério do PCDT: para sífilis recente (secundária é recente), espera-se queda de 2 diluições em até 6 meses após o tratamento. O título de 1/640 cairia para 1/160 ou menos nesse período. Esse é o parâmetro de resposta imunológica adequada.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Queda de 1 diluição em 30 dias é insuficiente e o prazo está errado. Uma única diluição pode ocorrer por variação do método (os testes não treponêmicos não são automatizados e podem variar em uma diluição entre leituras), mas não configura resposta terapêutica adequada. O critério é queda de 2 diluições em 6 meses (recente) ou 12 meses (tardia).
Alternativa D — ❌ Incorreta
O teste treponêmico (FTA-ABS, TPHA, ELISA) não negativa após o tratamento. Uma vez reagente, permanece reagente por toda a vida, mesmo após cura. Ele serve apenas para confirmar o diagnóstico, nunca para monitorar resposta ao tratamento. A negativação esperada é apenas dos testes não treponêmicos (VDRL/RPR).
Alternativa E — ❌ Incorreta
VDRL inalterado indica falha terapêutica, reinfecção ou reativação — não é o esperado. Após tratamento adequado, o título deve cair pelo menos 2 diluições. Se o título permanece o mesmo ou aumenta, o paciente deve ser reavaliado, retratado e, em alguns casos, submetido a punção lombar para investigar neurossífilis.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre os prazos da sífilis recente e tardia, e entre testes treponêmicos e não treponêmicos. O candidato que lembra apenas "queda de 2 diluições" sem fixar o prazo de 6 meses (recente) erra. E a alternativa D é a armadilha clássica: o teste treponêmico nunca negativa — quem confunde os dois tipos de teste cai nela. Com treino, você enxerga essas trocas de longe 💪.
PEGA ESSA DICA!
Para fixar, monte o quadro mental: sífilis recente → 2 diluições em 6 meses; sífilis tardia → 2 diluições em 12 meses. E lembre: VDRL/RPR (não treponêmico) = monitora; FTA-ABS/TPHA (treponêmico) = confirma, nunca negativa. Na prova, se a alternativa falar em negativação de teste treponêmico, está errada.