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Questão de Medicina — Dermatologia — FUNDATEC 2026

MedicinaDermatologia
Código
qg691282
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Gravataí - RS
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico Dermatologista
Homem, 32 anos, apresenta psoríase em placas há 12 anos. Evoluiu com piora progressiva, acometendo 18% da superfície corporal, PASI 17 e DLQI 19. Já utilizou metotrexato por 8 meses, com resposta parcial e intolerância gastrointestinal. Nega comorbidades pessoais. Refere que sua mãe possui diagnóstico de esclerose múltipla. Ao exame: placas eritematodescamativas bem delimitadas em tronco e membros, sem artrite. Considerando o quadro clínico e o histórico familiar, qual é a melhor opção terapêutica sistêmica nesse momento?
  1. AAdalimumabe.
  2. BInfliximabe.
  3. CSecuquinumabe.
  4. DEtanercepte.
  5. ECertolizumabe.
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GabaritoC — Secuquinumabe.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Psoríase moderada a grave: escolha do biológico

Gabarito: letra C (Secuquinumabe). O paciente tem psoríase em placas moderada a grave (PASI 17, DLQI 19, 18% de superfície corporal), já falhou ao metotrexato e — ponto decisivo — tem histórico familiar de esclerose múltipla, o que contraindica o uso de anti-TNF (adalimumabe, infliximabe, etanercepte, certolizumabe) pelo risco de desmielinização. O secuquinumabe, inibidor de IL-17, é a melhor opção por não carregar esse risco e ter alta eficácia na psoríase cutânea.

A psoríase é uma doença inflamatória crônica, imunomediada, com componente genético importante — o próprio contexto aponta que parentes de primeiro grau têm risco cerca de 10 vezes maior. Na forma moderada a grave, o tratamento sistêmico é indicado, e os biológicos são a classe mais eficaz. A escolha entre eles, porém, não é neutra: cada alvo terapêutico tem um perfil de segurança próprio, e é exatamente aí que mora a pegadinha desta questão.

Os anti-TNF (adalimumabe, infliximabe, etanercepte, certolizumabe) são eficazes, mas têm contraindicações e precauções importantes. Uma delas é o risco de doenças desmielinizantes — há relatos de surgimento ou agravamento de esclerose múltipla e outras condições similares em pacientes em uso dessas drogas. Por isso, histórico pessoal ou familiar de doença desmielinizante é contraindicação relativa ou absoluta ao uso de anti-TNF. O paciente da questão tem mãe com esclerose múltipla, o que torna essa classe uma escolha arriscada.

Os inibidores de IL-17, como o secuquinumabe, atuam em outra via da cascata inflamatória (a interleucina-17, central na psoríase) e não apresentam essa associação com desmielinização. São drogas de alta eficácia para a doença cutânea — o contexto mostra que secuquinumabe, adalimumabe e ustekinumabe formam o grupo de maior eficácia e tolerabilidade — e, no cenário clínico descrito, são a alternativa mais segura e racional.

A banca explora exatamente a confusão entre "qual biológico é mais eficaz" e "qual biológico é o mais adequado para este paciente". Todos os anti-TNF listados são eficazes, mas o histórico familiar de esclerose múltipla os elimina. O secuquinumabe, por ser anti-IL-17, escapa dessa contraindicação e se torna a melhor escolha.

Escolha do biológico na psoríase
  • 1Anti-TNF (A, B, D, E)
    • Adalimumabe
    • Infliximabe
    • Etanercepte
    • Certolizumabe
    • Risco de desmielinização
      • Histórico familiar de EM contraindica
  • 2Inibidor de IL-17 (C)
    • Secuquinumabe
    • Sem risco de desmielinização
    • Alta eficácia cutânea
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

O adalimumabe é um anti-TNF, eficaz na psoríase, mas está contraindicado neste paciente pelo histórico familiar de esclerose múltipla (risco de desmielinização). A banca o coloca como distrator justamente por ser um biológico de primeira linha — mas a segurança individual fala mais alto.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O infliximabe também é anti-TNF e carrega o mesmo risco de desmielinização. Além disso, o contexto mostra que, em meta-análises, o infliximabe teve pior perfil de tolerabilidade (maior abandono) comparado a outros biológicos — mais um motivo para não ser a primeira escolha aqui.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O secuquinumabe é um inibidor de IL-17, com alta eficácia na psoríase cutânea (PASI 75/90) e sem a contraindicação dos anti-TNF para pacientes com histórico de doença desmielinizante. É a opção mais segura e eficaz para este caso.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O etanercepte é anti-TNF e, portanto, contraindicado pelo histórico familiar de esclerose múltipla. Além disso, o contexto indica que o etanercepte tem eficácia inferior a outros biológicos (grupo separado com menos eficácia em desfechos como PASI 75).

Alternativa E — ❌ Incorreta

O certolizumabe é outro anti-TNF, com o mesmo risco de desmielinização. Embora seja uma opção válida em outras situações, não é a melhor escolha diante do histórico familiar do paciente.

NÃO CAIA NESSA!

A banca não quer que você apenas escolha o biológico "mais forte" — ela insere o histórico familiar de esclerose múltipla para testar se você conhece a contraindicação dos anti-TNF. Todos os anti-TNF (A, B, D, E) são distratores; a resposta correta é a única que foge dessa classe.

PEGA ESSA DICA!

Na prova, quando a questão trouxer um paciente com psoríase e histórico de doença desmielinizante (pessoal ou familiar), elimine automaticamente todos os anti-TNF. As opções seguras são os inibidores de IL-17 (secuquinumabe, ixequizumabe), inibidores de IL-23 (guselcumabe, risanquizumabe) e o ustecinumabe (anti-IL-12/23).

Gabarito: letra C

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