Questão de Medicina — Dermatologia — FUNDATEC 2026
- Código
- qg691283
- Banca
- FUNDATEC
- Órgão
- Prefeitura de Gravataí - RS
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico Dermatologista
- ALinfócitos T.
- BEosinófilos.
- CNeutrófilos.
- DMacrófagos.
- ECélulas dendríticas.
GabaritoC — Neutrófilos.
Gabarito: letra C. Os microabscessos de Munro são formados principalmente por neutrófilos, que migram para a camada córnea da epiderme na psoríase. Essa é uma característica histopatológica clássica da doença, distinguindo-a de outras dermatoses inflamatórias.
Os microabscessos de Munro são aglomerados de células inflamatórias que se acumulam na camada córnea (estrato córneo) da epiderme, sendo um dos achados histológicos mais característicos da psoríase. Na psoríase, há uma intensa resposta inflamatória mediada por linfócitos T, que liberam citocinas pró-inflamatórias, como TNF-α, IL-17 e IL-23. Essas citocinas estimulam a proliferação dos queratinócitos e a migração de neutrófilos para a epiderme. Os neutrófilos, então, acumulam-se em pequenos focos na camada córnea, formando os microabscessos de Munro. É importante destacar que, embora os linfócitos T sejam os principais orquestradores da inflamação na psoríase, são os neutrófilos que constituem os microabscessos. Essa distinção é crucial para a prova: a banca pode tentar confundir o candidato oferecendo linfócitos T como alternativa, mas a resposta correta é neutrófilos.
Na prática, o diagnóstico de psoríase é clínico, mas a biópsia de pele pode ser útil em casos atípicos. O histopatológico mostra acantose, hiperqueratose com paraqueratose, e os microabscessos de Munro na camada córnea. Esses microabscessos são compostos por neutrófilos, que são células de defesa predominantes na resposta inflamatória aguda. A presença desses microabscessos é um marcador histológico importante, mas não é exclusiva da psoríase, podendo ser encontrada em outras condições, como a dermatite seborreica. No entanto, na psoríase, eles são particularmente proeminentes e característicos.
A pegadinha desta questão está em associar a psoríase aos linfócitos T, que são de fato as células que iniciam e perpetuam a inflamação, mas não são as células que formam os microabscessos. A banca explora essa confusão entre o papel dos linfócitos T na patogênese e a composição celular do microabscesso. Portanto, é fundamental lembrar que, apesar do papel central dos linfócitos T na psoríase, os microabscessos de Munro são formados por neutrófilos.
Os linfócitos T são as células que iniciam e perpetuam a resposta inflamatória na psoríase, mas não são os principais componentes dos microabscessos de Munro. Eles estão presentes na derme e na epiderme, mas os microabscessos na camada córnea são formados por neutrófilos.
Os eosinófilos estão associados a reações alérgicas e parasitoses, não à psoríase. Eles não são os principais componentes dos microabscessos de Munro.
Os microabscessos de Munro são formados principalmente por neutrófilos, que migram para a camada córnea da epiderme na psoríase. Essa é a característica histopatológica clássica.
Os macrófagos são células fagocíticas presentes na derme e na epiderme, mas não são os principais componentes dos microabscessos de Munro.
As células dendríticas são células apresentadoras de antígenos, importantes na resposta imune, mas não são os principais componentes dos microabscessos de Munro.
Gabarito: letra C
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