Questão de Medicina — Cirurgia Geral — FUNDATEC 2026
Medicina›Cirurgia Geral
Código
qg691330
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Gravataí - RS
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico Endoscopia Ginecológica
Qual é o tipo de anestesia mais indicado para histeroscopia cirúrgica?
AGeral inalatória.
BLocal (bloqueio paracervical).
CGeral venosa com máscara laríngea.
DRegional (raquianestesia ou peridural).
EGeral venosa com intubação orotraqueal.
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GabaritoD — Regional (raquianestesia ou peridural).
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Anestesia para histeroscopia cirúrgica
Gabarito: letra D. A histeroscopia cirúrgica é um procedimento que, na maioria dos casos, pode ser realizado com anestesia regional (raquianestesia ou peridural), pois oferece analgesia adequada para a manipulação uterina e permite que a paciente permaneça consciente, evitando os riscos da anestesia geral. A escolha da técnica anestésica depende da complexidade do procedimento, da condição clínica da paciente e da preferência do anestesiologista, mas a regional é a mais indicada para a maioria das histeroscopias cirúrgicas.
A histeroscopia cirúrgica é um procedimento endoscópico que permite a visualização e o tratamento de alterações intrauterinas, como pólipos, miomas, sinéquias e septos. A anestesia tem como objetivos principais o conforto da paciente, a analgesia adequada e a estabilidade hemodinâmica. A anestesia regional, seja raquianestesia ou peridural, bloqueia os impulsos nervosos das raízes espinhais, proporcionando anestesia e relaxamento muscular na região pélvica e nos membros inferiores, sem a necessidade de sedação profunda ou intubação. Isso é particularmente vantajoso porque evita os riscos associados à anestesia geral, como complicações respiratórias, náuseas e vômitos, e permite uma recuperação mais rápida.
A anestesia local com bloqueio paracervical, embora seja uma opção para procedimentos diagnósticos ou de menor complexidade, muitas vezes não é suficiente para procedimentos cirúrgicos mais extensos, pois não proporciona relaxamento muscular adequado e pode não cobrir toda a dor visceral durante a manipulação uterina. A anestesia geral, por sua vez, é reservada para casos específicos, como procedimentos de maior porte, pacientes com contraindicação à anestesia regional ou quando há necessidade de controle mais rigoroso da via aérea. No entanto, para a maioria das histeroscopias cirúrgicas, a anestesia regional é a técnica de escolha, pois combina segurança, eficácia e menor morbidade.
A escolha entre raquianestesia e peridural depende de fatores como a duração prevista do procedimento, a necessidade de analgesia pós-operatória e a preferência do anestesiologista. A raquianestesia tem início de ação mais rápido e bloqueio mais denso, sendo ideal para procedimentos de curta duração. A peridural permite a administração de doses fracionadas e pode ser utilizada para analgesia contínua no pós-operatório, sendo mais adequada para procedimentos mais longos ou quando se deseja prolongar o alívio da dor. Ambas as técnicas são consideradas seguras e eficazes para histeroscopia cirúrgica.
A banca explora a confusão entre as diferentes técnicas anestésicas e suas indicações. O candidato pode ser induzido a escolher a anestesia geral por associá-la a procedimentos cirúrgicos, mas a histeroscopia é um procedimento minimamente invasivo que, na maioria dos casos, não requer anestesia geral. A alternativa correta é a que reconhece a anestesia regional como a mais indicada, pois ela oferece o equilíbrio ideal entre segurança, conforto e eficácia para a paciente.
Anestesia para histeroscopia cirúrgica: Regional (raquianestesia/peridural) — mais indicada (Analgesia adequada, Paciente consciente, Evita riscos da anestesia geral); Local (bloqueio paracervical) (Não cobre dor visceral, Sem relaxamento muscular); Geral (Reservada a casos específicos)
Alternativa A — ❌ Incorreta
A anestesia geral inalatória não é a mais indicada para histeroscopia cirúrgica, pois é um procedimento minimamente invasivo que pode ser realizado com anestesia regional. A anestesia geral inalatória é reservada para casos específicos, como procedimentos de maior porte ou quando há contraindicação à anestesia regional. A banca tenta induzir o candidato a escolher a anestesia geral por associá-la a procedimentos cirúrgicos, mas a histeroscopia é um procedimento endoscópico que não requer, na maioria dos casos, esse tipo de anestesia.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A anestesia local com bloqueio paracervical é uma opção para histeroscopias diagnósticas ou de menor complexidade, mas não é a mais indicada para histeroscopia cirúrgica, pois não proporciona relaxamento muscular adequado e pode não cobrir toda a dor visceral durante a manipulação uterina. A banca tenta confundir o candidato ao apresentar uma técnica que é utilizada em alguns casos, mas que não é a mais indicada para a maioria dos procedimentos cirúrgicos.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A anestesia geral venosa com máscara laríngea é uma opção para alguns procedimentos, mas não é a mais indicada para histeroscopia cirúrgica. A máscara laríngea é um dispositivo supraglótico que pode ser utilizado em procedimentos de curta duração, mas a anestesia regional é preferível por evitar os riscos da anestesia geral e proporcionar uma recuperação mais rápida. A banca tenta induzir o candidato a escolher uma técnica que é utilizada em alguns casos, mas que não é a mais indicada para a maioria das histeroscopias cirúrgicas.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A anestesia regional (raquianestesia ou peridural) é a mais indicada para histeroscopia cirúrgica, pois proporciona analgesia adequada para a manipulação uterina, permite que a paciente permaneça consciente e evita os riscos da anestesia geral. A raquianestesia tem início de ação rápido e bloqueio denso, sendo ideal para procedimentos de curta duração, enquanto a peridural permite a administração de doses fracionadas e pode ser utilizada para analgesia contínua no pós-operatório. A escolha entre as duas técnicas depende da duração prevista do procedimento e da preferência do anestesiologista.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A anestesia geral venosa com intubação orotraqueal é uma técnica mais invasiva e não é a mais indicada para histeroscopia cirúrgica. A intubação orotraqueal é reservada para procedimentos de maior porte ou quando há necessidade de controle rigoroso da via aérea, o que não é o caso da maioria das histeroscopias. A banca tenta induzir o candidato a escolher a anestesia geral por associá-la a procedimentos cirúrgicos, mas a histeroscopia é um procedimento minimamente invasivo que pode ser realizado com anestesia regional.