Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — FUNDATEC 2026
Medicina›Ginecologia e Obstetrícia
Código
qg691336
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Gravataí - RS
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico Endoscopia Ginecológica
No tratamento cirúrgico da gravidez ectópica, a via preferencial é a laparoscópica, EXCETO na presença de:
AEctópica rota.
BInstabilidade hemodinâmica.
CGravidez heterotópica.
DCoagulopatia.
ESangramento vaginal.
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GabaritoB — Instabilidade hemodinâmica.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Gravidez ectópica: indicações de laparotomia
Gabarito: letra B. A via laparoscópica é a preferencial no tratamento cirúrgico da gravidez ectópica, mas a instabilidade hemodinâmica é contraindicação absoluta, pois o pneumoperitônio e o tempo cirúrgico prolongado agravam o choque — nesses casos, a laparotomia de urgência é a conduta. As demais alternativas (ectópica rota, gravidez heterotópica, coagulopatia e sangramento vaginal) não contraindica a laparoscopia por si só, desde que a paciente esteja estável.
A gravidez ectópica é a implantação e o desenvolvimento do ovo fora da cavidade endometrial, sendo as tubas uterinas o local mais comum (cerca de 90% dos casos). O diagnóstico é firmado pela combinação de β-HCG e ultrassonografia, e o tratamento pode ser clínico (metotrexato) ou cirúrgico. A cirurgia é o tratamento padrão, e a via laparoscópica é a preferida por oferecer menor morbidade, menos dor pós-operatória e recuperação mais rápida. No entanto, a escolha da via depende da estabilidade hemodinâmica da paciente: a laparoscopia exige pneumoperitônio (insuflação de CO₂ na cavidade abdominal), que reduz o retorno venoso e pode precipitar ou agravar o choque hipovolêmico. Por isso, na paciente instável, a laparotomia é a via de escolha, pois permite acesso rápido e controle imediato do sangramento.
A instabilidade hemodinâmica é definida por pressão arterial baixa, taquicardia, má perfusão periférica ou necessidade de drogas vasoativas. Na gravidez ectópica rota, o sangramento intra-abdominal pode ser volumoso e levar ao choque rapidamente. Nesse cenário, o FAST positivo (líquido livre na cavidade) reforça o diagnóstico e indica cirurgia imediata. A laparotomia permite a entrada rápida na cavidade, a aspiração do sangue e a salpingectomia ou salpingostomia, com controle do sangramento. A laparoscopia, embora possível em alguns casos de instabilidade leve, é contraindicada na instabilidade franca.
A alternativa A (ectópica rota) é um distrator clássico: a rotura é uma complicação, mas não contraindica a laparoscopia se a paciente estiver estável. A alternativa C (gravidez heterotópica) refere-se à coexistência de gestação intrauterina e ectópica; a laparoscopia pode ser realizada, com cuidados para não lesar o útero gravídico. A alternativa D (coagulopatia) é uma contraindicação relativa, mas não absoluta, e pode ser corrigida antes da cirurgia. A alternativa E (sangramento vaginal) é um sintoma comum da ectopia, mas não indica a via cirúrgica.
A pegadinha da questão está em confundir a complicação (rotura) com a contraindicação (instabilidade). A banca explora o fato de que a ectópica rota frequentemente causa instabilidade, mas a contraindicação formal é a instabilidade, não a rotura em si. O candidato deve lembrar que a via laparoscópica é preferencial, mas a segurança da paciente é o critério decisivo: instabilidade hemodinâmica → laparotomia.
Via cirúrgica na gravidez ectópica
1Laparoscopia (preferencial)
Menor morbidade
Menos dor
Recuperação mais rápida
2Laparotomia (urgência)
Instabilidade hemodinâmica
Choque hipovolêmico
Acesso rápido ao sangramento
3Não contraindica laparoscopia
Ectópica rota (se estável)
Gravidez heterotópica
Coagulopatia (relativa)
Sangramento vaginal
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Alternativa A — ❌ Incorreta
A ectópica rota, por si só, não contraindica a laparoscopia. A rotura é uma complicação que pode causar sangramento, mas se a paciente estiver hemodinamicamente estável, a laparoscopia pode ser realizada com segurança. O que contraindica é a instabilidade hemodinâmica resultante da rotura, não a rotura em si.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A instabilidade hemodinâmica é a contraindicação absoluta à laparoscopia. O pneumoperitônio reduz o retorno venoso e pode agravar o choque, e o tempo cirúrgico é maior. A laparotomia é a via de escolha para acesso rápido e controle do sangramento.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A gravidez heterotópica (intrauterina + ectópica) não contraindica a laparoscopia. A cirurgia laparoscópica pode ser realizada com cuidado para preservar a gestação intrauterina, desde que a paciente esteja estável.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A coagulopatia é uma contraindicação relativa, não absoluta. Pode ser corrigida com transfusão de hemoderivados antes ou durante a cirurgia, e a laparoscopia pode ser realizada se a paciente estiver estável.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O sangramento vaginal é um sintoma comum da gravidez ectópica, mas não indica a via cirúrgica. A decisão entre laparoscopia e laparotomia é baseada na estabilidade hemodinâmica, não na presença de sangramento vaginal.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca a complicação (rotura) pela contraindicação (instabilidade). A ectópica rota frequentemente causa instabilidade, mas a contraindicação formal à laparoscopia é a instabilidade hemodinâmica, não a rotura em si. Lembre-se: o critério é a segurança da paciente, não o diagnóstico.
PEGA ESSA DICA!
Na prova, quando a questão perguntar sobre a via cirúrgica na gravidez ectópica, procure a palavra "instabilidade hemodinâmica" ou "choque" — essa é a contraindicação clássica à laparoscopia. As outras opções (rotura, heterotópica, coagulopatia, sangramento) são distratores que podem coexistir, mas não decidem a via.