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Questão de Medicina — Pediatria e Neonatologia — FUNDATEC 2026

MedicinaPediatria e Neonatologia
Código
qg691373
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Gravataí - RS
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico Gastroenterologista Pediátrico
Uma paciente de 45 anos apresenta-se à emergência com hematêmese em sangue vivo e é submetida a uma endoscopia nas primeiras 12 horas, na qual se encontra uma úlcera duodenal com vaso visível e pulsátil. Qual é a conduta endoscópica mais apropriada?
  1. AInjeção isolada de adrenalina na base da lesão.
  2. BAplicação exclusiva de coagulação térmica bipolar.
  3. CHemostasia mecânica isolada utilizando clipe endoscópico.
  4. DCombinação de injeção com terapia térmica ou mecânica.
  5. ENão há indicação de intervenção endoscópica terapêutica nessa situação.
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GabaritoD — Combinação de injeção com terapia térmica ou mecânica.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Hemorragia digestiva alta: terapia endoscópica combinada

Gabarito: letra D. Em úlcera duodenal com vaso visível e pulsátil (Forrest IIa), a conduta endoscópica mais apropriada é a combinação de injeção com terapia térmica ou mecânica, pois a injeção isolada de adrenalina é considerada tratamento insuficiente — é necessária uma segunda modalidade para induzir a trombose do vaso. Essa recomendação está alinhada às diretrizes de 2019 e ao consenso atual sobre hemostasia endoscópica.

A hemorragia digestiva alta (HDA) é uma emergência médica frequente, sendo a úlcera péptica sua causa mais comum. A endoscopia digestiva alta (EDA) é o método diagnóstico e terapêutico de escolha, devendo ser realizada precocemente — nas primeiras 12 a 24 horas — após a estabilização hemodinâmica inicial. A classificação de Forrest é a ferramenta que orienta a conduta, estratificando o risco de ressangramento com base no aspecto endoscópico da lesão. As classes IA (sangramento ativo em jato), IB (sangramento ativo em babação), IIA (vaso visível não sangrante) e IIB (coágulo aderido) são consideradas estigmas de alto risco e indicam a necessidade de tratamento endoscópico.

O tratamento endoscópico pode ser dividido em três grandes grupos: métodos por injeção, métodos térmicos e métodos mecânicos. A injeção de adrenalina diluída, isoladamente, é considerada tratamento insuficiente — ela promove vasoconstrição e tamponamento temporário, mas não induz trombose duradoura do vaso. Por isso, a recomendação é que uma segunda modalidade terapêutica seja associada, seja a aplicação de clipes hemostáticos (método mecânico), seja um dispositivo térmico (como a coagulação bipolar ou a heater probe). Ambos apresentam resultados similares, e a escolha entre eles depende da experiência do endoscopista e da localização da lesão. Em pacientes com sangramento agudo, as diretrizes de 2019 recomendam a utilização preferencial de clipes hemostáticos.

A terapia combinada — injeção de adrenalina seguida de clipe ou terapia térmica — produz melhores resultados em comparação com uma única modalidade, reduzindo as taxas de ressangramento, a necessidade de cirurgia e a mortalidade. Essa abordagem é particularmente importante em lesões de alto risco, como o vaso visível pulsátil descrito no enunciado. A injeção isolada, a coagulação térmica exclusiva ou a hemostasia mecânica isolada são opções inferiores, pois não oferecem a mesma eficácia na prevenção do ressangramento. A não intervenção endoscópica, por sua vez, seria um erro grave, pois o vaso visível pulsátil apresenta risco de ressangramento de aproximadamente 39% sem tratamento.

A pegadinha desta questão está em reconhecer que, embora cada modalidade isolada (injeção, térmica ou mecânica) possa ser utilizada, a conduta mais apropriada — e a que a banca espera — é a combinação de métodos. A injeção isolada de adrenalina é um erro clássico, pois muitos candidatos a consideram suficiente. A coagulação térmica exclusiva e a hemostasia mecânica isolada também são opções válidas, mas inferiores à terapia combinada. A alternativa que nega a indicação de intervenção endoscópica é claramente incorreta, dado o alto risco de ressangramento da lesão.

Guarde a distinção entre os estigmas de Forrest e a necessidade de terapia combinada: é exatamente nessa fronteira que as alternativas se dividem.

HDA por úlcera péptica
  • 1Classificação de Forrest
    • IA (jato ativo)
    • IB (babação ativa)
    • IIA (vaso visível)
    • IIB (coágulo aderido)
    • IIC (fundo plano)
    • III (base limpa)
  • 2Estigmas de alto risco (IA, IB, IIA, IIB)
    • Indicam tratamento endoscópico
  • 3Terapia endoscópica
    • Injeção (adrenalina)
      • Isolada é insuficiente
    • Térmica (bipolar, heater probe)
    • Mecânica (clipe)
    • Combinada (injeção + térmica/mecânica)
      • Reduz ressangramento
      • Reduz cirurgia
      • Reduz mortalidade
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A injeção isolada de adrenalina na base da lesão é considerada tratamento insuficiente. Ela promove vasoconstrição e tamponamento temporário, mas não induz trombose duradoura do vaso. A recomendação é que uma segunda modalidade terapêutica seja associada, seja clipe hemostático, seja dispositivo térmico.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A aplicação exclusiva de coagulação térmica bipolar é uma opção terapêutica válida, mas inferior à terapia combinada. Embora a coagulação térmica seja eficaz na indução da trombose, a associação com injeção de adrenalina (ou com clipe) produz melhores resultados na prevenção do ressangramento.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A hemostasia mecânica isolada com clipe endoscópico é uma opção terapêutica válida, mas, isoladamente, é inferior à terapia combinada. A associação com injeção de adrenalina (ou com terapia térmica) é recomendada para otimizar a hemostasia e reduzir o risco de ressangramento.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A combinação de injeção com terapia térmica ou mecânica é a conduta mais apropriada. A injeção de adrenalina promove vasoconstrição e tamponamento temporário, enquanto a segunda modalidade (clipe ou térmica) induz a trombose do vaso. Essa abordagem combinada é superior à monoterapia, reduzindo as taxas de ressangramento, a necessidade de cirurgia e a mortalidade.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Há clara indicação de intervenção endoscópica terapêutica nessa situação. O vaso visível pulsátil (Forrest IIa) é um estigma de alto risco de ressangramento (aproximadamente 39% sem tratamento), e a endoscopia é o esteio do diagnóstico e do tratamento da HDA por úlcera péptica.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a falsa premissa de que qualquer modalidade isolada é suficiente. A injeção isolada de adrenalina é o distrator mais perigoso, pois muitos candidatos a consideram a conduta padrão. Lembre-se: a injeção isolada é insuficiente — a terapia combinada é a regra para lesões de alto risco.

PEGA ESSA DICA!

Memorize a classificação de Forrest e associe cada estigma à conduta: IA, IB, IIA e IIB indicam tratamento endoscópico; IIA (vaso visível) e IIB (coágulo aderido) exigem terapia combinada. Para lesões de alto risco, a combinação de injeção com clipe ou térmica é a abordagem recomendada.

Gabarito: letra D

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