BO subtipo histológico ABC é menos agressivo do que os demais tipos.
CDoença próxima ao canal medular exige estadiamento do sistema nervoso central para excluir doença extensiva.
DLinfoma primário do sistema nervoso central é tratado com radioterapia somente.
ELinfoma T é endêmico no Japão e se caracteriza por histopatologia em “céu estrelado”.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoC — Doença próxima ao canal medular exige estadiamento do sistema nervoso central para excluir doença extensiva.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Linfomas não Hodgkin: estadiamento e subtipos
Gabarito: letra C. A afirmativa correta é a que trata do estadiamento do sistema nervoso central (SNC) quando há doença próxima ao canal medular, pois essa proximidade aumenta o risco de disseminação leptomeníngea e exige investigação para excluir doença extensiva. As demais alternativas apresentam erros conceituais sobre associação com HIV, agressividade de subtipos, tratamento do linfoma primário do SNC e características de linfomas T endêmicos.
Os linfomas não Hodgkin (LNH) são um grupo heterogêneo de neoplasias malignas originadas de células do sistema imunológico, predominantemente linfócitos B, mas também linfócitos T e células NK. Eles se dividem, clinicamente, em indolentes (baixo grau) e agressivos (alto grau). Os agressivos, como o Linfoma Difuso de Grandes Células B (LDGCB) e o Linfoma de Burkitt, são potencialmente curáveis, mas exigem tratamento imediato com poliquimioterapia, geralmente à base de antraciclina e rituximabe (esquema R-CHOP).
O estadiamento dos LNH é fundamental para definir a estratégia terapêutica. A avaliação inicial inclui exames de imagem como tomografia computadorizada ou PET-CT, além de biópsia de medula óssea. Em situações específicas, como quando há doença próxima ao canal medular, o risco de comprometimento do sistema nervoso central (SNC) é maior, e o estadiamento deve incluir a investigação do SNC, geralmente por meio de punção lombar com análise do líquido cefalorraquidiano (LCR), para excluir doença extensiva. Essa conduta é uma recomendação clássica em hematologia e oncologia, pois a presença de doença no SNC altera o prognóstico e o tratamento, exigindo quimioterapia intratecal ou sistêmica com agentes que atravessam a barreira hematoencefálica.
A associação entre LNH e HIV é bem estabelecida. O LDGCB e o Linfoma de Burkitt estão entre os mais incidentes em indivíduos HIV positivos, e o linfoma de Burkitt, em sua forma endêmica africana, está associado ao vírus Epstein-Barr (EBV). O HIV aumenta o risco de desenvolvimento de LNH, e esses linfomas são considerados doenças definidoras de AIDS. Portanto, afirmar que o Linfoma de Burkitt não está associado ao HIV é um erro.
A classificação molecular do LDGCB identifica subtipos com prognósticos distintos. O subtipo de células B do centro germinativo (GCB) tem melhor prognóstico, enquanto o subtipo de células B ativadas (ABC) é mais agressivo e tem pior sobrevida. O subtipo ABC, portanto, não é menos agressivo; é justamente o contrário.
O linfoma primário do sistema nervoso central (LPSNC) é um LNH raro que se apresenta exclusivamente no SNC. Seu tratamento padrão não é apenas radioterapia; a quimioterapia com metotrexato em altas doses é o pilar do tratamento, e a radioterapia pode ser usada como consolidação ou em casos selecionados, mas não como modalidade única.
O linfoma de células T do adulto (ATLL) é endêmico no Japão e na bacia do Caribe, associado ao vírus HTLV-1. A histopatologia em "céu estrelado" é característica do Linfoma de Burkitt, não do linfoma T endêmico. O aspecto de "céu estrelado" é causado por macrófagos com debris apoptóticos dispersos entre células tumorais.
A pegadinha da banca está em misturar características de diferentes subtipos de LNH, especialmente a associação com HIV, a agressividade dos subtipos moleculares, o tratamento do LPSNC e a histopatologia do Burkitt. O candidato precisa conhecer as particularidades de cada subtipo para não cair nessas armadilhas.
Linfomas não Hodgkin
1Subtipos
Indolentes (baixo grau)
Agressivos (alto grau)
LDGCB
GCB (melhor prognóstico)
ABC (mais agressivo)
Burkitt
Associado ao HIV
Histopatologia "céu estrelado"
ATLL (T endêmico, HTLV-1)
2Estadiamento
Doença próxima ao canal medular
Risco de disseminação ao SNC
Exige punção lombar (LCR)
3LPSNC
Tratamento: metotrexato em altas doses
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ❌ Incorreta
O Linfoma de Burkitt está sim associado ao HIV. É um dos LNH mais incidentes em indivíduos HIV positivos, juntamente com o LDGCB. A forma endêmica africana está associada ao EBV, e a forma associada ao HIV é uma das doenças definidoras de AIDS. A alternativa inverte essa relação.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O subtipo histológico ABC (células B ativadas) é mais agressivo e tem pior prognóstico que o subtipo GCB (centro germinativo). A alternativa afirma o contrário, invertendo a relação de agressividade entre os subtipos moleculares do LDGCB.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Quando há doença próxima ao canal medular, o risco de disseminação para o SNC é maior, e o estadiamento deve incluir a investigação do SNC, geralmente com punção lombar e análise do LCR, para excluir doença extensiva. Essa é uma recomendação padrão em hematologia, pois a presença de doença no SNC muda o estadiamento e o tratamento.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O linfoma primário do SNC não é tratado somente com radioterapia. O tratamento padrão envolve quimioterapia com metotrexato em altas doses, que atravessa a barreira hematoencefálica. A radioterapia pode ser usada como consolidação ou em casos selecionados, mas não como modalidade única.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O linfoma T endêmico no Japão é o linfoma de células T do adulto (ATLL), associado ao HTLV-1. A histopatologia em "céu estrelado" é característica do Linfoma de Burkitt, não do ATLL. A alternativa mistura características de dois subtipos diferentes.